sábado, 20 de dezembro de 2014

Acerto de contas!

Você já teve a sensação de que o seu passado está vindo à tona pra acertar as contas?



Comigo está acontecendo agora. E eu sei disso! Tá sendo assim: tudo me lembra do passado. As coisas aparecem para mim como se dissessem: "Ei! Estamos aqui esperando pra ter uma conversa." São músicas, filmes, pessoas, nomes... E a mudança tá bem na minha frente. É como se mais uma fase do jogo estivesse prestes a se concluir e o chefe dessa fase não é um monstro como nos vídeo games, mas coisas de gente adulta (¬,¬), gerenciamento das coisas, artigos científicos para entregar, cronograma do trabalho para fazer, contas para pagar, pessoas para lidar e por aí vai. Por que não poderia ser um dragão vermelho e que eu pudesse usar dano máximo duas vezes por dia sem gastar pontos de magia? Mas eu sou voluntário como tributo para esta arena. E de bônus eu tenho que acertar as coisas com o meu passado. 

Os livros que li quando criança/adolescente agora me mostram seus segredos que eu ainda não tinha capacidade de ver. Seus ensinamentos estavam guardados em minha cabeça até chegar o momento certo de compreendê-los. E assim aparecem pessoas que ajudam a descobrir coisas que, quando acontecem, parece até que eu já sabia há muito tempo. E talvez seja isso mesmo, só que ainda não estava pronto para suportar certas verdades. Você começa a quebrar paradigmas e aprender palavras novas (como 'paradigmas') que explicam mais que uma frase completa. Outras palavras começam a fazer um sentido diferente e você começa a formar a sua própria opinião acerca das coisas. A ver que nem todo mundo que você pensava que sabia a verdade sobre tudo realmente sabe a verdade sobre tudo e que você tem a capacidade de fazer coisas que antes precisava pedir permissão ou ajuda pra fazer. Vai chegando a hora que você é que vai dar essa permissão e que vai ajudar a fazer certas coisas e que depois vai ser contestado. Então você não vai poder utilizar a falácia de que "é porque é".

Eu ainda não sei como conversar com o meu passado, mas as pistas estão ficando cada vez mais 'quentes'. Acho que é porque eu me permiti que elas aparecessem para mim e elas talvez saibam que eu estou ficando no ponto de conversar e acertar as contas para poder passar para uma nova fase para conseguir novas experiências e passar para outra fase e assim por diante. Seria como em um jogo virtual (mais uma vez) onde você, para passar de fase (e de nível) tem que conseguir algum artefato que abre uma porta e zaz.

Depois que você dá um passo pra frente já sabe né... 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 3 de 3

A última parte :'( [Mas não o último dia!]

Dia 3 - Machu Picchu


Águas Calientes
Então, acordamos aproximadamente próximo (...) das 03:30 da madruga boladona, o ônibus nos pegou na frente do hotel, fomos para a estação e pegamos o trem. Primeira vez que andei de trem e nem lembro direito por causa do sono profundo que me assolava. Porém, em alguns momentos de lucidez durante as 4 horas de viagem eu acordava e admirava a linda paisagem *--* Indiana estava na janela, o que me aborreceu, porque eu gosto de janelas ¬,¬. Eu fui a viagem imaginando o trem descarrilhando e caindo num daqueles penhascos, mas tudo bem... Tem uma coisa que eu tenho muita vergonha, mas vou contar. O rapaz passava com os lanchinhos e eu pensava que tinha que pagar, por isso não comi nada, mas, na verdade, isso já está incluso na passagem ¬,,,,,¬. Dica pra vocês: COMAM TRUDO! Outra coisa, eu fui com duas camisas e dois casacos, exagerado? Não! (pelo menos durante essas viagem da madrugada).
Chegamos em Águas Calientes. Tem um monte de barraquinhas pra vender coisas e tal, mas tava bem carinho. Pra vocês terem ideia, o dólar, numa dessas barracas, estava valendo 2,40 sólis. Lembram que eu troquei, lá em Cuzco, valendo 2,90 e fiquei ryco? Psé. Passamos um tempinho na cidade, bem rápido mesmo, e decidimos pegar o ônibus para Machu Picchu. Tem um monte todo instante. Eles enchem rápido e vão. 35 minutos pra chegar lá, passando por um monte de precipícios (...) e com paisagens bem bonitas. Tirei um dos casacos porque começou a ficar quente...
Niegão


