sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Interação espacial pessoal no interior de ônibus intermunicipais


Eu ainda não consigo compreender como fazer a divisão correta do espaço nos assentos dos ônibus intermunicipais. Existe uma visível divisão entre os dois assentos. Esta divisão é feita com um apoio móvel de braço. Nele, todo mundo quer colocar o braço. No meu caso, sempre que alguém senta do meu lado e coloca TODO o braço no apoio, mesmo quando eu já estava sentado e com apenas METADE do meu bracinho no apoio, não se importando com quem está do lado, eu tiro o meu braço. Não tenho o costume de permanecer com o meu bracinho enconstado no bracinho do coleguinha ou da coleguinha que chega e expulsa o meu membro superior do apoio. Porém, tenho percebido.que muitas pessoas não se importam de ir roçando o braço no meu. Fico com um pouco de vergonha. Na verdade, eu apenas não gosto de estar sentindo a energia de pessoas que eu não conheço. Fica aquela sensação estranha de sentir o que a pessoa já sentiu na vida, ou do que está sentindo naquele momento. E eu fico pensando que ela tá pensando que eu que tô fazendo algo por pirraça '-'



Depois eu ainda acho uma falta de educação alguém chegar depois e querer tomar conta do apoio só pra ela. Fico a viagem inteira pensando em alguma maneira de fazer o ônibus virar para eu ver a pessoa se distanciando de mim. Ou então eu pular pela janela do ônibus e ir voando toda a viagem sentindo o vento. Mas em algum momento eu me dou conta de que somos todos iguais, com diferenças (paradoxo) e que precisamos aprender a viver em sociedade, que eu preciso aprender a viver em sociedade! Talvez eu apenas tenha que saber sentir a energia da pessoa e mandar um corrente elétrica... Brincadeira...


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Como eu aprendi a gostar de química?

No tempo em que eu estava estudando para o vestibular, no tempo era o pss, quando você tinha que fazer três provas, uma para cada ano do colégio, a redação e umas questões abertas, eu não gostava de química. Eu odiava química. Desde o colégio eu não dava muita importância para química. Comecei a pensar direito sobre isso quando descobri que dá pra fazer umas coisas interessantes com algumas substâncias. Mas eu comecei a gostar de química pra poder passar no vestibular - mesmo a minha área não envolvendo química eu queria tirar uma nota legal em todas as disciplinas pra satisfazer o meu ego. Então eu tive que conversar com o meu cérebro pra gente achar um meio de estudar química sem odiá-la, porque você só consegue se entregar para alguma coisa quando você tem um propósito, um significado para aquilo - um amigo meu me explicou isso recentemente, sendo que eu já usava essa técnica, mas não havia procurado uma explicação pra ela. E o meu propósito, como falei, era passar no vestibular, e, mais profundamente, satisfazer o meu ego...




Meu cérebro e eu entramos em comum acordo - não a nada pior do que você começar a fazer alguma coisa e o seu cérebro tentar fazer outra - e resolvemos estudar pensando na nossa nota e vendo o que tinha de interessante em estudar química. Eu tinha lido também O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder) e relembrei sobre Demócrito e o que ele falava sobre os átomos (Há apenas átomos e vazio - disse ele) e isso me incentivou também. Comecei a me incentivar por ligações químicas e geometria molecular e assim foi. Claro que eu não me tornei um especialista em química, mas aprendi muita coisa que eu achei interessante. Eu até participava na aula do cursinho (garoto exemplar)! Hoje eu não lembro de mais nada, mas é porque não uso no meu dia-a-dia, porém, seu eu voltar a estudar os assuntos sei (e espero) que eles estarão armazenados no meu cérebro e zaz...

Pois bem. Creio que isto de aplica a qualquer situação de nossa vida. já aprendi a gostar de muita coisa de que eu não gostava em prol de um objetivo maior. Não é uma trapaça, mas um acordo com o cérebro. Fazer uma coisa sem gostar do que está fazendo só leva ao estresse e depois você fica reclamando pra pessoas que não querem te ouvir reclamar. Não é melhor, quando não houver outro meio, que você procure olhar o lado positivo daquilo que você está fazendo para começar a fazê-lo de bom grado. É como diz o velho ditado: se não pode contra o inimigo, junte-se a ele. E às vezes tais inimigos se transformam em bons amigos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Eu não consigo dizer se o que sinto é normal

     
     

     Eu não consigo dizer se o que sinto é normal porque eu sou a única pessoa no mundo que sabe realmente o que eu sinto. Não é tão confuso assim de entender isso, é até fácil, mas estamos acostumados a dizer "eu sei como você se sente"... Não, não tem como saber como outra pessoa se sente. Tem como tentar mensurar o que outra pessoa sente pelas suas próprias experiências, mas o que passa pela minha mente, mesmo se eu tento escrever ou falar, o outro só pode mensurar pelas experiências dele o que eu posso estar sentindo. Tanto é que cada um reage de uma forma para um mesmo tipo situação. Apesar de estarmos (nem todo mundo, para não generalizar) impregnados com as 'leis' sociais que dizem como se deve agir em cada situação (chore no velório - beba no carnaval - sorria para a câmera porque você está sendo filmado - etc. - etc.), se você não agir assim será taxado como rebelde, ou insensível ou qualquer outra coisa que queiram chamar para achar alguém em quem colocar a culpa de uma coisa que não se tem um culpado!

