sábado, 20 de dezembro de 2014

Acerto de contas!

Você já teve a sensação de que o seu passado está vindo à tona pra acertar as contas?



Comigo está acontecendo agora. E eu sei disso! Tá sendo assim: tudo me lembra do passado. As coisas aparecem para mim como se dissessem: "Ei! Estamos aqui esperando pra ter uma conversa." São músicas, filmes, pessoas, nomes... E a mudança tá bem na minha frente. É como se mais uma fase do jogo estivesse prestes a se concluir e o chefe dessa fase não é um monstro como nos vídeo games, mas coisas de gente adulta (¬,¬), gerenciamento das coisas, artigos científicos para entregar, cronograma do trabalho para fazer, contas para pagar, pessoas para lidar e por aí vai. Por que não poderia ser um dragão vermelho e que eu pudesse usar dano máximo duas vezes por dia sem gastar pontos de magia? Mas eu sou voluntário como tributo para esta arena. E de bônus eu tenho que acertar as coisas com o meu passado. 

Os livros que li quando criança/adolescente agora me mostram seus segredos que eu ainda não tinha capacidade de ver. Seus ensinamentos estavam guardados em minha cabeça até chegar o momento certo de compreendê-los. E assim aparecem pessoas que ajudam a descobrir coisas que, quando acontecem, parece até que eu já sabia há muito tempo. E talvez seja isso mesmo, só que ainda não estava pronto para suportar certas verdades. Você começa a quebrar paradigmas e aprender palavras novas (como 'paradigmas') que explicam mais que uma frase completa. Outras palavras começam a fazer um sentido diferente e você começa a formar a sua própria opinião acerca das coisas. A ver que nem todo mundo que você pensava que sabia a verdade sobre tudo realmente sabe a verdade sobre tudo e que você tem a capacidade de fazer coisas que antes precisava pedir permissão ou ajuda pra fazer. Vai chegando a hora que você é que vai dar essa permissão e que vai ajudar a fazer certas coisas e que depois vai ser contestado. Então você não vai poder utilizar a falácia de que "é porque é".

Eu ainda não sei como conversar com o meu passado, mas as pistas estão ficando cada vez mais 'quentes'. Acho que é porque eu me permiti que elas aparecessem para mim e elas talvez saibam que eu estou ficando no ponto de conversar e acertar as contas para poder passar para uma nova fase para conseguir novas experiências e passar para outra fase e assim por diante. Seria como em um jogo virtual (mais uma vez) onde você, para passar de fase (e de nível) tem que conseguir algum artefato que abre uma porta e zaz.

Depois que você dá um passo pra frente já sabe né... 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 3 de 3

A última parte :'( [Mas não o último dia!]

Dia 3 - Machu Picchu


Águas Calientes
Então, acordamos aproximadamente próximo (...) das 03:30 da madruga boladona, o ônibus nos pegou na frente do hotel, fomos para a estação e pegamos o trem. Primeira vez que andei de trem e nem lembro direito por causa do sono profundo que me assolava. Porém, em alguns momentos de lucidez durante as 4 horas de viagem eu acordava e admirava a linda paisagem *--* Indiana estava na janela, o que me aborreceu, porque eu gosto de janelas ¬,¬. Eu fui a viagem imaginando o trem descarrilhando e caindo num daqueles penhascos, mas tudo bem... Tem uma coisa que eu tenho muita vergonha, mas vou contar. O rapaz passava com os lanchinhos e eu pensava que tinha que pagar, por isso não comi nada, mas, na verdade, isso já está incluso na passagem ¬,,,,,¬. Dica pra vocês: COMAM TRUDO! Outra coisa, eu fui com duas camisas e dois casacos, exagerado? Não! (pelo menos durante essas viagem da madrugada).
Chegamos em Águas Calientes. Tem um monte de barraquinhas pra vender coisas e tal, mas tava bem carinho. Pra vocês terem ideia, o dólar, numa dessas barracas, estava valendo 2,40 sólis. Lembram que eu troquei, lá em Cuzco, valendo 2,90 e fiquei ryco? Psé. Passamos um tempinho na cidade, bem rápido mesmo, e decidimos pegar o ônibus para Machu Picchu. Tem um monte todo instante. Eles enchem rápido e vão. 35 minutos pra chegar lá, passando por um monte de precipícios (...) e com paisagens bem bonitas. Tirei um dos casacos porque começou a ficar quente...
Niegão


Em Machu Picchu (eu tirei o outro casaco porque estava caliente por de mais) tivemos que esperar a hora certa porque chegamos beeeem adiantados. Lá encontramos o Niegão, um cachorro que ficou fazendo sala pra gente (e pra todas as centenas de pessoas que estavam lá). O guia nos chamou. Nosso grupo era composto por nós dois e um casal de turistas americanos. Então o guia nos perguntou se tudo poderia ser em inglês e dissemos que sim porque falamos essar língua tudim aé, mano, tá ligado? (neeeeem tanto assim...). Então começamos a subir e descer pedras e mais pedras. A energia do local, mesmo impregnada com tantas pessoas, consegue se espalhar e contagiar quem se permitir. A paisagem é a coisa mais bonita que eu já vi até hoje. A história é impressionante. A arquitetura é inspiradora. Tem que sentir, não só ver. Parece que você consegue voar, se quiser. MAS SÓ PARECE, NÃO VÁ PULAR! Depois subimos até o Portal do Sol. Subimos e subimos e subimos desbravando tudo!! E depois tivemos que descer... Valeu a pena!

Machu Picchu
Fizemos o caminho inverso de tudo isso. Mas também chegamos muito cedo em Águas Calientes para pegar o trem de volta. Ficamos 4 (QUATRO) horas esperando na estação. Indo e vindo. Tem uma hora (já que eu tinha muito tempo) que fiquei observando todo mundo que estava lá. Pessoas de diversas partes do mundo no mesmo lugar que eu! Depois eu fui jogar algum jogo no cel e ouvi música. Depois voltamos. Perdemos nosso ônibus de volta para o hotel, mas tinham vários outros e pegamos um deles. Chegando no hotel eu apenas dormi que nem uma pedra de Machu Picchu (interpretem). 

