sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais uma com a perna quebrada kkk

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Eu fazia aula de natação. Aí uma aluno chegou de manhã com a perna quebrada toda engessada.
__ O que foi que aconteceu? __ perguntou o professor de natação.
Ela suspirou, uma lágrima desceu de seu olho direito, e disse que contaria tudo.
__ Eu estava com uma grade cheia de garrafas de cervejas vazias nas mãos e precisava ir entregá-la numa casa. Resolvi pegar um motoqueiro que cobrou barato pra me levar lá. Sentei na garupa e coloquei a caixa nas minhas pernas. Uns 500 metros mais a frente o motoqueiro teve um ataque epilético e nós caimos da moto. A grade caiu em cima da minha perna e eu gritei muito alto enquanto o homem se estribuchava no chão. Minha perna estava boa, só dolorida. Minutos depois ele se levantou arfando.
__ Me perdoe, moça! __ Disse o motoqueiro. __ Eu faço questão de levar você de graça pra o seu destino.
__ Eu não resisti. Estava sem muito dinheiro e ainda era muito longe. Então aceitei. Subimos na moto, coloquei a grade em cima das pernas sem forçar em cima da perna machucada. Depois de um tempo ele teve outro ataque. A grade caiu em cima da minha perna já agredida e dessa vez quebrou...
 Ela não conseguiu mais falar e ficou chorando enquanto eu, o professor e os outros alunos íamos para piscina.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Diário de um Alcoólatra

 Fundo do poço. É onde Jacaré [nome fictício] está agora. Quando você pensa que o buraco chegou no final você mesmo pega uma pá e cava ainda mais. E é por isso que estou aqui hoje, para dar início a este 'diário' de um rapaz que consegue ver que está com problemas.


Vou contar, hoje, o que aconteceu sábado e você vão tirar suas próprias conclusões.Jacaré foi convidado para uma formatura, a formatura de Paulinésio [nome fictício], e resolveu comprar uma roupa bem bonita para não fazer feio na festa. Depois de tudo pronto, Jacaré foi para casa de Pedronildo [nome fictício] e esperaram Cintilda [nome fictício]. Eles foram para a festa e tudo estava como nos conformes quando Jacaré começou a tomar uns drinks. A moça do bar perguntara: __ Você que com álcool? E Jacaré prontamente respondeu: __ Com álcool não, com MUITO álcool. A mulher do bar riu já sabendo como seria o final.
 Jacaré não conhece uma coisa chamada moderação. Ele acha que tem que beber milhares de copos para poder ficar 'alto'. Mas não sabe que a cachaça leva um tempo para fazer seu estrago. O problema de Jacaré que em determinado momento de sua 'altura' sua mente apaga e ele só acorda no outro dia com a sensação de vazio no estômago e na cabeça. A ressaca moral é pior do que os sintomas da ressaca física. Alguns chamam de depressão pós-balada e outros de 'fogo no rabo'. Os acontecimentos a seguir foram relatados por Pedronildo, pois Jacaré apagou e quem ficou no seu lugar foi a pessoa que geralmente se mostra quando o cérebro [e o rabo] já está cheio de cachaça. Um lado obscuro.

 " Pedronildo disse que Jacaré começa a empurrar as pessoas. A assediá-las. A dançar de forma sensual e demoníaca. Seus olhos já mostravam ser de outra pessoa. De um desconhecido. Quando o vômito veio, depois de um tempo com pessoas o vigiando para que não fizesse uma besteira, foi que Jacaré meio que desmaiou. Disseram que ia começar a swingueira da Bahia quando Pedronildo e Cintilda perceberam que o pior poderia acontecer se aquele som começasse a emanar das caixas de som. Decidiram ir embora. Enrolaram Jacaré numa toalha de mesa e chamaram o táxi."

 Claro que já aconteceram coisas piores do que está à Jacaré. Mas esta, talvez, deve ter sido a que causou um certo desconforto em sua mente. Esta foi a vez em que ele percebeu que se continuasse assim poderia não ter mais volta no futuro. O que pode parecer uma brincadeira que ele dará risadas depois pode ser um convite para um futuro negro, sem sonhos e com cheiro de álcool.

 Jacaré lembrou, dias depois, quando a ressaca moral passou, que ele ainda tem uma chance. Ele ainda pode fazer uma escolha. Aprendera que a vida não é fácil e ela não tem pena de dar um chute definitivo em pessoas como ele. A hora chegou e talvez esta seja o último sinal. Tudo passa! Coisas boas e coisas ruins. Tudo passa. Mas tem coisas que passam uma vez para ensinar uma lição. Jacaré ficou em recuperação na matéria "àlcool" e já recebeu reforço suficiente para aprender o que é bom e o que não é quando se fala em "álcool". A prova final tá aí, Jacaré, e não haverá mais recuperação. Você vai ter que passar por isso agora.

