sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um assassino chamado arrependimento... Só que não.


 Às vezes eu lembro de certas coisas e digo: "Se o arrependimento matasse... " para mim mesmo com um misto de tristeza e outa coisa que eu não sei o que é. Tristeza porque eu poderia ter pensado mais antes de fazer algo que eu poderia me arrepender no futuro [e me arrependo] [muito!], mas, como eu saberia se iria me arrepender ou não? Por isso vem esse outro sentimento que não sei dizer qual é que me diz assim: "Você teve coragem de fazer, merece ganhar uma vida extra por isso", mas eu penso isso para não me afogar na depressão. Todos sabemos quando fazemos uma burrada muito grande e depois ficamos tentando pensar em alguma coisa que remova a culpa e, no lugar dela, apareça uma justificativa plausível. E todos sabemos também que a desculpa esfarrapada que a gente inventa só cobre a burrada feita, ela sempre estará lá no cantinho para que no futuro, quando você estiver quase esquecendo ela apareça e diga: "gatinha assanhada, cê tá querendo o quê?" e então você lembra de tudo de novo.
 Eu acho que o arrependimento tem que ter um significado na nossa vida [na verdade eu quero que ele tenha um significado porque não quero ter perdido, e perder, vários momentos da minha vida pensando nas burradas que eu já fiz e ainda vou fazer. Por isso interpretarei meus arrependimentos a partir de agora como árduos  aprendizados que açoitam minhas costas em determinados períodos da minha vida para que eu não os repita, para que eu lembre humilhantemente de que o  que eu fiz foi errado para minha pessoa [mas que pode não ser para outra] e que eu poderia ter morrido várias vezes se o ditado [se o arrependimento matasse] fosse verdadeiro. [e comprovadamente não é, sorte nossa!]
 Se o arrependimento fosse algo não-abstrato, minha mente disse diz pra mim que ele seria um grande homem sem face com metade do corpo negra e metade branca, representando o mal e o bem. Com a mão negra ele segura um porrete cheio de pregos e com a branca ele segura outro porrete cheio de pregos. Um pra bater na gente quando realizamos o ato do arrependimento e o outro para bater na gente quando relembramos do ato cometido. Então, quando sanamos totalmente o arrependimento, eu acredito [tenho que acreditar nisso] que algum dia nós paramos de nos arrepender de algo bem antigo, depois de muita pancada e 'porretada com pregos', nós teremos aprendido alguma coisa que servirá para nossa vida no futuro. Uma delas é não cometer o mesmo erro de novo, se cometer é porque gosta de apanhar.
 Então o arrependimento seria como um professor que contratamos sem querer [ou querendo] para nos mostrar o erro que cometemos. Tem as pessoas que preferem fazer e se arrepender depois do que não fazer e não saber o que aconteceria, essas são corajosas e tem as costas largas. Eu não tenho as costas largas e as 'porretadas com pregos' doem e sangram bastante. Às vezes até me pergunto se ele não poderia ser um assassino mesmo e matasse de uma vez, mas onde estaria o aprendizado? A dor ensina. Ela é a professora chata que ninguém gosta, mas, ao mesmo tempo, é a professora que realmente nos faz crescer. O arrependimento prega o porreta em nossas costas e nos guia para a cura do ato que comentemos, ele nos faz ver que algo que fizemos foi errado [seja lá o que for que cada um considere um erro].

 Bom, vou tentar pensar assim por um tempo porque se não o arrependimento teria me matado várias vezes e quero tentar alguns aprendendo com os que eu já tenho na conta...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