Em Machu Picchu (eu tirei o outro casaco porque estava caliente por de mais) tivemos que esperar a hora certa porque chegamos beeeem adiantados. Lá encontramos o Niegão, um cachorro que ficou fazendo sala pra gente (e pra todas as centenas de pessoas que estavam lá). O guia nos chamou. Nosso grupo era composto por nós dois e um casal de turistas americanos. Então o guia nos perguntou se tudo poderia ser em inglês e dissemos que sim porque falamos essar língua tudim aé, mano, tá ligado? (neeeeem tanto assim...). Então começamos a subir e descer pedras e mais pedras. A energia do local, mesmo impregnada com tantas pessoas, consegue se espalhar e contagiar quem se permitir. A paisagem é a coisa mais bonita que eu já vi até hoje. A história é impressionante. A arquitetura é inspiradora. Tem que sentir, não só ver. Parece que você consegue voar, se quiser. MAS SÓ PARECE, NÃO VÁ PULAR! Depois subimos até o Portal do Sol. Subimos e subimos e subimos desbravando tudo!! E depois tivemos que descer... Valeu a pena!

Machu Picchu
Fizemos o caminho inverso de tudo isso. Mas também chegamos muito cedo em Águas Calientes para pegar o trem de volta. Ficamos 4 (QUATRO) horas esperando na estação. Indo e vindo. Tem uma hora (já que eu tinha muito tempo) que fiquei observando todo mundo que estava lá. Pessoas de diversas partes do mundo no mesmo lugar que eu! Depois eu fui jogar algum jogo no cel e ouvi música. Depois voltamos. Perdemos nosso ônibus de volta para o hotel, mas tinham vários outros e pegamos um deles. Chegando no hotel eu apenas dormi que nem uma pedra de Machu Picchu (interpretem). 

Dia 4 - Epifania

Na manhã seguinte, Indiana, aventureira como só ela, conseguiu outra excursão para visitar outros sítios arqueológicos (um dos ETs lá...). Eu resolvi tirar o dia para derivar pela cidade. Uma das coisas que eu gosto quando vou conhecer outro lugar é andar sem rumo :-). Foi o que fiz. Pela tarde eu me arrumei e limpei minha cabeça, eu queria observar tudo e todos pela rua, mas sem parecer um psicopata para que as pessoas não se assustassem comigo. Então fui até a Plaza de Armas sem pressa, em cada praça eu parava um tempo para observar. Procurei algo bem natural pra comer e comi um sanduíche íche íche no Mc Donald próximo à Plaza de Armas. Derivei e derivei. Às vezes me dava uma dispinéia e eu pensava que ia cair no chão com falta de ar, mas logo passava. Depois desci novamente a Avenida do Sol, cambiei meu dinheiro, quando fiquei rico!!!! Passei por uma feira para comprar algumas coisas quando as vendedoras diziam: Hola, esto cueta 25 sólis, pero vendo por 20 para o amigo, si lo deseas puede llevar por 15 sólis. Assim é fácil de pechinchar, né? :DDD
Comprei umas coisas, entre elas a trilogia inca, uma filosofia tão incrível (procurem!) e desci de volta para o hotel passando por todas as praças novamente. Quando cheguei na última, vizinha ao hotel, decidi me sentar no banco. Já era noite. Foi então que tudo fez sentido. Eu sabia que estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa (Indiana!!! Minha companheira desbravadora!) e fazendo o que era certo. Um filme passou pela minha cabeça (será que acontece isso quando estamos morrendo?) e eu sabia que era algo incrível acontecendo. Assim como faço com qualquer sentimento, resolvi sentir aquilo o máximo que eu pudesse, sem interrupções, só deixar que aquela sensação passasse pelo meu corpinho inteiro e me possuísse (calma, gente!). Eu quase começo a chorar lá mesmo. Em parte porque tive coragem, pela primeira vez na vida de fazer alguma coisa que eu queria realmente sem pedir permissão pra ninguém, porque eu sabia que era o que eu queria. Isso foi só o primeiro passo e quando você começa a andar na direção certa não tem quem, ou quê, te faça parar. Eu sei que ainda falta muito pra que eu fique limpo de toda a influência negativa que as coisas (interprete) tiveram sobre mim, mas eu vi que é possível se livrar disso. Depois que saí daquele estado, fui até a um carrinho onde uma senhora vendia chá (tomei muito chá nessa viagem) e comprei um. Quase que eu voltava pro estado de epifania... Voltei pro hotel e esperei Indiana pra conversarmos sobre nossas experiências.

