quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sapatos

 Alda Lúcia foi à loja de sapatos femininos mais requisitada da cidade. Ela foi com o objetivo de apenas dar uma olhada, pois estava com muitas contas para pagar. Ao entrar, viu que havia um número alto de mulheres. "Como eu só vou dar uma boa olhadinha não va ter problemas", pensou Alda.
 Sapatos, tamancos, sandálias... Tinha de tudo. O melhor era que toda a loja estava com 50% de desconto. Alda viu um tamanco amarelo e ficou deslumbrada. "Não, com esse precinho eu não poderia deixar de levar", pensou Alda Lúcia animada. Do outro lado da loja um grito ecoou assustando vendedoras e clientes. " ESTE É MEU!", gritava uma mulher alucinada brandindo um salto alto nas mãos. "EU PEGUEI PRIMEIRO, MISERÁVEL!", gritou outra mulher tão alucinada quanto a primeira com o salto alto que completava o par.
 "Nossa, que povo sem classe. Fazer baixaria por causa de um mísero salto alto? Ainda bem que não dou tanto valor a essas coisas materiais.", pensou Alda, e pegou o seu tamanco amarelo. Percebeu, assustada, que só havia um dos calçados.
 __Moça, eu já vou levar este. Você poderia devolvê-lo pra mim? __ Disse uma senhora com o outro calçado reluzindo em amarelo em sua mão.
 __ Devolva o meu calçado agora! __ Disse Alda Lúcia com sangue nos olhos e já sem pensar direito.
 O que aconteceu a seguir não levou mais de alguns minutos, mas foi como uma eternidade de sangue e terror. As mulheres começaram a ver que várias delas estavam apenas com um calçado nas mãos, ou seja, duas ou mais queriam o mesmo par. O primeiro esguicho de sangue brotou da cabeça de uma mulher quando uma jovem enfiou um salto agulha na parte de trás da sua cabeça. Como um zumbi, esta caiu com os olhos abertos e uma poça de sangue logo surgiu no chão. Isso foi como um vírus que se espalhou rapidamente. As mulheres começaram a lutar entre si. As armas? Tamancos, saltos agulha, chineladas na cara e as unhas. Algumas usavam cintos que estavam em promoção para enforcar as outras. A gritaria atraiu pessoas da rua, que ficaram olhando da vitrine para a atrocidade que acontecia dentro da loja.
 As vendedoras tentavam bloquear a única saída da loja, uma porta automática de vidro. Algumas delas foram mortas enquanto outras pegavam pistolas e escopetas no balcão do caixa. Os tiros ecoaram, mas os gritos eram mais fortes e estridentes.
 Alda Lúcia se mostrou uma boa lutadora e assassina quando, com um tamanco amarelo, perfurou o olho da senhora que estava com o outro. Antes que a velha caísse no chão, Alda pegara o outro que completava seu par. Com as duas armas em mãos, rasgou brutalmente as barrigas de duas mulheres que vinham tentar pegar seus tesouros. As víceram e o sangue jorraram por cima dela e das pessoas que estavam próximas, mas ninguém se importou. O que importava ali eram os sapatos e nada mais. A vida não importava...
 Na entrada da loja, já com as portas quebradas, Alda teve outro desafio: passar pela gerente com uma escopeta na mão.
 __ Devolva os tamancos, sua desgraçada infernal. __ Disse a gerente ensanguentada.
 __ Venha pegar. __ Disse Alda toda ensanguentada.
 A gerente atirou quando Alda, com uma velocidade incrível atirou o tamanco amarelo, o qual acertou, com a parte do salto fino, mas não como um agulha, na testa da gerente. O tiro arrancou parte do ombro esquerdo de Alda, mas mesmo assim, esta correu, pegou o tamanco cravado na testa da miserável e saiu da loja. A vitrine já não existia mais pois várias mulheres pularam quaebrando o vidro. Várias jaziam mortos no chão e dezenas dentro da loja, onde ainda havia vestígios de lutas e tiros. Aldo se afastou da loja, calçou seus tamancos vermelhos, sim, os bonitos tamancos amarelos agora estavam banhcados com sangue e Alda Lúcia achou que o vermelho combinava mais com ela.