inimigo Secreto 2012 - O ano do Fim


Inimigo Secreto 2012 – O ano do fim


            Três amigas inseparáveis resolveram fazer um inimigo secreto. Elas pensaram: bom, dizem que é o ano do fim do mundo, vamos fazer um inimigo secreto para deixarmos nossas desavenças de lado e começar um ano novo, purificados. Resolveram que fariam isso na véspera de natal, depois que cada um deles jantasse com suas famílias, e que descobriam que o mundo não acabou por enquanto. Elas se encontraram em um coreto no centro da cidade. O local era muito bonito, principalmente à noite e com a decoração de natal por todos os lados.
            Sam iniciou:
            __ Bom, eu tirei uma pessoa que amo muito. Minha melhor amiga na terra toda. Espero que ela adore o presente, porque fui eu mesma que preparei. __ Sam entregou um pacote embrulhado para Alex, que ficou feliz e abriu o presente. Era uma deliciosa trufa de chocolate.
            __ Vou tirar um pedacinho pra ver se tá boa. __ Disse Alex mordiscando o chocolate. Sam só observava.
            No segundo em que Alex engoliu o mínimo pedacinho do chocolate começou a borbulhar sangue pela boca, olhos, orelhas e demais orifícios. Não conseguia seuqer gritar. Logo caiu no chão ao lado de Clove, que ficou parada olhando o corpo da amiga derreter.
            __ Sua vez, Clove. __ Disse Sam sentando-se na grama.
            __ Tudo bem, Sam. Primeiro, sei que a Alex quem me tirou, porque eu tirei a melhor pessoa do universo, que é você. __ Disse Clove pegando um pequeno presente onde antes havia o corpo de Alex. Era o presente que Alex iria dar pra ela se  ainda restasse alguma vida em seu corpo. Clove guardou o presente na bolsa e ficou de pé. Sam também se levantou e abriu os braços esperando seu presente.
            Clove pegou um enorme pacote com muito cuidado.
            __ Feche os olhos, amiga. __ Pediu Clove a Sam. E esta obedeceu.
            __ Ai, o que será? __ Perguntou Sam ansiosa.
            Sam só sentiu uma pancada na cabeça e caiu no chão desorientada. Quando abriu os olhos viu Clove correndo e gritando para longe. Sentiu algumas picadas nos braços como facas a perfurando. Quando já era tarde de mais percebeu um enxame gigantesco de abelhas africanas ao seu redor. Gritou algumas vezes, mas as abelhas picaram seu rosto e entraram em sua boca. Alguns segundos depois Sam já não parecia com um ser humano. Era um bolo de carne estufada com sangue por todos os lados.
            Quando Clove chegou em casa, depois da corrida desenfreada para não se machucar com o presente que dera para Sam, abriu seu presente. O cheiro era espetacular. Era um sabonete.
            __ Que coisa mais fofa! __ Disse Clove. E como estava toda suada da corrida, resolveu tomar um banho.
            Entrou no chuveiro e, depois de devidamente molhada, tirou o plástico do sabonete e começou a se ensaboar cantarolando uma música assim: “gatinha assanhada cê tá querendo o quê?”. Quando sentiu uma grande queimação por todo o corpo. Ao olhar para baixo viu sua pele borbulhando e caindo junto com a água. A última coisa que viu na vida foi o sabonete caindo no chão e se estraçalhando, mostrando um líquido espumoso que saía de seu interior. A mesma coisa aconteceria com ela quando seu corpo caísse no chão do banheiro.


                                                                                                                                                      FIM.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mundo novo?


 Às vezes eu paro e fico observando as pessoas. E é incrível você parar em alguma ocasião especial e ver pessoas que você conhece [quando digo conhece quero dizer que conviveu certo tempo, seja na faculdade, escola, vizinhança, etc.] se comportando de maneira totalmente diferente da qual você estava habituado a ver. A ocasião especial, geralmente, está ligada à algo que agrupe um certo número de pessoas desconhecidas, como um congresso, uma festa ou uma viagem para outra cidade. Nesses lugares e nessas ocasiões você percebe que não conhece nada daquela pessoa que está ali, porque ela está "em um novo mundo", ela já não conhece mais você, nem tem lembranças de onde veio, nem tem mais os costumes que tinha do "mundo velho"...
 Eu sempre vi isso acontecer, já vi quase acontecer comigo quando eu era adolescente, mas não deixei que minha história de vida fosse apagada por causa de um momento. Não devemos esquecer quem somos e tentar mostrar uma pessoa que não existe para pessoas que nem sabe que existimos. É preciso força para não se deixar levar pelo momento. E principalmente é preciso ter personalidade e saber quem se é para não correr o risco de andar com máscaras e usá-las cada vez que está numa dessas situações.
 É muito triste [e engraçado] ver uma pessoa fingindo que tem classe, que tem dinheiro, que tem moral e um monte de outras coisas quando na verdade só quer chamar um pouco de atenção. E triste [mas não engraçado] ver uma pessoa fingir que não te conhece em um lugar novo com pessoas estranhas, mas quando voltar ao velho mundo te pedir ajuda para algum trabalho e você ter que dizer não.

 E cada vez mais eu tenho certeza de que tudo não passa de um jogo e certas pessoas ainda não descobriram [ou não querem ver] que todos nós poderíamos passar de nível se houver cooperação nas missões que a vida nos dá. Tipo, formar um grupo para matar um dragão... [desconsiderem]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ai, calor!


Ai, Calor!
PoR JúNiOr DeSeNhO!