P.S. - Jacaré foi chamado de Amy Winehouse depois deste incidente.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Turno da noite

 Manoel aguardava há mais de duas horas para ser atendido. Já anoitecera e ele já estava inquieto. A sala de espera estava começando a ficar com muita gente, o que fazia com que ele se sentisse desconfortável. Era a primeira vez que tinha ido naquela dentista. Foi até à recepcionista, que acabara de chegar e rendera a anterior para o próximo turno.
 __ Moça, a doutora Ana vai poder me atender hoje? __ Perguntou timidamente.
 __ É sua primeira vez aqui, não é? __ Perguntou a linda mulher. E antes que ele respondesse ela continuou. __ Você será o próximo, não se preocupe.
 Aliviado, Manoel voltou para seu lugar enquanto mais pessoas chegavam. Ele percebeu que para este turno as pessoas eram mais bonitas. Algumas um pouco pálidas, mas que não encobria a bela estranha de cada uma, pelo contrário, só as tornavam mais bonitas e misteriosas. Ele não conhecia nenhuma delas e não lembra de ter vista alguma pela rua.
 __ Manoel. __ Chamou a atendente. __ Pode entrar, sala 6.
 Manoel se levantou e percebeu que todos o olharam. Na verdade, desde que escurecera e essas pessoas começavam a chegar, todas o olhavam. Algumas com um traço de sorriso malicioso no rosto. O corredor era extenso com algumas portas nos lados. Deveria haver outra saída, porque todos os pacientes que entraram não voltaram pela recepção. A sala 6 era a última do lado esquerdo. Ele bateu na porta e entrou.
 A doutora Ana estava sentada em sua mesa, a mulher mais linda que ele vira em toda sua vida. O batom vermelho era a única cor que sobressaltava do branco de todo o resto da sala. O cheiro era de limpeza. Talvez rosas. Mas era muito acentuado, talvez para encobrir outro cheiro, pensou Manoel sem saber o motivo do pensamento. A sala não tinha nenhuma janela.
 __ Como vai, Manoel? __ Perguntou Ana com um sorriso.
 __ Estou bem. __ Disse meio abobalhado por ver que aquela mulher era real e falava.
 __ Esta é Marjorie, minha ajudante aqui no consultório. __ Ana apontou para o lado de manoel com um aceno de cabeça.
 Com um susto e alguns passos para o lado, Manoel percebeu que uma jovem estava ao seu lado todo o tempo, mas só agora, com o aviso de Ana, ele conseguira ver.
 Marjorie era tão linda quanto Ana e logo o convidou a sentar na cadeira onde seria atendido. Ele sentou e logo estava deitado com a boca aberta enquanto Ana inspecionava seus dentes.
 __ Vou aplicar uma anestesia, certo? __ Falou Ana preparando o material enquanto Marjorie lhe passava algo.
 A injeção penetrou no céu da boa de Manoel. ele fez uma careta e se contorceu um pouco.
 __ Logo vai passar. __ Falou Ana com um sorriso. __ Marjorie, eu vou ficar com este. Mande encerrar meus atendimentos com humanos.
 Manoel pensou ter ouvido, mas já estava com a visão escurecida e o corpo não obedecia a seus comandos. Marjorie saiu.
 __ Manoel, Manoel... __ Começou Ana a falar sorrindo com duas presas salientes. __ Você é um sortudo, sabia. __ Dos dez que atendi hoje só você será escolhido. O resto vai virar alimento.
 Manoel tentou sair da cadeira. Lágrimas desciam de seus olhos.
 Ana segurou em seu pescoço com força enquanto Morjorie voltava com a boca e a roupa branco toda melada de sangue, Manoel tinha certeza de que era sangue. Sangue de outros pacientes que não tiveram a mesma sorte que ele.

 Manoel abriu os olhos. Não sabia quanto tempo havia se passado e não lembra com exatidão do que ocorrera. Lembrava das presas. Estava numa sala totalmente branca. Estava com fome, muita fome. Sentiu cehiro de sangue. Ouviu batimentos cardíacos, mas não os seus. Eram batimentos rápidos. Sentiu cheiro de medo. Quando olhou para trás viu uma porta. Delá vinha todas essas sensações. A fome aumentou quando o cheiro de sangue vibrou em suas narinas. Com uma rapidez incrível chegou até a porta e a derrubou sem pensar, sem saber a força que tinha. Dentro da sala viu três pessoas completamente nuas, duas mulheres e um homem. lembrou de tê-los visto no consultório há um tempo que ele não sabia medir. O cheiro de sangue e o seu barulho correndo nas veias fizeram suas presas saltarem pela primeira vez.
 __ Desculpem. __ Disse Manoel.