Dia 4 - Epifania

Na manhã seguinte, Indiana, aventureira como só ela, conseguiu outra excursão para visitar outros sítios arqueológicos (um dos ETs lá...). Eu resolvi tirar o dia para derivar pela cidade. Uma das coisas que eu gosto quando vou conhecer outro lugar é andar sem rumo :-). Foi o que fiz. Pela tarde eu me arrumei e limpei minha cabeça, eu queria observar tudo e todos pela rua, mas sem parecer um psicopata para que as pessoas não se assustassem comigo. Então fui até a Plaza de Armas sem pressa, em cada praça eu parava um tempo para observar. Procurei algo bem natural pra comer e comi um sanduíche íche íche no Mc Donald próximo à Plaza de Armas. Derivei e derivei. Às vezes me dava uma dispinéia e eu pensava que ia cair no chão com falta de ar, mas logo passava. Depois desci novamente a Avenida do Sol, cambiei meu dinheiro, quando fiquei rico!!!! Passei por uma feira para comprar algumas coisas quando as vendedoras diziam: Hola, esto cueta 25 sólis, pero vendo por 20 para o amigo, si lo deseas puede llevar por 15 sólis. Assim é fácil de pechinchar, né? :DDD
Comprei umas coisas, entre elas a trilogia inca, uma filosofia tão incrível (procurem!) e desci de volta para o hotel passando por todas as praças novamente. Quando cheguei na última, vizinha ao hotel, decidi me sentar no banco. Já era noite. Foi então que tudo fez sentido. Eu sabia que estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa (Indiana!!! Minha companheira desbravadora!) e fazendo o que era certo. Um filme passou pela minha cabeça (será que acontece isso quando estamos morrendo?) e eu sabia que era algo incrível acontecendo. Assim como faço com qualquer sentimento, resolvi sentir aquilo o máximo que eu pudesse, sem interrupções, só deixar que aquela sensação passasse pelo meu corpinho inteiro e me possuísse (calma, gente!). Eu quase começo a chorar lá mesmo. Em parte porque tive coragem, pela primeira vez na vida de fazer alguma coisa que eu queria realmente sem pedir permissão pra ninguém, porque eu sabia que era o que eu queria. Isso foi só o primeiro passo e quando você começa a andar na direção certa não tem quem, ou quê, te faça parar. Eu sei que ainda falta muito pra que eu fique limpo de toda a influência negativa que as coisas (interprete) tiveram sobre mim, mas eu vi que é possível se livrar disso. Depois que saí daquele estado, fui até a um carrinho onde uma senhora vendia chá (tomei muito chá nessa viagem) e comprei um. Quase que eu voltava pro estado de epifania... Voltei pro hotel e esperei Indiana pra conversarmos sobre nossas experiências.

Dia 5 - Voltando pra casa

Acordamos cedo e fizemos todo o caminho de volta para casa (Cuzco - Lima - São Paulo - Alagoas). Conversamos muito sobre a viagem, mas a maior parte da sensação fica na memória. A viagem me mudou e não tenho mais como voltar a ser como era antes dela. Indiana foi pra casa. Só no dia seguinte eu chorei tudo o que tinha que chorar pela minha experiência sem igual em outro país, só foi ali que me dei conta que realmente eu passei ótimos momentos  e aprendi sobre uma cultura nova que chegou pra me ensinar no momento que eu precisava e está lá pra quem precisar também. Uma experiência que foi escolha minha! Mas foi graças a Indiana, a quem deixo meus melhores agradecimentos. :-)

Hasta Luego!




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 2 de 3


Dia 2

Na verdade, antes que a gente conseguisse dormir, a Liliane foi nos encontrar no hotel e explicou beeeeem direitinho como e quanto seria a viagem para Machu Picchu. E foi o seguinte: 255 dólares pela viagem de ônibus até a estação de trem, que, com 4 horinhas de viagem chegaríamos até Águas Calientes onde pegaríamos um ônibus para mais umas meia hora de viagem até Machu Picchu, Quase esqueço de dizer que o ônibus iria nos buscar no hotel às 03:30/04:00 da madruga boladona. Mas esta parte seria apenas no sábado, o dia 2 foi numa sexta, e neste dia nós encomendamos, no dia anterior, com a recepcionista do hotel um pacote para conhecermos alguns sítios arqueológicos. Foi barato, custou uns 40 dólores, o que incluía a van e o guia que nos levaria e explicaria tudo em espanhol e inglês, pois estávamos mesclados. Para isso tivemos que comprar um ticket para poder entrar nesses sítios e o que acontece é o seguinte. São várias atrações que se podem querer visitar. Se você for visitar todas, em mais de um dia de excursão, é melhor comprar o tícket geral, que custa 130 sólis e você visita logo tudo. Se for para apenas um dia, como eu fui - o Machu Picchu não se encaixa aqui com este tícket, é uma visita separada e mais cara, como citei acima. O parcial custa 70 sólis. E é só sólis mesmo, porque Indiana e eu fomos, com nossa cara de cocô, comprar com dólar e a mujer lá quase nos engole ;). Sorte que tínhamos alguns guardados, isso porque, para entrar em Qorikancha, que é o museu que a gente visita antes de ir para os sítios, você paga 10 sólis. 

Percebemos que deveríamos ter trocado nosso dinheiro, em São Paulo, logo para sólis, mas isto não foi algo que nos desse tanta dor de cabeça. Lá em Cuzco existem vários locais para cambiar o dinheiro. Mas é bom saber a cotação que eles estão fazendo. Tinha lugar que o dólar valia 2,90 sólis. Outros lugares vale menos. Teve uma hora que eu fiquei muito rycccooooooooooooo!!! (Mas quando voltei para o Brasil o Sólis tava valendo uma merreca por causa de uns juros aqui, aí fiquei muito pobre de novo... ¬.¬)



Então pela noite, quando chegamos da excursão muito massa, fomos conhecer mais da cidade. Fomas para tão aclamada Plaza de Armas, que realmente muito me cativou. Ela fica em um local bem movimentado, menos no domingo, pelo menos no domingo que eu fui ver, mas hoje ela estava movimentada de boa nas lagoas. Tem um monte de lugar pra ir, de cafés à boates. Tudo baratinho. Na boate, pra quem bebe, dá pra encher a cara barato e ainda no estrangeiro, é nóiz mano Hu3 Br! Quanto ao que aconteceu nas festas baratas e nos estrangeiro e falando aquele espanhol arrastado eu só tenho isso a dizer:

AAAaaahahahahaha!!! Brincadeira, galero!!! É que eu não lembro mesmo ¬..¬ E no outro dia eu tive que me acordar 03:30 da madruga boladona, como Liliane nos aconselhou, para ir pra Machu Picchu ^_^ A gente se vê no dia 3 (quando tive o momento de epifania e tudo começou a fazer sentido *_*), Hasta Luegooooo!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Epifania - Parte 1 de 3

Foi a minha primeira viagem internacional. Peru - Cuzco - Machu Picchu! A ideia foi da minha companheira desbravadora dos sete mares [a qual usarei o codinome "Indiana" :D] desde o início deste ano. Então começamos, lentamente, a traçar como faríamos a viagem. Indiana, eu confesso aqui, fez praticamente tudo! Procurou passagens, hotéis, etc e tal. Se não fosse por iniciativa dela eu não teria tido uma das melhores experiências da minha vida até hoje (este "até hoje" eu aprendi com o Hommer, filme que eu assisti durante um dos vôos). Fiz a minha barba e comecei a arrumar as coisas. Então vamos começar porque eu tenho muita coisa pra contar!!