            O dia nasceu quente e o sol veio com força total naquela manhã de segunda-feira. Ficar dentro de casa já não era uma boa ideia, pois estava quente, muito quente.
            Ivone morava com suas duas filhas e a irmã numa casa modéstia e humilde, mas ainda sim limpinha. A casa era bem arejada, não tinha forro de nenhum tipo e as telhas eram sobrepostas por lona. O vento circulava bem dentro de casa. Só que  há uma semana o calor havia aumentado consideravelmente na cidade, ou melhor, no mundo todo, era o que diziam os jornais. O que estava acontecendo ninguém sabia informar, as explicações eram muito científicas, mas Ivone, macaca velha que era, deduziu que o sol estava se aproximando da terra...
            Fabiana, uma de suas filhas, reclamou um dia que não estava conseguindo dormir direito, o ventilador tinha quebrado e o calor era muito grande. Fabiana, toda suada, foi correndo para o quarto de Ivone no meio da noite e pediu para dormir com ela, pois lá o ventilador estava funcionando. Nesta noite, Fabiana e Bianca, a outra filha, dormiram com Ivone. Apenas Cleide, a irmã de Ivone, não dormira com elas naquele dia.
            A cada dia que passava o calor era mais insuportável dentro de casa, e sempre, na cabeça de Ivone, vinha àquela dedução de que o sol se aproximava da terra e que destruiria Mercúrio e Vênus para depois destruir a terra num banho de fogo ardente.
           
            __ Que calor é esse? __ Perguntou Marina, vizinha de Ivone.
            __ Minha filha, tenho um mau pressentimento sobre tanto calor de uma hora para outra. __ Disse Ivone.
            __ Que pressentimento? __ Perguntou Marina curiosa.
            __ Eu, na minha humilde opinião, acho que o sol ta chegando bem perto da Terra.
            __ Ivone, os cientistas disseram esse calor é por causa da inversão térmica. __ Explicou Marina. __ A poluição está sendo confinada aqui na atmosfera e eu não sei mais explicar... Mas é por isso que ta calor, mas logo passa.
            __ Querida, é tudo mentira! __ Replicou Ivone um pouco exaltada. __ Vai chegar uma hora em que vai chover fogo, o vento vai ser quente e a água vai ser fervente. Tome cuidado para quando não for ligar o ventilador à noite, no lugar de sair vento sair fogo!
            __ Credo, Ivone! __ Falou Marina. __ Você está ficando maluca. Relaxe, colega. O bom do calor é isso. __ Marina mostrou sua roupa: uma minissaia e uma minúscula blusinha que só cobria os seios, e olhe lá. __ Vou andar assim por um bom tempo e mostrar meu corpinho de coroa sarada.
           
            Ivone era muito religiosa e acreditava piamente no fim dos tempos. E este, para ela, era o começo do fim. Os pecadores pagariam por todos os seus pecados aqui na Terra, ah, pagariam sim! Ela criara suas filhas da mesma maneira, de forma rígida e religiosamente correta. As duas meninas nunca saíram para uma festa, nem para um encontro com amigos, nem nada do tipo. Ivone proibia essa interação pecaminosa. As duas iam da casa para escola e da escola para casa, e às vezes iam para a escola acompanhadas pela mãe, como forma de fiscalização. Ivone fazia com que as duas garotas pagassem penitência por pensarem coisas feias com homens e por assistirem programas ou lerem livros “do mundo”. Cleide, ás vezes, dava uma escapada para tomar umas cervejas sem que Ivone soubesse, mas também era devota de uma religiosidade, não tão aguçada como a de Ivone.

            Na televisão os noticiários anunciavam o aumento da temperatura para 32 graus Celsius  O calor já era insuportável. E em vários lugares do mundo as pessoas estavam morrendo desidratadas, as vendas de ares-condicionados aumentara 90%. O número de idosos diminuiu 40% em todo o mundo em menos de um mês. Pessoas obesas eram internadas aos montes em hospitais, pois não conseguiam suportar tanto calor. Os clubes eram lotados no começo, mas o movimento baixou bruscamente quando perceberam que as águas das piscinas também estavam começando a ficar quentes. Alguns clubes tentaram um sistema de refrigeração para a água, mas só deu certo por alguns dias, o calor era mais forte. Várias pessoas morreram quando se trancaram dentro de refrigeradores na tentativa de se refrescarem. O consumo de líquidos aumentou consideravelmente acarretando na diminuição de 0,5% da água potável do mundo, algumas hidrelétricas deixaram de funcionar e era comum a falta de energia, eram nesses períodos de falta de energia que ocorriam mais internações. As águas que ficavam nas geladeiras não gelavam mais, no máximo elas ficavam frias, tempo depois ficavam mornas, até chegar ao limite de ficarem quentes mesmo dentro da geladeira. As pessoas já começavam a entrar em pânico, ninguém mais conseguia dormir, muitos morreram na cama.

