terça-feira, 13 de agosto de 2013

Como eu quero estar quando estiver com 30 anos...

     Agora eu me pergunto isso. O que eu estou fazendo com a minha vida? Será que estou fazendo o que nasci para fazer ou que isso não existe e que nós nascemos para escolher o que queremos fazer? Como era bom quando eu não precisava pensar nessas coisas. Era só ir pra escola, fazer dever de casa e brincar o resto do dia. Mal sabia eu que era tudo uma preparação para as indagações que me atormentam agora. O que as pessoas mais indicam numa hora como essa é: deixe que a vida mostre o caminho...

            Quando eu era criança eu pensava que uma pessoa de vinte e tantos anos já era um velho. Eu nem sabia se um dia chegaria a fazer parte dessa ‘turma’, parecia ser uma eternidade pular da casa dos dez para a dos vinte. E eu achava que ‘eles’ não sabiam se divertir porque não jogavam vídeo game. Hoje eu sei que alguns não jogam porque não tem tempo. Então nós temos que conseguir missões para ganhar dinheiro e fazer tudo o que os personagens dos desenhos que assistíamos faziam, os poderes são diferentes, as aventuras são diferentes, mas agora me parece que tudo também era uma preparação para os desafios da vida.

            Será que se, no meu tempo dos 17, 18..., eu tivesse me perguntado como eu gostaria de estar quando tivesse meus vinte e tantos anos alguma coisa teria sido diferente? Não que eu não esteja gostando (tanto) do que está acontecendo agora, mas, como humano que sou, sou neurótico e sempre quero algo que não tenho. É complicado. A questão é que essa pergunta deve ou não ser feita [em qualquer idade]? Ou você vai deixar a vida te levar de qualquer jeito? Nós todos [quase todos] temos nossa “linha do tempo” pré-definida: nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos e morremos. Em alguns intervalos tentamos fazer algumas loucuras, ter algum lazer, conversar de verdade com uma pessoa de verdade [a ordem pode variar de pessoa para pessoa] e no meio disso tudo temos um tempinho para pensar no que queremos ser quando crescer.

               Talvez esta pergunta que me fiz hoje possa [e deve] {eu acho} ser feita em qualquer fase da vida antes da morte para que todo mundo vá fazendo uma análise de para onde a vida está te levando [ou para onde você está levando sua vida]. 

            Então eu não quero chegar ao futuro e ficar pensando no que eu poderia ter feito para aproveitar mais minha vida. Assim como fiz agora pensando no quanto eu deixei de fazer para ter aproveitado melhor a adolescência. Agora vou continuar fazendo o meu TCC. . .  

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aparências

"O ser transcende a aparência! Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais..." - A Cabana - William P. Young 



O que eu vejo é que as coisas estão se resumindo ao sexo. E por quê? Porque hoje em dia está muito fácil conseguir. Quando não o sexo, ao exibicionismo [as redes sociais estão cheias de pobres pessoas que querem disseminar uma falsa felicidade]. Pessoas querem mostrar que são felizes exibindo seus parceiros e parceiras. Querem uma relação “pública”, mas, quando se inclinam para um local onde não exista mais ninguém além de suas duas personalidades a coisa deixa de acontecer. Quando é hora de mostrar o que tem dentro da casca a parte externa, às vezes uma mera construção estética, não consegue suportar e desaparece. Então, quando você começa a descobrir quem a pessoa é de verdade será que você ainda vai suportar manter uma relação que não é pra você, mas para os outros?

A aparência importa? Importa! Mas enquanto você vai convivendo com uma pessoa você vai descobrindo coisas que vão transformando as pessoas em manchas de luz [mas que loucura!] até que a aparência não vai importar mais. Você vai, de fato, conhecer a outra pessoa. Você vai entender em que parte ela se encaixa na sua vida. E se, quando você conhecer realmente uma pessoa e ela não for o que demonstra ser para o ‘mundo’, você saberá o que vai ser mais importante: manter a aparência de um relacionamento [namoro, amizade, casamento...] com uma pessoa de varias facetas ou continuar numa busca por “manchas de luz” que se pareça com a sua própria [elas nunca são iguais (eu acho)].