terça-feira, 5 de março de 2013

O mosquito e a vingança - Conto rápido

 Jonas costumava matar os mosquitos e deixá-los esmagados na parede. Isso era para servir de exemplo para os outros. No começo era por raiva, depois por diversão e em seguido por pura vontade de ver o seu próprio sangue sujando a parede (quando tinha a sorte de esmagar um mosquito bem gordo). 
 Certo dia jonas esmagou o mosquito como sempre e viu a parede com vários pontos vermelhos. Ficou lá observando e outro mosquito apareceu. Tentou matá-lo, mas aquele era tão mais veloz que os demais. A raiva logo se apossou do garoto e mais dois mosquitos apareceram zumbindo. A vontade de matá-los impediu que ele visse a luz brilhante que passava pela janela de seu quarto. Outros mosquitos entraram e começaram a picar Jonas. Mosquitos cada vez maiores e mais velozes. O som dos zumbidos aumentava assim como a quantidade. 
 Jonas estava sem camisa e vários dos pequenos seres voadores (não tão pequenos, agora) estavam cravados em seu peito. A dor era excruciante. Jonas começou a gritar e logo pessoas batiam na porta de seu quarto fechado perguntando o que estava acontecendo. "Abra a porta, Jonas!", gritavam. Os mosquitos, com bicos metálicos, se atiravam em cima do rapaz e hora injetavam veneno, hora chupavam seu sangue. Talvez porque primeiro queriam derreter a maior parte de pele para depois sugar a maior quantidade de sangue. Jonas já perdera as forças quando foi atirado na cama por uma saraivada de mosquitos no rosto. O corpo destroçado da barriga para cima. As luzes brilhantes começaram a sumir, assim como os mosquitos. Os menores continuaram a sugar mais sangue enquanto a família não conseguia arrombar a porta para ver o estrago dentro do quarto.