Dia 1 - Liliane

Mentira, só arrumei minha mala no último momento, como sempre faço as cosias. Pegamos o voo da madruga e voamos para São Paulo, aeroporto internacional de Guarulhos e trocamos nosso suado dinheirinho por dolares, nosso primeiro erro. Tínhamos que ter trocado por sólis, a moça até nos orientou a fazer isso, mas não fizemos :/ Também foi nossa primeira lição. Agora faríamos o meu primeiro voo internacional até Lima, Peru. Quase esqueço da correria que foi, quando em SP, que tivemos para achar nosso portão de embarque. Isso porque Maceió não estava no horário de verão, mas em Guarulhos estava. Primeiro choque temporal... O segundo choque foi em Lima, o fuso horário, antecipar o reloj em duas horas... Passamos um tempinho em Lima e depois fomos para Cuzco, a cidade em que tive o momento de epifania... 

- momento descontração 1 - No voo para Lima, Indiana ofereceu um chocolate para uma senhora do assento ao lado e a resposta foi um sonoro e rápido "Miau!", na verdade ela quis dizer "No"... parecia uma gata miando... - 

Chegando em Cuzco (na verdade assim que chegamos em Lima) tivemos que ligar nossa tecla de Espanhol (Portunhol) e mandar brasa (mas muita brasa mesmo) para resolver tudo, conversar, perguntar as coisas, etc. Nosso primeiro contato realmente com alguém foi com o taxista que nos levou até o Hotel, fomos conversando e ele já nos perguntou se tínhamos pacotes turísticos, dissemos ainda iríamos procurar. Então ele nos levou, antes do Hotel, para a Liliane, a agente de turismo. Ela foi muito legal e nos explicou tudo direitinho, eram muitos pacotes e só tínhamos três dias, então pedimos um tempo para descansar porque a viagem foi realmente cansativa. Ela insistiu. Pensamos. Dissemos que queríamos descansar. Ela insistiu mais. Comecei a ficar um pouco inquieto... Então ela disse que depois passava no Hotel pra falar direito conosco.

No Hotel nós caprichamos no portunhol para poder resolver tudo. Resolvemos! \o/ 

Visão da janela do apartamento
Guardamos as coisas e fomos conhecer a Avenida do Sol, que ficava bem perto do Hotel. Na verdade só fomos à plaza, uma das muitas que vimos, e também à botica (farmácia). Voltamos pro hotel com a intenção de descansar um pouco para depois irmos até a Plaza de armas. Só acordei no dia seguinte :/

Fim da parte I



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

T e M p O

 Então hoje eu fui ao barbeiro para ter meu cabelo cortado (english time!) e foi um tempo muito proveitoso porque a conversa foi mais interessante do que eu pensava que poderia ser. Pra iniciar eu tive que esperar o senhor fazer a barba de outro cliente junto com algumas piadas que envolviam sangue e pescoços cortados com navalhas. Já fiquei animado. Foi a primeira vez que fui lá. Depois foi a minha vez. A primeira parte da conversa foi sobre algumas doenças venéreas que o pessoal não tomava cuidado antigamente e pegava, principalmente numas bicas que a galera descolada ia pra tomar banho e bailar. Depois conversamos sobre cabelos brancos pois ele, e eu também, tamos isso em comum. Então vem a parte mais interessante (SUSPENSE!)


Foi aí que chegou um colega dele, também já um senhor, só que um pouco mais jovem (paradoxo) e começaram a conversar sobre o tempo. O jovem indagou o porquê de o natal está chegando tão rápido, "falta só um mês e pouco". E o barbeiro disse "as coisas estão passando muito rápido hoje em dia". Aí eles filosofaram se era coisa da nossa mente ou se o tempo estava passando mais rápido mesmo. Eu fiquei pensando sobre isso lá na hora, mas não disse nada para que eles não pensassem que eu sou doido (...). Eu pensei em algo que eu já tinha lido em algum lugar. Dizia que a gente percebe o tempo de acordo com as vibrações que a gente transmite e das que a gente recebe do mundo, do universo e tudo mais. E tem aquela conversa de que quando a gente tá fazendo algo que não gostamos o tempo passa devagar e quando é algo bom o tempo passa bem rápido. Eu acho isso interessante. Realmente, pra mim, o ano passou que nem percebi. Mas quando tento fazer uma retrospectiva, vejo que muuuuuita coisa aconteceu e o quanto eu mudei e aprendi. Acho que está sendo o ano de mais aprendizado para mim, bem... Depois disso eles começaram a se perguntar se a terra gira mesmo "se ela gira, por que a gente não sai voando?" Disseram que as pessoas querem saber coisas de mais. Que Deus é que sabe das coisas do mundo. Eu comecei a ficar um pouco com medo.

