terça-feira, 28 de maio de 2013

Você, você mesmo e Irene

 Na verdade são até mais do que nós e nós mesmos e a pobre Irene para nos consolar depois. Vejam só em que ponto desse caos eu quero chegar: Nós não somos a mesma pessoa sempre! Estou colocando assim para poder incluir o maior número de pessoas na "minha" 'teoria' pois eu estava achando que eu era único e especial com isso sem saber que é mais comum do que beber água. Vou citar um exemplo simples e depois um mais elaborado, podemos dizer. 


  A nossa querida e amada internet trouxe a possibilidade de sermos mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Podemos criar perfis em redes sociais com características que sempre quisemos ter, podemos falar coisas que não falamos pessoalmente, podemos ser os assassinos que sempre sonhamos e matar as pessoas que odiamos com palavras que ferem mais que uma faca. Mas tudo anonimamente ou com um perfil fake no FacebookWayOfLife. Então você cria um mundo só seu enquanto está sentado na frente do computador ou andando na rua com o celular. Postamos fotos sorrindo enquanto estamos chorando e etc e tal. É mais fácil viver uma vida fictícia em um mundo virtual do que lidar com os próprios problemas. [E eu sou a prova viva enrolada em fios e números binários de que isso é verdade porque já tentei resolver meus problemas aqui ao invés de GRITAR, que era o que eu queria fazer. Nem lembro se resolvi o problema ou não...] 
 O outro exemplo, bem mais interessante e emocionante, e espero que muitas pessoas se identifiquem comigo para que eu não seja parte da minoria, é na vida real mesmo. Quando nós, muitas vezes reservamos uma nova identidade que não mostramos para todo mundo. É oque acontece por baixo dos panos e na calada da noite. Entre quatro paredes. Em um show. Na casa dos pais. Entre família. Na mesa de um bar. Por favor, produção, mais! Eu quero mais! Tá certo. Vamos lá. 
  •  O casal é tão feliz publicamente. Fazem questão de ir para shows, clubes e festas e mostrar todo o poder financeiro que tem. Compram roupas caras e perfumes importados. Se for preciso sair de casa para ir na esquina eles vão de carro. Mas quando entram em casa não tem a comida para dar pro filho, as contas entram em casa como se fossem cartas enviadas de Hogwarts... 
  •  O garoto é tão sorridente pra todo mudo. Sempre vive rindo e contando piadas. Querido por todos e sempre convidado para encontro com os "amigos". Ele é a melhor pessoa do mundo para se estar porque te escuta sempre. Ele também tem uma vontade imensa de fatiar cada um de seus "amigos" e comer uma perninha ou um braço, mas claro que não conta pra ninguém. Chora quase todos os dias por não ter com quem desabafar, mas quando vai para escola leva seu sorriso cativante no rosto.
  • A moça é a melhor da turma. Sempre notas boas e uma inteligência invejável. O xodó da família. O problema da inocente (aos olhos dos mais próximos ela é inocente) e que ela não conta pra ninguém porque talvez não aceitassem muito bem é que ela 'namora' com um homem casado que tem duas filhas. Mas ela tem seu namorado também para mostrar para a família, é com ele que ela vai se casar um dia.
  • O rapaz tem tudo o que alguém poderia querer ter. Uma família prestativa. Um emprego bom e estável. Um curso superior. Cursos de línguas. Pratica esportes. É educado e tem bom gosto para músicas e livros. Vários amigos, nenhuma namorada. O problema do pobre (e que ninguém sabe, só sua psiquiatra e seus tarja preta) é que ele faz sexo demais com pessoas que não conhece. Homens e Mulheres. Todas as idades. Qualquer lugar. nem precisam pagar, é só por prazer de se sentir querido por alguns minutos antes de chegar em casa, falar com os pais e ir chorar escondido.

 Ufa... Quanta coisa, não é? É a vida que não mostramos no dia-a-dia, na escola ou no trabalho. Então temos a nossa Irene. Aqui, a Irene seria materializada como a única pessoa no mundo que você confia para contar o que uma de suas identidades apronta quando 'ninguém' está olhando. Pode ser um amiguinho, amiguinha, pessoa da família, terapeuta, a internet (perfil falso) ou um amigo imaginário. (que um dia já foi o meu caso, longa história...). Guardar essas coisas para si é como uma bomba relógio. Mas a regra número um é não falar do clube da luta [entendedores entenderão]... oops, a regra número um é fazer o mal ma parte da noite e agir naturalmente na parte do dia, podemos dizer assim. É colocar um sorriso no rosto enquanto chora por dentro e ouve as pessoas dizendo: eu invejo a sua vida, é tudo tão maravilhoso, você sempre está sorrindo. ¬¬ E você responde: Tá 'serto'. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