            No meio da noite, enquanto todo mundo se revirava de um lado para o outro em suas camas. Uma explosão extremamente distante pode ser ouvida por quem estava mais atento. Em seguida um pequeno tremor no solo acordou aqueles que conseguiram cochilar. A população acordou eufórica e saiu nas ruas. Todos com roupas de baixo, as crianças nuas.
            Ivone levantou da cama já premeditando o que aconteceria naquele último dia de sua vida, último dia da vida na Terra.
            __ Preparem suas almas, pecadoras! __ Falou Ivone calmamente para as filhas que estavam à porta de seu quarto. __ Principalmente você, Cleide! __ Disse olhando para a irmã com um olhar ameaçador.
            Um grito estridente veio da casa de Marina.
            Na rua, Ivone foi até a porta da vizinha. A filha de Marina vinha correndo para sair de casa e gritando desesperada:
            __ O VENTILADOR SOLTOU FOGO E TÁ INCINERANDO A MINHA MÃE! ELA TÁ PEGANDO FOGO!
            Misturado ao grito de desespero da menina vinha o grito de dor de Marina.
            __ A hora chegou. __ Disse Ivone.
            Quando olharam para o céu, os moradores viram traços vermelhos muito longe que vinham em direção da Terra. Também conseguiam ver uma luminescência vermelha que começava a cobrir todo o céu com um vermelho escarlate que mais parecia sangue se espalhando pelo céu. Os primeiros meteoros, destroços do que um dia foi Mercúrio, começaram a cair destruindo algumas casas com explosões devastadoras. A correria começou, o desespero aflorou em todo mundo, menos em Ivone e em suas filhas e irmã, essas ficaram onde estavam e olhavam para o céu, uma pegada na mão da outra em um circulo de oração.
            Logo começou a cair água do céu, não exatamente água, mas lava. A cada pingo um grito de dor e agonia. Não havia mais abrigo para se esconder, as árvores começaram a entrar em combustão enquanto a chuva de fogo caía impiedosamente. Fabiana e Bianca choravam de dor enquanto a chuva quente corroia sua pele, Cleide segurava o choro e começava a perder a sanidade, Ivone continuava como uma pedra a olhar para o céu enquanto sua pele era derretida.
            __ Agora sim estamos pagando os nossos pecados! __ Dizia Ivone. __ O fogo queima o pecado. É melhor pensar assim, não é? È melhor pensar que a os assassinos vão pagar pelo que fizeram, que os estupradores vão pagar pelo que fizeram, que os hipócritas vão pagar pelo que fizeram...
            Cleide caíra no chão sem uma parte do rosto e com uma parte do cérebro a amostra, mas Ivone e Bianca não soltaram as mãos dela.
            __... os traidores vão pagara pelo que fizeram.
            __ Os falsos vão pagar pelo que fizeram. __ Disse Bianca às lágrimas e logo em seguida caindo no chão. Mas Fabiana não soltou sua mão.
            As pessoas que não foram atingidas pelos meteoros eram corroídas pela chuva e já viravam esqueletos no chão da rua. Um caldo vermelho estava sendo criado nos córregos, uma mistura de sangue e fogo, de pecado e purificação.
            __ Os invejosos vão pagar pelo que fizeram. __ Disse Fabiana. __ Os que têm Ira vão pagar pelos que fizeram. Os Vaidosos vão pagar pelo que fizeram. __ Fabiana, que já não tinha a face de um ser humano caiu no chão e se esparramou em víceras e pele. Mas Ivone continuava a segurar as mãos de Cleide, que se soltara do corpo, e de Fabiana. E prosseguia:
            __ Os preguiçosos vão pagar pelo que fizeram. Os gulosos vão pagar pelo que fizeram. Os avarentos vão pagar pelo que fizeram. Os luxuriosos vão pagar pelo que fizeram.
            Os gritos cessaram, já não havia mais ninguém vivo naquela área da cidade. A chuva aumentava de intensidade. Alguns minutos atrás outra explosão, desta vez extremamente alta. Seria Vênus que deixara de existir também? E Ivone falou pela última vez antes de cair queimada no chão alagado de lava:
            __ E eu vou pagar por tudo que eu já fiz.
           




                                                                                                                      FIM.

sábado, 20 de outubro de 2012

O Final Perfeito - Avenida Brasil

 Eu fiquei sabendo que a Carminha estava alcançando o patamar de Flora, Beijinho Doce. E estava, mas como foi que a novela acabou daquele jeito? Sem zumbis? Sem Gandalf? Sem o Nino do castelo ra-tim-bum? NÃO!! Não podia ser assim... Então eu resolvi entrar em ação de novo para colocar mais realidade, pelo menos no final da novela.
 Então, segurem o coração e embarquem numa releitura cheia de suspense, ação e aventura! A Carminha merecia mais e aqui tem uma dose do que poderia ter acontecido no último capítulo.