Essa ida ao barbeiro me fez pensar em muitas coisas. Porque eu o julguei, no início, como chato e tal, quando na verdade ele é muito legal. Eu tenho que parar com isso. Também pensei no tempo perdido que eu gasto nas redes sociais, mas tem coisas importantes nelas: os vídeos engraçados! Foi isso. Tchau!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Metamorfose

Estou mudando. Mas não do jeito que eu gostaria

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Pesadelos

Acordei de um pesadelo agradecendo por ter saído daquele inferno. Agora eu acordei de novo. Não pára de acontecer

Tempo

O tempo parou.
Na minha frente.
Segurou no meu pescoço.
E agora está apertando

Reflexos

Meu reflexo no espelho vive a me observar

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

músicas

Sempre ouço alguém me chamando quando estou ouvindo música. O problema é que agora ouço mesmo quando a música acaba

sábado, 4 de outubro de 2014

Vultos

Uma vez vi um vulto no meio da noite, quando ia ao banheiro, e como sempre faço quando isto acontece olhei pela segunda vez para não ficar pensando besteira. O velho continuava lá olhando pra mim.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Jornada

Minha jornada começou quando tentei acordar e não consegui

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Xeque-mate

Coloquei o xadrez arrumado em cima do meu criado-mudo e quando acordei, um peão havia avançado duas casas, Meu último jogo havia começado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Portas

Ouço as portas batendo mesmo quando não tem ninguém em casa

sábado, 27 de setembro de 2014

v i v e n d o & a p r e n d e n d o

Você vai crescendo e vai percebendo que as coisas podem ser complexas ou não dependendo de você. Talvez tudo seja questão de prioridades. Quando você descobre o que quer da vida, automaticamente (mas nem tanto assim) você traça o plano que vai te levar ao objetivo. Dá pra deixar esse plano na mente ou colocar no papel pra servir de incentivo e motivação. Mas entre o ponto de partida de quando você descobre e o ponto em que você alcance o seu objetivo (e depois você vai ver que terá outro objetivo) você tem que lidar com variáveis: pessoas, situações controversas, dinheiro, etc. Talvez, para conseguir o seu objetivo você tenha que mudar alguns hábitos e aprender a ter domínio próprio.

O domínio próprio é algo difícil de se conseguir, pelo menos percebo isso em minhas tentativas. Eu sempre falava pra mim mesmo: "não tente lutar contra a sua natureza", não penso mais assim. Hoje acredito que alguns hábitos devem ser moldados no decorrer do tempo. Eu vejo que algumas coisas que eu fazia já não me cabem mais. Não é você lutar contra a sua natureza e mudar completamente o que você é, mas você pode moldar certos aspectos. A vida não permite que a gente passe por ela sem mudar em algum aspecto: físico, intelectual, sentimental... 

Voltando para as prioridades. Este ponto eu acho interessante porque já tem um tempo que tento não estressar com coisa pouca no meu trabalho, na faculdade ou em casa. E sabe o que é bom? É que assim eu evito discussões e coisas do tipo. Claro que eu fico com raiva quando vejo algo errado e a pessoa que fez este algo errado finge que não fez nada. Antes eu ficava com o caralho de raiva, mas agora eu só relevo e tento amenizar a situação. Até hoje nunca sofri dano algum por fazer isso. Tem uma frase que aprendi no livro "O lado bom da vida" que diz: "É melhor ser gentil do que ter razão". Eu acredito que seja mesmo. Dá pra evitar muitas complicações com isso. Agora se chegar ao ponto da pessoa se acostumar e tentar fazer você de escravo tem que mandar pra Put@ que Pari# mesmo. Sou humano também. 

As pessoas que passam pelo nosso caminho (e nós pelo caminho delas) também devem ter alguma coisa pra nos ensinar (boas ou ruins). Cada uma é um universo diferente. E eu, particularmente, tenho um apreço sem tamanho por conhecer novos universos.É triste quando você conhece alguém e logo precisa se despedir, mas é necessário. Minha opinião é fazer desses momentos eternos enquanto duram e, depois, empacotar e guardar nas lembranças u.u

Até agora eu tô achando que a vida vai ficando mais leve quando você não exige muito de si próprio, quando começa a agradecer mais do que pedir e quando evita o estresse do dia-a-dia sendo uma pessoa mais gentil. Eu só queria que viver e seguir essas "dicas" que eu imaginei aqui fossem tão fácil quanto foram escrevê-las... 

sábado, 20 de setembro de 2014

Conto livre

Não sei bem o que aconteceu. Só deixei a mente fluir e meus dedos foram digitando o que você vai ler abaixo...


Acordei com as mãos em chamas. Chamas vivas e vermelhas. Fiquei com medo, claro, mas quando percebi que elas não me feriam eu relaxei e observei atentamente as palmas das minhas mãos: elas continuavam normais, só que agora estavam envoltas por chamas que não me queimavam. Segui meu dia normalmente, as pessoas não viam que minhas mãos “queimavam”, então segui com meus afazeres sempre observando o fogo brincar ao vento. O engraçado era o som que ele fazia, parecia música. Uma música indescritível, ainda sim era boa de ouvir. Quando eu tocava nas pessoas, um aperto de mão ou um abraço, o fogo mudava de cor: de azul para roxo para amarelo e assim por diante. Com o tempo eu começava a refletir sobre coisas da vida, sobre as pessoas, sobre o mundo e o fogo ia tomando conta dos meus braços, depois do tórax, pernas... Até que um dia ele me consumiu por completo e eu senti uma paz tão grande que desejava ficar queimando daquele jeito para sempre. Não precisei. Hoje acordo sem as chamas em minhas mãos, a sensação de paz diminuiu, mas é só me concentrar que ela volta. Ainda saem algumas faíscas de mim, acho que nunca deixaram de sair em alguns momentos, mas agora a chama se concentra por dentro.


(:( 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Seu Eu Público x Seu Eu Privado

 Bem sabemos que o público e o privado, hoje em dia, estão mesclados (principalmente depois que os celulares vieram com o poder de filmar e tirar fotos) e ninguém mais tem uma vida privada completamente privada. Além da própria cidade ter câmeras em todas as esquinas (nem todas), qualquer um na rua pode estar te filmando sem que saibas. Na rua, todo mundo é "público". Em casa, todo mundo é "privado" (tem privacidade), quando quer ou quando pode, pois a maioria de nós já ouviu conversas (ou já viu mesmo) sobre pessoas que foram filmadas ou fotografadas em momentos íntimos. então também perdemos nossa privacidade dentro de casa. Muitas vezes porque nos descuidamos e caímos na tentação de algum ato sexual que deveria ficar apenas entre o casal e PAPAPAPA, sem querer, caiu na rede (é peixe). Depois que cai na rede já sabe, né? A culpa é de quem? eu não vou entrar neste ponto neste post porque aqui a intenção é falar do nosso sofrimento. COMO ASSIM? Explicarei...

