sexta-feira, 23 de maio de 2014

Às vezes um copo de leite é só um copo de leite...

O nosso estado de espírito nos faz acrescentar significados em coisas simples. Às vezes um vídeo engraçado na internet não quer dizer uma crítica ferrenha a determinado tipo de coisa. É só o nosso estado de espírito que naquele momento está tendendo para o "ser revolucionário". É por isso que a bíblia oferece várias interpretações de acordo com quem está lendo, porque nós lemos as coisas com base nas nossas experiências, conhecimentos e cultura, a partir daí tiramos a interpretação que mais nos convém (se não tivermos um senso crítico bem apurado e tentarmos ler - assistir - ouvir - determinadas coisas com imparcialidade - se é que isso  é possível).
 
Às vezes as coisas só são o que são. Elas nem sempre têm uma mensagem subliminar esperando para ser descoberta.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Foi engando, desculpa.

     O que vem acontecendo cada vez mais (e é bem visível) nas redes sociais [só lá?] é que a desgraça dá ibope. Isso nós todos sabemos desde quando uma viatura de primeiros socorros vai resgatar uma vítima às 3 da manhã no meio do nada e mesmo assim, não sei como, no local, tem um monte de curiosos prestando bem atenção à desgraça alheia. Filmando. Sentindo aquele gostinho doentio (que eu não sei e nem quero saber o sabor) de satisfação ao gravar um acidente.
     Será que estamos usando as redes sociais da maneira correta? Será que é certo você colocar os seus sentimentos mais pessoais para que centenas de pessoas leiam sendo que metade você nem tem intimidade? A espetacularização da vida humana chegou a um nível em que filmar (assim como assistir) um espancamento, um assassinato e coisas do tipo são essenciais para alimentar aquela parte escura da nossa alma, não é? Cada um com a sua particularidade, com seu gosto por coisas bizarras (acho que todo mundo tem uma preferência por alguma coisa 'estranha') e sua diversidade, mas até o ponto que não ultrapasse o espaço do outro.
     Mas hoje parece que não há mais o "espaço do outro". O que existe hoje é o "ninguém é de ninguém" e o "cada um por si". Todo mundo é vigiado, não há mais a liberdade porque nós andamos conectados e queremos saber cada vez mais da vida do outro enquanto deixamos nossas marcas para que também fiquem sabendo de nossa vida. Será este o verdadeiro propósito da rede social? Será que o "eu uso a rede social do jeito que eu quiser" é desculpa pra postar o que quiser? Eu mesmo não sei qual seria a resposta.
     E que cai na "nuvem" praticamente fica para a eternidade, se é que me entendem, então não poderemos ter aquela desculpa de dizer "foi engano, desculpa" porque hoje [só hoje?] o mundo não tem dono [sem ser no aspecto econômico, porque neste aspecto sabemos que o mundo tem alguns poucos donos que dominam grande parte do "chão"] e podemos morrer por um engano e as desculpas não servirão para nada depois. Pra falar a verdade, a palavra "desculpa" já passou da validade. Ela é usada em qualquer situação para tentar amenizar algum engano mesmo que o culpado nem sinta culpa pelo que fez. É como a palavra "amor" que vem perdendo o seu poder por ser usada levianamente, o que é uma pena.