M o s q u i t o s

Eu passei alguns minutos conversando com ele no meu quarto. Na verdade, só eu falava e ele só escutava indo de um lado para o outro. Eu já queria matá-lo desde a primeira vez que o vi. Mas segurei meu instinto. Esperei. Quando ele pousou na parede eu não pensei duas vezes porque tinha que ser rápido. O mosquito ficou pregado na parede branca que agora gotejava sangue. O sangue dele (ou o meu?) ainda está na minha mão. Agora o corpo estraçalhado dele vai ficar aqui na parede ensanguentada para que sirva de lição para os outros milhares que estão me rodeando. Eles devem ter se comovido com a morte de um dos seus e talvez estivessem preparando um ataque coletivo. Eu já não conseguia ver quase nada de tanto mosquito que voava na minha frente. Não sei se eu estava ficando louco, não por ter conversado quase meia hora com um mosquito, mas por imaginar estar ouvindo o choro desses milhares que me cercavam. Eles choravam e lamentavam, falavam muito rápido e suas vozes eram finas e insuportáveis. Tudo estava escuro porque vários deles encobriram a lâmpada que iluminava meu quarto, a única e limitada luz que iluminava alguma coisa agora era a tela de meu computador, que só transmitia alguns fios de luz que conseguiam passar pelo batalhão que pousava no monitor. Ouvi alguns barulhos quando percebi que muitos deles levantavam objetos do meu quarto e saltavam para que quebrasse no chão. Quando percebi que o ataque a minha pessoa iria começar (eles estavam tentando me assustar primeiro, um tipo de tortura, acho) peguei minha arma secreta que eu chamava carinhosamente de "Equipe Rocket". Era uma raquete elétrica amarela com o formato de pikachu, mas não era uma qualquer. Eu fiz algumas melhorias em sua potência. Sabia que algum dia isso poderia acontecer. Acionei a "Equipe Rocket" e comecei a chacina com um sorriso no rosto. Não conseguia ver muita coisa, mas podia ouvir o som dos malditos estourando enquanto passava a raquete violentamente pelo ar infestado de mosquitos. Podia sentir o sangue respingando em mim e em todo o quarto. Depois de um tempo vários fugiram pela janela, outros se esconderam e, no final, só sobrou eu totalmente ensanguentado em um quarto ensanguentado... 



terça-feira, 7 de maio de 2013

Porcaria de pessoa

 Hoje eu cheguei no limite (mais uma vez) de presenciar a porcaria em que uma pessoa pode se tornar. Eu não quero acreditar que alguém possa nascer com esse gene (se for um gene) ou com essa predestinação de ser uma escrota safada. De ser uma pedaço de carne podre que está no mundo só para ser escrota, invejosa, hipócrita tudo de ruim em um único corpo. Tento entender e pensar em algum motivo que a tenho tornado nisso. 
 Temos que ter cuidado com os sociopatas!!! Porque é isso que essas pessoas são. Malditas que se escondem por trás de uma religião, de uma graduação ou de uma ideologia. Desgraçados que não sabem de nada, mas que querem PARECER sábios diante das pessoas. Hipócritas que fingem ser seu amigo ou amiga e quando for o momento de salvar a própria pele te usa como escudo. São pessoas tão escrotas e desprezíveis que todos sempre tem alguma coisa para falar dela, coisas ruins, mas quando estão entre os "amigos" (os mesmos que falaram) se mostram a mais populares, carismáticas, inteligentes... Quando na verdade todos sabem a verdadeira face suja que ela tem. Mas o que fazer no meio desse grupo? Onde todo mundo se abraça e no momento seguinte soltam seus venenos uns nos outros? Eu não quero ser o santo (no way), porque mesmo com a minha carinha de anjo (not) já precisei fazer coisas parecidas. Quem nunca? Mas isso tem que ter um limite. A amizade (não quero ser meloso) tem que existir. Todos temos segredos tão amargos (ou não) que não podemos guardar, precisamos de alguém para conversar e falar dos outros. Mas tem escrotos que não tem noção, que acham que são amigos de todo mundo, que no meio da primeira conversa de meia hora conta todos os seus segredos (e o das outras pessoas também).
 O que percebi esses dias é que se você não percebe (ou percebe) que uma pessoa é uma porcaria e ainda continua andando para cima e para baixo com ela, você começa a virar porcaria também. Os hábitos talvez passem por osmose. Será um tipo de vampirismo? 
 Todo mundo finge muito bem ser forte e tudo contra os desafios da vida, mas saber (ou desconfiar) que na vida inteira tudo segue o ditado de que "é cada um por si", a coisa começa a complicar e o nível sobe de easy (quando você acha que tudo é uma maravilha e que tudo vai cair do céu) para expert (quando você se dá conta de que todo dia é uma luta diferente para conseguir a comida do dia seguinte). Não que eu queira ser pessimista nem nada, mas tenha um pé atrás com certas pessoas erradas, se é que vocês me entendem... 
 Então, as porcarias carregam tipo uma Kriptonita que enfraquecem que tá tentando viver de boa. Parece que as porcarias chegam na vida da pessoa como um monstro do vídeo-game, então, vença-o. Como? Cada um terá o seu meio. [Conselho like Mestre dos Magos]




 Eu espero que depois que derrotar as porcarias que estão perto de mim eu ganhe algum bônus nesse jogo. O nível subiu de Normal para Hard que eu nem percebi...