 Até não conseguirem invadir nossa mente, ela é o único lugar, hoje em dia, que podemos ter privacidade. Isso se não quisermos contar para o facebook, para o twitter ou para o nosso blog (Oops...). Podemos manter a nossa privacidade dentro de nós, mas é tão difícil. Para alguns é mais do que difícil, é insuportável manter seus sentimentos para si próprio. Mas eu li em algum canto alguma coisa mais ou menos assim: se você não consegue ficar sozinho (e aqui eu coloco também o que venho abordando, ou seja, se não consegue ficar com seus pensamentos) é porque a companhia não tá legal. Mas é claro que eu sei que tem coisas que nós precisamos desabafar para nossos amigos, familiares, etc. Mas, na minha sádica opinião, tem coisas que precisamos saber lidar sozinhos. A dor, por exemplo, é algo tão íntimo de cada um. Não só a dor física, mas qualquer tipo de sentimento que nos faça sentir mal. É a maior forma de privacidade que temos. A dor é nossa. Nós não precisamos colocar pra o mundo todo ouvir (ou ler) que estamos doentes ou que estamos no hospital ou que a nossa perna tá doendo ou que estamos tão tristes :(. No final das contas cada um fala o que quiser, né verdade. MAS eu vejo uma coisa poética (e masoquista) no fato de termos algo nosso com o qual possamos aprender a lidar com as coisas que acontecem dentro da gente. 

Então, na medida do possível, você é que escolhe o que ser público ou ser privado na sua vida. A tentação é grande de dizer coisas na rede e o perigo mora nas pessoas que podem pegar sua dor na internet e transformar em numa piada. Não podemos deixar que a única coisa que nos pertence de fato (e aqui não me refiro só à dor, mas à felicidade e qualquer outro tipo de sentimento que tenhamos o cuidado de não sair divulgando para qualquer um) seja desconstruída de uma hora para outra. Aqui lembro de uma historinha que dizia mais ou menos assim: duas pessoas começaram a escalar uma montanha e uma delas não conseguia ouvir nada, digamos que porque estava com um fone de ouvidos ouvindo música. Então algumas pessoas gritaram lá de baixo pra elas descerem porque não conseguiriam subir até o topo. O que estava sem os fones resolveu descer porque realmente achou a montanha muito íngreme ou inventou alguma outra desculpa para si mesmo. O que estava ouvindo sua música e não ouvia o que os abutres falavam lá em baixo continuou subindo de boa na lagoa até chegar ao topo. Acho que vi algo parecido em Os Simpsons... 


 O que quis dizer, no final das contas refeitas, é que pessoas que não conhecem a estrada pela qual você está seguindo não têm prioridade para interferir nos seus sonhos. E as dores que vão surgir no decorrer dessa estrada pertencem só a você e você deve senti-las e conversar com elas. Nós temos que passar mais tempo com o nosso Eu Privado, porque o nosso Eu Público sofre influências de todos os lados, pode transparecer algo que não somos porque cada um vê o que quer, ninguém mais pensa no outro como ser humano, mas como um ator no espetáculo que a vida se tornou. A vida pública se tornou, porque a vida privada, essa que vive só dentro da nossa cabeça (do nosso corpo também) só vai deixar de ser exclusivamente nosso se a gente deixar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A CRISE DOS VINTE E TANTOS ANOS

O primeiro de tudo é que nada pode ser generalizado. Mesmo quando tudo parece igual há alguma coisa de peculiar em cada coisa. Então, o que segue é só o relato da minha crise (atual) dos vinte e tantos anos, o que talvez algumas pessoas possam passar por ela só nos trinta e poucos ou antes dos vinte, sei lá, com essa evolução toda e coisa e tal...
            E lá vamos nós:

            Eu tive uma crise de identidade antes dos 25 anos, até coloquei aqui no blog com o título de “O que fazer da vida?”. A partir daí, alguns meses depois, eu já tinha esquecido a crise porque comecei a fazer um monte de coisas e zaz... Mas agora ela volta, na verdade eu acho que ela nunca tinha ido embora. Ela só estava fermentando com novas situações que a gente vai passando no decorrer dos anos. E eu acho, agora, que ela nunca para de fermentar.

            O que acontece (agora) é que tantos comportamentos e conceitos que eu considerava inadmissíveis quando criança/adolescente estão fazendo parte da minha rotina e que outros comportamentos e conceitos que eu costumava praticar e aceitar no passado agora me parecem inaceitáveis e idiotas (¬¬). Então, é algo que acontece de acordo com a vivência de cada pessoa. É aquela velha lição que todo mundo pratica, mesmo sem saber, de passar por uma situação e só no futuro relembrá-la e pensar no que foi aprendido com ela, daí você tira a conclusão se deve ou não repeti-la. E assim você vai fazendo a triagem. Vai mudando seu estilo de vida e seus hábitos e mudando e mudando...

            Aprendi que realmente o trabalho dignifica o homem. Que a partir dele a liberdade fica bem mais perto, mas parece que quanto mais perto da liberdade (entenda como quiser) eu estou, menos coragem eu tenho de deixar as coisas para trás e tentar seguir o que eu realmente quero. É como se eu fosse um passarinho numa gaiola, eu já consegui, depois de muito esforço, abrir a portinha dessa gaiola de madeira (com isto entenda que eu já estudei, trabalhei, tentei me compreender, saber o que eu realmente queria, selecionei minhas amizades, selecionei minhas atitudes, aprendi coisas sobre religião, atividades físicas, alimentação, meditação, relações amorosas e etc, tudo na teoria e na prática) e agora vejo que a porta está aberta, mas eu ainda não saí da gaiola. Não porque algo me prende, a não serem meus próprios pensamentos, mas porque eu não quero! O pior é descobrir que eu posso sair a qualquer momento porque agora eu tenho a tão sonhada independência que eu queria quando completei 18 anos, e nesta idade eu era uma porta (vergonha do passado, mas, como disse, serve de lição e até tenha sido necessário eu ter sido daquele jeito para não o ser hoje).

E friso que a gaiola é de madeira porque percebo agora que eu poderia ter arrombado a portinha e ter me libertado muito tempo atrás, mas não teria aprendido metade das coisas que aprendi tentando abrir a portinha de uma maneira mais “precavida”. Ou não, talvez eu pudesse ter aprendido outras coisas de outras formas. Este “SE” nunca vai ser respondido, então prefiro acreditar que esse meu trabalho tentando abrir a porta com mais calma tenha sido essencial para meu aprendizado até este momento.