 OBS. Pegue um copo com água e açucar e um rivotril para casos de nervosismo com a emoção das cenas e sal para o caso da pressão baixar. ;-)




__ Quem vai morrer primeiro? __ Falou Santiago apontando a arma de Nina para Tufão. __ A dama ou o cavalheiro? Escolhe você filhinha.
                Carminha olhou rindo para os dois e pensou. Correu em cima de seu pai e deu um chute no rosto. Santiago girou no ar três vezes e caiu no chão. Carminha pegou a arma e disparou 5 tiros na cabeça do homem que vinha correndo chamando o nome de Santiago.
                __ CARMINHAAAAAAAAAAAAAA!! SUA CACHORRA ESCROTA! __ Gritou Santiago bolado enquanto se levantava.
                Carminha se virou lentamente com uma careta de raiva e apontou a arma para seu pai.
                __ Vai rolar baixaria agora. __ Cochichou Rita para Tufão.
                __ Minha filhinha querida. __ Falou Santiago carinhosamente. __ Você quer fugir sem mim, é isso, coração? O Nicolau que sabia pilotar e você estourou os miolos dele, CACHORRAAAA!! Mas tá tudo bem, amiguinha. Não seja uma topeira idiota e vadia. Não surta, sua merdinha do caraleo! A PULIÇA tá chegano, porra! Me dá essa arma, seu lixxooooooooo!!
                Carminha dá um tiro no pé de Santiago e depois mais três tiros no pescoço e um na boca. [Ela estava com o código de munição infinita do Hershel]. Ela entregou a arma para Nina e disse para Tufão: __ Corram que ele vai voltar, estamos todos com isso!
                Nina deu um tiro no ombro de Carminha.
                __ Me mataaaaaaaa!! __ Gritava Carminha no chão com o ombro sangrando.
                __ Por que você fez isso, Rita? __ Perguntou Tufão metendo o dedo no buraco feito pelo tiro enquanto Carminha gritava mais.
                __ Foi só para não perder o costume da maldade... __ Disse Nina enquanto a polícia chegava e prendia Carminha. [Santiago já se remexia no chão com os olhos revirados]
               
                No dia seguinte, na delegacia metade do elenco e o delegado conversavam:
                __ Pra que nós estamos aqui o assassino já foi preso? __ Perguntou Murici afetada.
                __ Nós precisamos chocar os depoimentos. __ Disse o delegado. __ Pois sabemos que não foi o Gandalf que matou o Max. Quero ouvir vocês novamente e chamarei aqui a Carminha para também dar o depoimento dela.
                Carminha entrou na sala e todos olharam para ela com olhares ameaçadores. Ela vinha com o ombro machucado. E ela já entrou gritando: __ FUI EU QUE MATEEEEIII O MAX!!
                __ Sente-se, cadela! __ Disse o delegado e ela se sentou. __ Vamos começar. Da última vez que Maxuel foi visto com vida, ele estava fugindo da polícia coma Nina/Rita como refém...
Flashback:
                __ Puta safada! __ Dizia Max levando Nino do castelo Ra-tim-bum e batendo com a arma na cabeça dela. O sangue escorria como cachoeira.
                __ Me solta! Me larga! __ Gritou Nino.
                __ CALABOQUI se não eu te matoo! __ Gritou Max apontando a arma.
                __ Mate essa porra! __ Gritou Nino e correu gritando por Jorginho.
                Max deu uma voadora na cabeça de Nino e ela bateu com a cabeça numa pedra e ainda foi perfurada por três parafusos no chão.

                __ Muito bem. __ Disse o delegado. __ então depois que a dona Rita se fudeo no chão, chegou o Lúcio que só fez apanhar do Max até desmaiar, confere, Lúcio?
                __ Confere, sim senhor. Eu apanhei muito e depois desmaie. T.T
                __ Certo. __ Disse o delegado sorrindo. __ Além da enxadada, Max levou uma coronhada desta arma. __ Mostrou uma arma. __ E ela tem as impressões digitais da dona Ivana e da dona Muricí. Foi a senhora, dona Ivana, que deu a coronhada?
                __ Fui eu sim. __ Disse Ivana. __ Mas eu não matei o Max.

Flashback:
                Ivana correu até onde Max estava, ele estava tentando desovar o corpo de Lúcio quando Ivana deu a coronhada de moça. Mas se virou e olhou pra ela com olhar demoníaco. E disse: __ Puta desgraçada vagabundafilhadaputasemvergonhacachorraaa.
                __ Ai, caceta! Não quero morrer! __ Disse Ivana e começou a correr com a arma na mão.
               
                __ Por que vocês esconderam a arma? __ Perguntou o delegado.
                __ A ideia de esconder a arma foi minha. Eu tava muito nervosa...__ Disse Murici. __ SE QUISEREM PODEM ME PREDER POR CAUSA DISSO. __ Gritou Murici chorando.
                __ CALMA, MURICI! PORRA! __ Gritou Tufão e ela se calou.
                __ Calma, dona. __ Disse o delegado. __ Max também estava com um corte no braço. E esta faca. __ Mostrou a faca. __ Estava na casa de Gandalf e estava lavada, mas, mesmo assim conseguimos descobrir o tipo do sangue que estava nela. Um sangue muito raro, O-.
                __ NÃO FUI EU QUE MATEI, NÃO! EU JURO! __ Disse a mãe de Lúcio [que eu não sei o nome]
                __ A senhora estava com a faca? __ Perguntou o delegado.
                __ EU SÓ ENCOSTEI NELE SEM QUERER! __ gritou a mãe de Lúcio.