Dia 5 - Voltando pra casa

Acordamos cedo e fizemos todo o caminho de volta para casa (Cuzco - Lima - São Paulo - Alagoas). Conversamos muito sobre a viagem, mas a maior parte da sensação fica na memória. A viagem me mudou e não tenho mais como voltar a ser como era antes dela. Indiana foi pra casa. Só no dia seguinte eu chorei tudo o que tinha que chorar pela minha experiência sem igual em outro país, só foi ali que me dei conta que realmente eu passei ótimos momentos  e aprendi sobre uma cultura nova que chegou pra me ensinar no momento que eu precisava e está lá pra quem precisar também. Uma experiência que foi escolha minha! Mas foi graças a Indiana, a quem deixo meus melhores agradecimentos. :-)

Hasta Luego!




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 2 de 3


Dia 2

Na verdade, antes que a gente conseguisse dormir, a Liliane foi nos encontrar no hotel e explicou beeeeem direitinho como e quanto seria a viagem para Machu Picchu. E foi o seguinte: 255 dólares pela viagem de ônibus até a estação de trem, que, com 4 horinhas de viagem chegaríamos até Águas Calientes onde pegaríamos um ônibus para mais umas meia hora de viagem até Machu Picchu, Quase esqueço de dizer que o ônibus iria nos buscar no hotel às 03:30/04:00 da madruga boladona. Mas esta parte seria apenas no sábado, o dia 2 foi numa sexta, e neste dia nós encomendamos, no dia anterior, com a recepcionista do hotel um pacote para conhecermos alguns sítios arqueológicos. Foi barato, custou uns 40 dólores, o que incluía a van e o guia que nos levaria e explicaria tudo em espanhol e inglês, pois estávamos mesclados. Para isso tivemos que comprar um ticket para poder entrar nesses sítios e o que acontece é o seguinte. São várias atrações que se podem querer visitar. Se você for visitar todas, em mais de um dia de excursão, é melhor comprar o tícket geral, que custa 130 sólis e você visita logo tudo. Se for para apenas um dia, como eu fui - o Machu Picchu não se encaixa aqui com este tícket, é uma visita separada e mais cara, como citei acima. O parcial custa 70 sólis. E é só sólis mesmo, porque Indiana e eu fomos, com nossa cara de cocô, comprar com dólar e a mujer lá quase nos engole ;). Sorte que tínhamos alguns guardados, isso porque, para entrar em Qorikancha, que é o museu que a gente visita antes de ir para os sítios, você paga 10 sólis. 

Percebemos que deveríamos ter trocado nosso dinheiro, em São Paulo, logo para sólis, mas isto não foi algo que nos desse tanta dor de cabeça. Lá em Cuzco existem vários locais para cambiar o dinheiro. Mas é bom saber a cotação que eles estão fazendo. Tinha lugar que o dólar valia 2,90 sólis. Outros lugares vale menos. Teve uma hora que eu fiquei muito rycccooooooooooooo!!! (Mas quando voltei para o Brasil o Sólis tava valendo uma merreca por causa de uns juros aqui, aí fiquei muito pobre de novo... ¬.¬)