            Mas eu não estou parado na porta da gaiola sem fazer nada (não consigo mais ficar sem fazer nada), eu estou prestando mais atenção em cinco coisas que, durante esses anos, considero importantes de mais pra minha vida:


Explicando rapidamente cada uma delas:
Alimentação – Manter hábitos saudáveis de alimentação. Não tomo mais refrigerante (só bem raramente), não tomo líquido durante o almoço (só bem raramente), tento beber muita água durante o dia, etc.

Atividade Física – Praticando exercícios diariamente (com exceções), correr é muito bom pra pensar na vida, sempre corro imaginando que tem um caminhão descontrolado atrás de mim, etc.

Meditação – Aqui engloba aspectos sobre religiosidade e estudos sobre várias religiões. Uma bem interessante que li foi sobre o budismo. Fazendo leituras sobre esses assuntos estou conseguindo modelar algumas coisas sobre os mais variados assuntos na minha vida pessoal e etc.

Estudos – É o que quero continuar fazendo durante muito tempo e acho que bem mais tempo ainda depois. Aprender coisas é a melhor coisa que pode acontecer pra uma pessoa evoluir. Não só nos livros, mas, na própria vida e etc,

Amor – Amor fraternal e carnal também. Tento limpar a mágoa e o ódio que sinto por algumas pessoas miseráveis. Não é fácil de jeito nenhum, mas com o tempo isso vai se transformando e alguma outra coisa. Tento me relacionar com meus amigos e compreende-los, com minha família e com as pessoas que me derem a oportunidade de conhece-las. Ainda estou aprendendo o que é o “amor” já que nossa geração é do tempo em que ele começou a perder o sentindo do próprio nome e se tornar uma coisa banal.


Pronto, minha crise me levou a esses cinco ‘pilares’ e é neles que tentarei superá-la e, o mais rápido possível, se for o que eu queira mesmo, sair da gaiola que já se encontra aberta. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Segundo cientistas, viver um minuto diminui um minuto da sua vida

mas só se a sua vida for simplesmente ligada aos ponteiros do relógio [ou aos dígitos], o que não é, mesmo indo de encontro ao que os cientistas dizem. Digo isso porque, ultimamente, tenho visto muitas notícias de descobertas como: fumar um cigarro diminui x minutos da sua vida ou sorrir por 15 minutos aumenta x minutos na sua vida e o último foi que o beijo diminui alguns minutos de vida... Então quer dizer que se eu fumar rindo eu vou balancear os minutos perdidos com os minutos ganhos? E a divulgação constante disso, junto com o modo de vida que já temos, parece-me que já faz uma contagem pra hora da morte, porque, logo logo será descoberto, se já não foi, que respirar diminui x minutos de vida e que a comida que comemos nos transforma em zumbis aos poucos, a não ser que você seja vegetariano, mas também descobriram com as plantas e vegetais em geral ouvem quando estão sendo comidas...
     Tenho percebido que a vida é um total paradoxo. As coisas boas são encontradas nas ruins e vive-versa. Do jeito que tem gente neurótica por aí... 
     Ninguém sabe quando vai morrer, a não ser que você tenha feito aqueles testes que resultam numa contagem regressiva da sua vida dependendo das suas respostas, nesse caso você já sabe, mas tirando isso, como saber quantos minutos a mais ou a menos teremos de vida? Já vi pessoas que morreram aos 90 e tantos anos e sempre fumaram como também vi jovens que morreram cedo mesmo sem vícios. Sem falar nos acidentes... A vida é caótica, e tentar fazer contagem de tempo para viver mais ou menos é perda de tempo, na minha opinião. Todo mundo sabe o que faz mal e o que faz bem, cada um sabe o que come e o que usa e todo mundo sabe, lá no fundo, quanto tempo falta ou sobra em sua própria vida de acordo com os hábitos que tem. 
     Viver um minuto e perder um minuto de vida simultaneamente só importa para um relógio, e nós não somos relógios. E tenho dito!

 [Só para deixar claro, eu gosto da ciência, mas tem coisas que não, né? (?)]  

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Às vezes um copo de leite é só um copo de leite...

O nosso estado de espírito nos faz acrescentar significados em coisas simples. Às vezes um vídeo engraçado na internet não quer dizer uma crítica ferrenha a determinado tipo de coisa. É só o nosso estado de espírito que naquele momento está tendendo para o "ser revolucionário". É por isso que a bíblia oferece várias interpretações de acordo com quem está lendo, porque nós lemos as coisas com base nas nossas experiências, conhecimentos e cultura, a partir daí tiramos a interpretação que mais nos convém (se não tivermos um senso crítico bem apurado e tentarmos ler - assistir - ouvir - determinadas coisas com imparcialidade - se é que isso  é possível).
 
Às vezes as coisas só são o que são. Elas nem sempre têm uma mensagem subliminar esperando para ser descoberta.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Foi engando, desculpa.

     O que vem acontecendo cada vez mais (e é bem visível) nas redes sociais [só lá?] é que a desgraça dá ibope. Isso nós todos sabemos desde quando uma viatura de primeiros socorros vai resgatar uma vítima às 3 da manhã no meio do nada e mesmo assim, não sei como, no local, tem um monte de curiosos prestando bem atenção à desgraça alheia. Filmando. Sentindo aquele gostinho doentio (que eu não sei e nem quero saber o sabor) de satisfação ao gravar um acidente.
     Será que estamos usando as redes sociais da maneira correta? Será que é certo você colocar os seus sentimentos mais pessoais para que centenas de pessoas leiam sendo que metade você nem tem intimidade? A espetacularização da vida humana chegou a um nível em que filmar (assim como assistir) um espancamento, um assassinato e coisas do tipo são essenciais para alimentar aquela parte escura da nossa alma, não é? Cada um com a sua particularidade, com seu gosto por coisas bizarras (acho que todo mundo tem uma preferência por alguma coisa 'estranha') e sua diversidade, mas até o ponto que não ultrapasse o espaço do outro.
     Mas hoje parece que não há mais o "espaço do outro". O que existe hoje é o "ninguém é de ninguém" e o "cada um por si". Todo mundo é vigiado, não há mais a liberdade porque nós andamos conectados e queremos saber cada vez mais da vida do outro enquanto deixamos nossas marcas para que também fiquem sabendo de nossa vida. Será este o verdadeiro propósito da rede social? Será que o "eu uso a rede social do jeito que eu quiser" é desculpa pra postar o que quiser? Eu mesmo não sei qual seria a resposta.
     E que cai na "nuvem" praticamente fica para a eternidade, se é que me entendem, então não poderemos ter aquela desculpa de dizer "foi engano, desculpa" porque hoje [só hoje?] o mundo não tem dono [sem ser no aspecto econômico, porque neste aspecto sabemos que o mundo tem alguns poucos donos que dominam grande parte do "chão"] e podemos morrer por um engano e as desculpas não servirão para nada depois. Pra falar a verdade, a palavra "desculpa" já passou da validade. Ela é usada em qualquer situação para tentar amenizar algum engano mesmo que o culpado nem sinta culpa pelo que fez. É como a palavra "amor" que vem perdendo o seu poder por ser usada levianamente, o que é uma pena.
    