Flashback:
                Ivana fugiu com aloka enquanto Max a perseguia. Quando a mãe de Lúcio apareceu pelas costas  com a faca.
                __ VOU TE MATAR, SEU DESGRAÇADO!
                E correu pra cima dele. Um segundo depois Max tomou a faca dele e disse, com a cara de cachorro doidjo: __ Você conhece essas cinco pré... predinhas, meirmão? Vamo vê quem vai matar quem, empregadinha!
                __  AIIII, CARAIIOO. ME FUDY!!!!! __Gritou a mãe de Lúcio e correu também.
                __ Max cortou o braço.

                __  Foi aí que Nino do castelo Ra-tim-bum recobrou os sentidos. __ Disse o delegado.  E viu que Max estava lutando com outra pessoa, mas não era Gandalf, pois, este ainda estava na terra média.
                __ Era eu. __ Disse Carminha. __ eu estava lutando contra o Max.
               
Flashback:
                Nina acordava quando Max apareceu rosnando com a faca na mão. Foi quando Carminha apareceu e meteu a enxada na cabeça de Max, que foi arremessado. Nina não o deixou cair no chão e também meteu outra enxada na cabeça de Max que foi arremessado novamente e dessa vez caiu no chão, mas logo ficou de pé.
                __ Acabou Maxxi __ Disse Carminha.
                __ Quer dá uma de madrasta boa agora, Carmem Lúcia? Agora eu vou até o fim. A gente veio do lixão e é aqui que a gente vai acabar, escrota desgraçada! Espere... Eu retiro o que disse. Eu... eu acho que...
                Mas Carminha meteu a enxada novamente na cabeça de Max, que caiu que nem uma jaca no chão. POFT.
                Uma luz branca invadiu o lugar e um vento sombrio começou a soprar. Era Gandalf que chegava.
                __  MATARO MEU FILHO, FOI? ELE TÁ MORTO, É? O MEU FILHO, É?__ Gandalf vinha com seus cabelos longos e brancos sendo soprados pelo vento.
                __Não teve jeito. __ Disse Carminha com as mãos na cabeça. __ Ele ia me matar!
                __ Tá tudo ok, Carminha. Vá embora daqui. RUN! RUN YOUR FOOL!
                Carminha e Nino já não estavam mais lá. Gandalf sabia que Max voltaria, pois o vírus estava em todo mundo, ninguém estava livre. Gandalf riu quando Max se levantou trôpego e com os olhos revirados arreganhando os dentes. Sua primeira refeição seria Lúcio...

               
                28 weeks later...

                Gandalf saía da cadeia. Jorginho, Nina e Betânia estavam esperando.
                __ Eu pensei que iam me fudê de novo lá dentro, gente. __ Disse Gandalf com seu cajado de dois metros de altura.
                __ Ninguém vai fudê com você mais aqui, Gandalf. __ Disse Jorginho. __ Só lá no lixão agora.
                __ Gente, eu preciso falar com a Carminha. __ Disse Gandalf.
                __ A gente te leva lá. __ Disse Rita.
                __ Mas vamos voando que é mais legal. __ Disse Gandalf que girou o cajado e todos começaram a voar dento de uma esfera de luz. Gandalf fez isso por que sabia que uma horda de zumbis iriam começar a sair da prisão a qualquer momento. A prisão que um dia seria habitada por um grupo de sobreviventes...
               
Na prisão de Carminha...
                __ Vamos embora, tola. __ Disse Gandalf para Carminha.
                __ Você tem todos os motivos para... __ Dizia Carminha.
                __ Vamos embora agora, sua tola! __ Gandalf pegou nos cabelos de Carminha e girou o cajado. Um furacão tomou o lugar matando todos e os transformando em zumbis enquanto Gandalf e Carminha voavam para o lixão.
                28 months later...

                Carminha estava catando piolho em uma menina quando Dumbledore desceu das nuvens.
                __ Você tem visita, Carminha.
                __ Quem desgraça é? __ Perguntou Carminha.
                __ Veja. __ Disse.
                Nino e Jorginho entraram com uma criança no colo.
                __ É seu neto. __ Disse Jorginho.
                __ AAAIII. AI MINHA PRESSÃO BAIXOU! __Falava Carminha tonta. __ PEGA O RIVOTRIL, VELHA COROCA! __ Disse para Magneto.

                Minutos depois.