Então pela noite, quando chegamos da excursão muito massa, fomos conhecer mais da cidade. Fomas para tão aclamada Plaza de Armas, que realmente muito me cativou. Ela fica em um local bem movimentado, menos no domingo, pelo menos no domingo que eu fui ver, mas hoje ela estava movimentada de boa nas lagoas. Tem um monte de lugar pra ir, de cafés à boates. Tudo baratinho. Na boate, pra quem bebe, dá pra encher a cara barato e ainda no estrangeiro, é nóiz mano Hu3 Br! Quanto ao que aconteceu nas festas baratas e nos estrangeiro e falando aquele espanhol arrastado eu só tenho isso a dizer:

AAAaaahahahahaha!!! Brincadeira, galero!!! É que eu não lembro mesmo ¬..¬ E no outro dia eu tive que me acordar 03:30 da madruga boladona, como Liliane nos aconselhou, para ir pra Machu Picchu ^_^ A gente se vê no dia 3 (quando tive o momento de epifania e tudo começou a fazer sentido *_*), Hasta Luegooooo!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 1 de 3

Foi a minha primeira viagem internacional. Peru - Cuzco - Machu Picchu! A ideia foi da minha companheira desbravadora dos sete mares [a qual usarei o codinome "Indiana" :D] desde o início deste ano. Então começamos, lentamente, a traçar como faríamos a viagem. Indiana, eu confesso aqui, fez praticamente tudo! Procurou passagens, hotéis, etc e tal. Se não fosse por iniciativa dela eu não teria tido uma das melhores experiências da minha vida até hoje (este "até hoje" eu aprendi com o Hommer, filme que eu assisti durante um dos vôos). Fiz a minha barba e comecei a arrumar as coisas. Então vamos começar porque eu tenho muita coisa pra contar!!

Dia 1 - Liliane

Mentira, só arrumei minha mala no último momento, como sempre faço as cosias. Pegamos o voo da madruga e voamos para São Paulo, aeroporto internacional de Guarulhos e trocamos nosso suado dinheirinho por dolares, nosso primeiro erro. Tínhamos que ter trocado por sólis, a moça até nos orientou a fazer isso, mas não fizemos :/ Também foi nossa primeira lição. Agora faríamos o meu primeiro voo internacional até Lima, Peru. Quase esqueço da correria que foi, quando em SP, que tivemos para achar nosso portão de embarque. Isso porque Maceió não estava no horário de verão, mas em Guarulhos estava. Primeiro choque temporal... O segundo choque foi em Lima, o fuso horário, antecipar o reloj em duas horas... Passamos um tempinho em Lima e depois fomos para Cuzco, a cidade em que tive o momento de epifania... 

- momento descontração 1 - No voo para Lima, Indiana ofereceu um chocolate para uma senhora do assento ao lado e a resposta foi um sonoro e rápido "Miau!", na verdade ela quis dizer "No"... parecia uma gata miando... - 

Chegando em Cuzco (na verdade assim que chegamos em Lima) tivemos que ligar nossa tecla de Espanhol (Portunhol) e mandar brasa (mas muita brasa mesmo) para resolver tudo, conversar, perguntar as coisas, etc. Nosso primeiro contato realmente com alguém foi com o taxista que nos levou até o Hotel, fomos conversando e ele já nos perguntou se tínhamos pacotes turísticos, dissemos ainda iríamos procurar. Então ele nos levou, antes do Hotel, para a Liliane, a agente de turismo. Ela foi muito legal e nos explicou tudo direitinho, eram muitos pacotes e só tínhamos três dias, então pedimos um tempo para descansar porque a viagem foi realmente cansativa. Ela insistiu. Pensamos. Dissemos que queríamos descansar. Ela insistiu mais. Comecei a ficar um pouco inquieto... Então ela disse que depois passava no Hotel pra falar direito conosco.

No Hotel nós caprichamos no portunhol para poder resolver tudo. Resolvemos! \o/ 

Visão da janela do apartamento
Guardamos as coisas e fomos conhecer a Avenida do Sol, que ficava bem perto do Hotel. Na verdade só fomos à plaza, uma das muitas que vimos, e também à botica (farmácia). Voltamos pro hotel com a intenção de descansar um pouco para depois irmos até a Plaza de armas. Só acordei no dia seguinte :/

Fim da parte I