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A sua hora chegou!


Sabe quando o tempo se esgota e você, de repente (mas nem tanto assim) não se vê mais fazendo alguma coisa que fazia? Bem, é porque a hora chegou. Acredito eu que seja uma “atualização” interna para a transformação das fases da vida, como passar da infância para a adolescência e você não brinca mais de carrinho ou de boneca [não vou entrar aqui em detalhes para tentar saber se isso é normal porque eu ainda não sei o que é normal e nem quero saber]. Não é que você diga “a partir de hoje eu não vou mais brincar de carrinho!”, é que quando a hora chega você se sente satisfeito daquela atividade e parte para a outra fase da sua vida na qual não seria tão interessante ficar brincando de carrinho. Você olha pra trás e percebe o quanto você aproveitou daquele tempo, o quanto aprendeu... Ou então apenas esquece e segue adiante.
A parte boa vem agora. Quando você vira adulto [eu vi na internet que a velhice começa aos 27 anos, mas não sei se acredito...] as fases que precisam ser superadas são mais difíceis. Algumas pessoas passam da fase com tranquilidade e de forma natural, elas só percebem que, um exemplo, “sair e voltar bêbada vomitando todo o fim de semana não parece mais tão legal agora” ou “ não acho mais tanta graça em ficar me fazendo de vítima todo o tempo para que os outros tenham pena de mim” ou então “ficar com um e com outro sem nem saber o nome não tá me fazendo feliz” e coisas do tipo. Talvez esta “hora” esteja marcada no nosso cérebro desde o nascimento (ou não), mas é necessário que vejamos o que queremos. Se o hábito ainda te faz feliz, quem vai dizer pra você parar? Isso porque o que traz felicidade pra mim pode não trazer pra você. E quando a hora chega e você não quer mudar alguma coisa precisa acontecer pra dar uma orientação, acho que a teoria da roleta se aplicaria aqui.
Pra mim a hora de algumas coisas chegou. Hábitos bons e ruins e que me ensinaram coisas boas e ruins [afinal, somos um saco de bondade e maldade que se mistura todo o tempo].

domingo, 13 de abril de 2014

CoNtRaDiçãO


O mundo está cheio de contradições, e as que eu mais vejo são nas pessoas [inclusive em mim, claro!]. O que se sucede é o seguinte, mano velho, depois que você conhece algumas pessoas percebe que, com o tempo, elas começam a mostrar opiniões que não condizem com seus atos [era isso que eu queria dizer!!!!], então, em uma conversa você VER claramente a contradição e fica se perguntando, por exemplo: “como gota serena essa pessoa pode estar falando isso?”

            Os casos mais comuns e que, creio eu, a maioria das pessoas já presenciou é a do(a) religioso(a) que pinta o sete de uma forma que eu não conseguiria expressar aqui, mas quando está em uma roda de amigos começa a falar a palavra de Deus de outra forma que eu também não ousaria tentar explicar. E então você consegue fazer a diferenciação de duas opiniões que parecem não fazer parte da mesma pessoa que está falando. É como diz aquele velho ditado hipócrita: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

            Outro caso que eu presenciei é o de pessoas que dão dicas maravilhosas sobre como manter um relacionamento saudável e sadio e logo depois do discurso mais romântico da terra sair pra festa e trepar (o corretor “solicitou” para trocar esta palavra por “ter relações sexuais” ¬¬) com a primeira pessoa que aparecer e der bobeira. Sendo que hoje em dia isso é tão comum e a galera acha bonito.

            Eu sei que todo mundo pode se contradizer, mudar de opinião e etecetera e tal, mas deve haver um limite que quando ultrapassado começa a virar hipocrisia. E hipocrisia é feio, menino mal (chineladas na boca)!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Escada de vidro [conto]


A escada estava lá como sempre esteve. As visitas sempre elogiavam a audácia de Samara por ter colocado uma escada de vidro (sem corrimão) na sala de estar e ela sempre dizia que era o charme da casa inteira. Ela também sempre dizia que a escada era segura como qualquer outra, mas isto era mentira.

            Josélia foi visitar Samara numa quinta-feira e não voltou mais para casa. Assim que viu a escada disse:

__ Samara! Que escada mais linda!

__ É, Josélia. Eu mesma que projetei. __ Disse Samara orgulhosa, mas já sem paciência por tantos elogios pela escada de vidro.

__ E o que é isso aqui no primeiro degrau? __ perguntou Josélia se aproximando.

Eram marcas estreladas que só apareciam no primeiro degrau.

__ Esta parte do vidro está se deteriorando rápido. __ Mentiu Samara indo em direção a um quadro com o desenho de 4 traços negros que ficava perto do início da escada.

__ Ah, eu gostaria de subir. __ Pediu Josélia rindo envergonhada por fazer um pedido tão bobo.

__ Claro, mulher, suba. __ Disse Samara.

Josélia subiu bem devagar. Sentindo cada passo e chegando no último degrau.

__ Agora desça pra ver como ela é estável. __ Disse Samara pegando um pincel em uma gaveta.

Josélia começou a descer. Virou o pé direito no terceiro passo. Caiu primeiro com o joelho numa quina (a patela se partiu em duas). Depois tentou, institivamente, parar a queda colocado os dois braços para frente, quebrando-os quando bateu as palmas das mãos em outro degrau. Deu uma bela cambalhota, machucando toda a extensão da coluna vertebral e lombar em mais três quinas da linda escada de vidro e, para finalizar, na segunda cambalhota, bateu com a cabeça no primeiro degrau da escada, aquele com as marcas estreladas, deixando outra “estrela” no vidro temperado. O corpo caiu molenga no chão com os olhos vidrados e a boca meio aberta como se fosse soltar um grito a qualquer momento.