                __ Fiz risoto de frango pro nóis cume! __ Disse Carminha. __ tudo ideia dessa aí. __ Apontou para Raiden do Mortal Kombat que sentava na ponta da mesa. Todos comeram.
                __ Você me perdoa? Depois de tudo o que eu fiz? __ Perguntou Carminha para Rita.
                __ Eu to aqui, não to? __ Disse Nino. __ E você, me perdoa?
                __ Vocês podiam se abraçar agora. __ Disse Gandalf.
                As duas se levantaram calmamente e foram ao encontro uma da outra. Ficaram se encarando por um momento quando Jorginho começou a tossir.
                __ Ai meldels, o que é isso? __ Disse ele começando a tossir sangue.
                __ QUE PORRA É ESSA, CARAIO!? __ Gritou Nina exaltada tentando segura o menino que estava no colo de Jorginho.
                Nina começou a tossir também e o sangue logo começou a sair por todos os seus orifícios.
                __ AÍ, TÔ MORRIENDO! __ Disse Nino do castelo Ra-tim-bum bolando no chão. O menino começou a chora e caiu no chão.
                __  O QUE PORRA TU FEZ, HEIN CARMINHA? O QUE FOI QUE TU COLOCOU NESSA MERDA DE COMIDA? __ Gritou Magneto tentando pegar seu cajado, mas também começou a cuspir sangue.
                __ Você também tem visita, velha. __ Disse Carminha com um sorriso no rosto.
                O pescoço de Gandalf começou a se abrir e logo Frodo apareceu com uma pequena espada cortando a carne da velha.
                Tempo depois Carminha prendeu seus novos zumbis em correntes pelo pescoço e sempre gritava para NinoZombie: __ ME SERVE, VADIA!
                Carminha pegou seu amigo Frodo e foram os dois voando para cima do estádio onde estava acontecendo o jogo do Divino Futebol Clube. A gritaria e os jorros de sangue começaram quando os zumbis invadiram o estádio devorando o que viam pela frente. Carmem Lúcia ria muito enquanto lentamente sua imagem ia congelando e ficando sem cor e umas bolas coloridas e disformes apareciam dos lados.


FIM.
               

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia das crianças na praça

 Todos os pais levaram seus filhos para a praça naquele lindo dia ensolarado. O dia seria diferente, com atrações e brincadeiras para as crianças. Todos foram muito bem arrumadas e, antes que as brincadeiras começassem, elas se postaram ao redor do grande lago que existia no meio da praça. Elas disseram para seus pais, tios e avós que fizeram uma homenagem para todas as crianças, mas acima de tudo, para os adultos.
 As crianças deram as mãos umas as outras e começaram a cantar. Os adultos ficaram olhando e ouvindo sem entender, pois era um cântico em uma outra língua. O lago começou a borbulhar e a gritaria começou quando grandes tentáculos emergiram e atacaram todos os adultos da praça. As crianças não pararam de cantar nem soltaram as mãos. Seus olhos estavam vermelhos e os rostos estavam sérios enqaunto os pais, tios e avós eram estraçalhados e puxados para dentro do lago.
 Minutos depois, quando o pânico acabou, as crianças pularam dentro do lago e não voltaram mais.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais uma com a perna quebrada kkk

 KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Eu fazia aula de natação. Aí uma aluno chegou de manhã com a perna quebrada toda engessada.
__ O que foi que aconteceu? __ perguntou o professor de natação.
Ela suspirou, uma lágrima desceu de seu olho direito, e disse que contaria tudo.
__ Eu estava com uma grade cheia de garrafas de cervejas vazias nas mãos e precisava ir entregá-la numa casa. Resolvi pegar um motoqueiro que cobrou barato pra me levar lá. Sentei na garupa e coloquei a caixa nas minhas pernas. Uns 500 metros mais a frente o motoqueiro teve um ataque epilético e nós caimos da moto. A grade caiu em cima da minha perna e eu gritei muito alto enquanto o homem se estribuchava no chão. Minha perna estava boa, só dolorida. Minutos depois ele se levantou arfando.
__ Me perdoe, moça! __ Disse o motoqueiro. __ Eu faço questão de levar você de graça pra o seu destino.
__ Eu não resisti. Estava sem muito dinheiro e ainda era muito longe. Então aceitei. Subimos na moto, coloquei a grade em cima das pernas sem forçar em cima da perna machucada. Depois de um tempo ele teve outro ataque. A grade caiu em cima da minha perna já agredida e dessa vez quebrou...
 Ela não conseguiu mais falar e ficou chorando enquanto eu, o professor e os outros alunos íamos para piscina.

 KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Diário de um Alcoólatra

 Fundo do poço. É onde Jacaré [nome fictício] está agora. Quando você pensa que o buraco chegou no final você mesmo pega uma pá e cava ainda mais. E é por isso que estou aqui hoje, para dar início a este 'diário' de um rapaz que consegue ver que está com problemas.