     Eu não consigo dizer se o que sinto é normal porque não existe um maneira de eu mostrar o que se passa dentro de todo o meu corpo quando sinto alguma coisa. E todos nós estamos sempre sentindo alguma coisa, mas não podemos prestar atenção a isso todo o tempo. Então, quando percebo que eu me comporto de acordo com o que sinto e, às vezes, tendo a me comportar e não me importar de um jeito que dialogue com os meus sentimentos, percebo que estou saindo da linha que as outras pessoas estão em cima. Quando percebo isso eu tenho a tendência de disfarçar o meu comportamento 'estranho' e, sem que ninguém, ou quase ninguém, perceba eu volto pra linha. Volto pra linha mas fico com a sensação de que os meus sentimentos estão tristes (...), mas pelo bem da convenção social eu permaneço na linha.

     Eu não sei dizer se o que eu sinto é normal porque eu me sinto feliz de ter começado a pensar por mim mesmo e logo em seguida me sinto estranho porque sempre fui ensinado pela sociedade a pensar como todo mundo. Esse desprendimento faz com que eu pareça fazer parte de outra sociedade, uma sociedade com pessoas diferentes. Até nisso tem que haver uma segregação? 

     Eu não sei dizer se o que eu sinto é normal porque há momentos de uma loucura contida que só quem se conhece bem e quem me conhece bem consegue notar. Tem que olhar nos olhos e ver a insanidade caminhando lá dentro, no fundo, na mesma janela que dá vista pra alma. Esse frenesi que passa como eletricidade pelo meu corpo e volta pra minha mente me deixa com uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo, isso que eu sinto é estranho pra mim mesmo porque só agora eu estou me dando conta de que estou constantemente com essa corrente indo e vindo. Ao mesmo tempo em que gostaria de ter uma explicação para isso eu também quero permanecer sem saber. i n é r c i a . . . 

     Eu não sei dizer se o que sinto é normal, mas eu já percebi isso. Eu sei que estou passando por um processo, uma metamorfose (que não seja pra uma barata!!!) mental e esta inquietação talvez seja a casca se quebrando. 

     No final eu já não me import(arei)o se o que eu sinto é normal. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Um robô com asas

    Humano com um coração de robô, eu estou impregnado de conceitos, definições e ideais mundanos que começaram a não fazer mais sentido para mim desde quando garoto, percebo agora. Não estou mais me identificando com as pessoas, estou divergindo, estou mudando, estou transmutando, transcendendo (sem pretensão nenhuma), enfim, estou enlouquecendo. E está sendo uma experiência incrível!

       Eu passei 2014 com uma vontade grande de chorar boa parte dos dias. E eu percebi isso porque nos anos anteriores eu não sentia isso, pelo menos eu não lembro de ter sentido. Não quer dizer que tenha sido somente por tristeza, na verdade, na maioria das vezes acho que foi por felicidade, de quê eu ainda não sei. Com o trabalho, os estudos, os compromissos de gente adulta, etc, etc... vamos nos esquecendo da família, dos amores, dos nossos animais de estimação, dos amigos e das coisas que realmente importam (dizer isso hoje já é meio clichê e eu mesmo ainda fico em dúvida) e eu consegui prestar atenção no fato de que eu não estava prestando atenção nessas coisas. Então as coisas começaram a mudar e todo mundo sabe que a mudança dói. Poucas pessoas querem abrir os olhos para perceber que precisam mudar, que precisam deixar alguns hábitos, abandonar a mordomia e 'pensar' fora da caixa. Pensar nos outros e não apenas em si próprio. Deixar de se sentir tão especial porque consegue ter um monte de dinheiro na carteira justamente porque dizem que o dinheiro é que traz tudo o que você precisa.

       Chega uma hora que temos que buscar nossos sonhos (clichê bla bla bla), mas sem esperar que alguém pegue na nossa mão e nos leve até eles. Porque algumas pessoas querem colocar o sonho delas nos outros. Depois, quando você percebe que ninguém vai pegar na sua mão e te levar para a porta da esperança é a hora de escolher: Mudar ou não Mudar? [Interprete]

       Talvez o dilema comece dentro de casa. Quando você parece ser totalmente divergente da sua família, a ovelha negra, como se cada um deles tivesse sua facção certa e você não tivesse nenhuma facção. Ou porque eles se preocupam tanto com você que não te incentivou a voar com medo de que você caísse e morresse ligeiro. Sonhos! É uma caminhada! É uma peregrinação! Venho aprendendo que o importante não é o resultado final do nosso trabalho, mas o aprendizado que temos durante o processo para chegar ao resultado. isto se aplica tanto para trabalhos científicos quanto para a nossa vida cotidiana. Observe as pessoas que só reclamam de tudo mas não fazem nada para mudar. Elas continuam fazendo a mesma coisa SABENDO que no final vai acontecer alguma coisa errada e ficam reclamando durante todo o processo ao invés de prestar atenção no que pode ser mudado - durante o processo - para que aquilo não ocorra mais. Ou as que não estão satisfeitas com o trabalho que tem, mas não procuram outra coisa melhor porque terão que despender tempo estudando. É questão de prioridades.

     Estive infectado de racionalidade e a racionalidade (bruta - total - dogmática) não permitia que eu acreditasse em meus sonhos. Lembrando que a vida não é um filme (ou é?), cada um precisa encontrar um meio de criar suas asas e voar. [interprete]