domingo, 12 de agosto de 2012

Um lindo passeio com os amigos

 Eu e meus amigos fomos para a lanchonete à noite fazer um lanche. Éramos Márcia, João e eu. A noite estava na mais perfeita calmaria. O dono da lanchonete nos atendeu com um sorrisão no rosto porque sabia que sempre que íamos lá gastávamos todo o nosso dinheiro.
 __ AAAAAAAAAAAAIIIII!!!! __ Gritou o dono da lanchonete. __ Mil e uma borboletas desataram a voar dentro da minha barriga quando avistei vocês, meus amores.
 O dinheiro faz isso com a gente. o ser humano é fraco e se deixa levar pelas emoções e o nome da emoção que ele estava sentindo era dinheiro.
 __ Traga logo a nossa torta e deixe de conversa. __ Eu falei.
 __ Vai ser o maior prazer da minha vida miserável servir vocês mais uma vez e sempre.
 Enquanto esperávamos, começamos a falar das pessoas. O ser humano também é assim. Precisa desabafar com os amigos falando dos outros. Tirando os defeitos de nós mesmos e os colocando em nossos inimigos. Enquanto a gente descia a madeira no povo, percebi que dentro do refrigerador as garrafas tremiam. Eu guardava um segredinho e não queria causar danos nem aos meus amigos nem à lanchonete. A verdade é que eu sou um meio demônio e havia uma besta fera dentro do refrigerador, vinda não sei de que círculo do inferno, que iria tentar me matar e a todos ao meu redor se eu não tomasse cuidado. Decidi tomar uma providência para saber se realmente era aquilo no refrigerador.
 __João, pega um refrigerante ali no refrigerador pra mim, por favor. __ Pedi.
 __ Claro, amigo. __ Respondeu João engolindo o resto do veneno que ele estava soltando ao falar do povo.
 João foi ao refrigerador e antes de abrí-lo, um machado gigante arrancou seu braço direito. Ele, pasmo, foi jogado fora da lanchonete. márcia me empurrou e começou a correr para fora do estabelecimento enquanto eu caía da cadeira. O dono da lanchonete vinha da cozinha correndo e gritando:
__ SEUS MARGINAIS! QUEREM ROUBAR MINHA LANCHONETE! MALDIT... __ Antes que terminasse as acusações, viu uma criatura metade humano metade porco saindo de dentro do refrigerador e desmaiou com um gritinho.
 Eu não queria prejudicar mais ninguém e rapidamente evoquei minha espada, que fora confeccionada com meu próprio osso. Ela saiu da minha mão e eu já senti o gosto de carnificina na boca. Meus olhos ficaram completamente negros e parti para rua.
 Vi pelo canto do olho quando Márcia passou por cima do corpo de João e correu para longe.
 O monstro de mais ou menos três metros de altura derrubou a entrada da lanchonete e veio atrás de mim. Lutamos mortalmente e matamos vários transeuntes que paravam para ver a briga. Os curiosos chegavam e filmavam algo que nunca mais teriam a oportunidade de colocar no youtube.
 Eu estava prestes a receber o golpe de misericórdia quando o mosntro ficou atordoado com um grito estridente que dizia: __ QUEM FOI O MARGINAL QUE DESTRUIU MINHA LINDA LANCHONETE?
 Neste momento aproveitei e girei minha espada com todas as minhas forças, partindo a besta caneca ao meio. O sangue me lavou por completo. Senti aquele líguido negro sendo absorvido pela minha pele. Minha espada também se alimentava do sangue. Ningue´m que viu aquilo pode permanecer vivo, logo, fui caminhando até o dono da lanchonete que pareceu perceber minhas intenções.
 __ Oi, bonitinho! Você me salvou. É meu herói. Agora eu vou fazer qualquer coisa que você me pedir. Qualquer coisa. __ Disse o ser humano que era dono da lanchonete.
 __ Que bom. __ Falei. __ Quero que você fique de joelhos aqui na minha frente.
 __ AAAAAIIIIII DELÍCIAAAA!!! __ Gritou o mundano pensando besteira.
 Quando ele se ajoelhou eu fiz um bruxaria e um buraco se abriu sob o humano o levando diretamente para o inferno. Depois dei uma passadinha na casa de mionha amigo Márcia para acertar umas contas.