            Samara riscou um traço cortando os outros quatro que estavam no quadro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Velha Infância

     É... um dia desses eu estava no ônibus e vi uma cena que me lembrou da infância. A cena foi a seguinte: "Uma mulher levava uma criança pra escola de manhã. Eles pararam para o menino fazer xixi na calçada, virado para o lado de um matagal que havia próximo. Depois ela levantou o calção dele, ajeitou a camisa da farda, deu duas amaciadas nas costas dele como se fosse para desamassar a camisa enquanto o menino dava a mão pra ela segurar. Depois continuaram o percurso". O interessante foi que nessa manhã eu tinha observado várias crianças que iam para escola. Algumas acompanhados pela mãe ou pai (ou tio, etc.) ou com os amigos. Isso me fez pensar em como fazer para aproveitar melhor o tempo e não precisar olhar pra trás com tristeza pensando que aquele momento não foi aproveitado como deveria (como deveria?). 

quinta-feira, 27 de março de 2014

A Teoria da Roleta


        A teoria da roleta é algo em que venho pensando há bastante tempo na tentativa de entender como o destino funciona – ou mais ou menos isso. Já perceberam que, em um circulo de amigos, bons amigos, aqueles com os quais você tem mais contato e pode compartilhar coisas da sua vida sem medo de que tudo vá parar na internet... Nesse círculo, cada um se fode em momentos diferentes, perceberam? Pelo menos eu venho percebendo isso. Então, a teoria da roleta, que eu imaginei (não sei se já existe), funciona como o próprio nome já diz: R O L E T A. O destino seria composto por matéria mística cósmica que formaria uma grande roleta no universo e se dividiria em milhares de outras roletas menores para cada grupo de amigos. Então a roleta gira. E quando ela para apontando para uma pessoa PPpRrRáÁáááAáá! Fodeu! Então depois a roleta gira de novo. Todo mundo tem que passar por isso? Eu não sei... Talvez seja só uma maneira do universo tentar nos ensinar uma lição. Eu garanto que é eficaz porque eu já aprendi várias lições, mas eu só sei que aprendi porque fiz uma análise minuciosa... mentira, não fiz análise nenhuma, eu só percebi que se continuasse fazendo tudo do mesmo jeito de sempre (em determinada situação que eu prefiro não comentar agora...) a roleta iria parar em mim de novo e de novo. E eu não queria mais... Então quando você vai aprendendo a lição, a roleta vai parando de cair em você. Seria isto um experimento de adestramento comportamental do universo para com os humanos? Eu também não sei... E também tudo vai depender de como você vai receber o bônus da roleta. Você vai ignorar e fingir que nada aconteceu? Porque nem sempre uma pessoa entende de primeira que foi sorteado pela roleta do destino para passar por uma fase ruim. Às vezes é necessário que a roleta pare em uma pessoa algumas vazes até que ela perceba que precisa mudar. Depois que perceber isso fica fácil (ou nem tanto) saber quando frear esse caminhão descontrolado que é o nosso ego e pensar duas vezes antes de fazer alguma coisa que possa fazer a roleta parar em você outra vez.

No lugar dos números seriam nomes (...)

            Nem é preciso ter raiva da roleta, na verdade tudo o que acontece na nossa vida, bom ou ruim, é alguma coisa que nós mesmos começamos. A teoria da roleta só serve para que eu possa colocar a culpa dos meus erros em alguma coisa, neste caso, em uma roleta criada por matéria mística cósmica e também colocar minha capacidade de superação na mesma roleta fica girando, girando, girando pro lado, girando, girando, girando pro outro, no passinho do volante quero ver o baile todo. J

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Preguiça...



parece ser uma coisa tão comum e simples, mas também pode não ser. Ando muito preguiçoso, por isso não tenho postado nada aqui. É algo físico e mental. A ideia vem e eu tenho tanta coisa pra escrever, pra conversar com esses números binários. Mas é só fazer o login que a preguiça vem e toma conta de mim. Eu escrevo apenas uma linha e parece que tudo sai da minha cabeça e uma vontade muito grande de não fazer nada impera. A coisa é bem pior do que parece:
  • Primeiro, acordar, pra mim, é uma coisa enfadonha porque eu posso ter dormido 12 horas seguidas, mas acordo cansado. Mas eu não quero voltar a dormir. Nem quero levantar. E agora?
  • Quando acordo, penso nas coisas que tenho que fazer no dia, supondo que esteja em um dia de folga. Escrevo tudo numa agenda e fico muito contente por saber que terei um dia bem produtivo. Quando vou dormir eu pego a agenda pra ver o que eu fiz da programação e eu não fiz nada ¬¬
  • Então eu vou começar a dormir, mas fico pensando em tudo que eu posso fazer no dia seguinte para ter um dia produtivo e, do nada, começo a pensar se eu tivesse uns poderes bem legais para acabar com o mun... quero dizer... uns poderes para tornar o meu dia mais divertido...
  • As atividades físicas. Eu gosto bastante. A preguiça toma conta de mim quando penso em fazer alguma coisa do tipo, mas é só começar uma corrida, por exemplo, que a preguiça desaparece. Tenho percebido que o problema maior é começar alguma atividade, assim que se começa a maldita de preguiça desaparece. O ruim é começar...
  • Estudar é a mesma coisa. Os primeiros minutos se passam com alguma coisa dentro da minha cabeça dando ideias de outras coisas pra fazer. É preciso ser forte para não largar os livros e sair pra ficar sem fazer nada.
  • Esqueci quantas vezes larguei a academia, as artes marciais (judô, caratê, capoeira, jiu-jitsu), os instrumentos musicais (teclado, violão, bateria, violino) e outras coisas mais por conta da preguiça...

Então, isso tem que acabar. Comecei a pesquisar sobre essas coisas (a preguiça) e alguns estudos afirmam que quando constante ela já pode ser um sinal de um demônio pode estar tentando tomar conta do seu corpo e destruir a sua vida todinha transformando você em um vegetal. Isso é triste.

A preguiça é como se fosse uma pessoa que, se você deixar, anda perto de você pra qualquer lugar que você vá. Ela é invisível, claro, e te dá uma abraço quando você tem alguma coisa importante pra fazer. Ela tenta seduzir com propostas de coisas que são mais legais para se fazer, o que engloba dormir, comer ou não fazer absolutamente nada. O que fazer? Mandar a preguiça para casa do caralh* e seguir em frente. Coisa que eu tento todos os dias e não consigo. Só não vou parar de tentar, né?