Vou contar, hoje, o que aconteceu sábado e você vão tirar suas próprias conclusões.Jacaré foi convidado para uma formatura, a formatura de Paulinésio [nome fictício], e resolveu comprar uma roupa bem bonita para não fazer feio na festa. Depois de tudo pronto, Jacaré foi para casa de Pedronildo [nome fictício] e esperaram Cintilda [nome fictício]. Eles foram para a festa e tudo estava como nos conformes quando Jacaré começou a tomar uns drinks. A moça do bar perguntara: __ Você que com álcool? E Jacaré prontamente respondeu: __ Com álcool não, com MUITO álcool. A mulher do bar riu já sabendo como seria o final.
 Jacaré não conhece uma coisa chamada moderação. Ele acha que tem que beber milhares de copos para poder ficar 'alto'. Mas não sabe que a cachaça leva um tempo para fazer seu estrago. O problema de Jacaré que em determinado momento de sua 'altura' sua mente apaga e ele só acorda no outro dia com a sensação de vazio no estômago e na cabeça. A ressaca moral é pior do que os sintomas da ressaca física. Alguns chamam de depressão pós-balada e outros de 'fogo no rabo'. Os acontecimentos a seguir foram relatados por Pedronildo, pois Jacaré apagou e quem ficou no seu lugar foi a pessoa que geralmente se mostra quando o cérebro [e o rabo] já está cheio de cachaça. Um lado obscuro.

 " Pedronildo disse que Jacaré começa a empurrar as pessoas. A assediá-las. A dançar de forma sensual e demoníaca. Seus olhos já mostravam ser de outra pessoa. De um desconhecido. Quando o vômito veio, depois de um tempo com pessoas o vigiando para que não fizesse uma besteira, foi que Jacaré meio que desmaiou. Disseram que ia começar a swingueira da Bahia quando Pedronildo e Cintilda perceberam que o pior poderia acontecer se aquele som começasse a emanar das caixas de som. Decidiram ir embora. Enrolaram Jacaré numa toalha de mesa e chamaram o táxi."

 Claro que já aconteceram coisas piores do que está à Jacaré. Mas esta, talvez, deve ter sido a que causou um certo desconforto em sua mente. Esta foi a vez em que ele percebeu que se continuasse assim poderia não ter mais volta no futuro. O que pode parecer uma brincadeira que ele dará risadas depois pode ser um convite para um futuro negro, sem sonhos e com cheiro de álcool.

 Jacaré lembrou, dias depois, quando a ressaca moral passou, que ele ainda tem uma chance. Ele ainda pode fazer uma escolha. Aprendera que a vida não é fácil e ela não tem pena de dar um chute definitivo em pessoas como ele. A hora chegou e talvez esta seja o último sinal. Tudo passa! Coisas boas e coisas ruins. Tudo passa. Mas tem coisas que passam uma vez para ensinar uma lição. Jacaré ficou em recuperação na matéria "àlcool" e já recebeu reforço suficiente para aprender o que é bom e o que não é quando se fala em "álcool". A prova final tá aí, Jacaré, e não haverá mais recuperação. Você vai ter que passar por isso agora.

P.S. - Jacaré foi chamado de Amy Winehouse depois deste incidente.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Turno da noite

 Manoel aguardava há mais de duas horas para ser atendido. Já anoitecera e ele já estava inquieto. A sala de espera estava começando a ficar com muita gente, o que fazia com que ele se sentisse desconfortável. Era a primeira vez que tinha ido naquela dentista. Foi até à recepcionista, que acabara de chegar e rendera a anterior para o próximo turno.
 __ Moça, a doutora Ana vai poder me atender hoje? __ Perguntou timidamente.
 __ É sua primeira vez aqui, não é? __ Perguntou a linda mulher. E antes que ele respondesse ela continuou. __ Você será o próximo, não se preocupe.
 Aliviado, Manoel voltou para seu lugar enquanto mais pessoas chegavam. Ele percebeu que para este turno as pessoas eram mais bonitas. Algumas um pouco pálidas, mas que não encobria a bela estranha de cada uma, pelo contrário, só as tornavam mais bonitas e misteriosas. Ele não conhecia nenhuma delas e não lembra de ter vista alguma pela rua.
 __ Manoel. __ Chamou a atendente. __ Pode entrar, sala 6.
 Manoel se levantou e percebeu que todos o olharam. Na verdade, desde que escurecera e essas pessoas começavam a chegar, todas o olhavam. Algumas com um traço de sorriso malicioso no rosto. O corredor era extenso com algumas portas nos lados. Deveria haver outra saída, porque todos os pacientes que entraram não voltaram pela recepção. A sala 6 era a última do lado esquerdo. Ele bateu na porta e entrou.
 A doutora Ana estava sentada em sua mesa, a mulher mais linda que ele vira em toda sua vida. O batom vermelho era a única cor que sobressaltava do branco de todo o resto da sala. O cheiro era de limpeza. Talvez rosas. Mas era muito acentuado, talvez para encobrir outro cheiro, pensou Manoel sem saber o motivo do pensamento. A sala não tinha nenhuma janela.
 __ Como vai, Manoel? __ Perguntou Ana com um sorriso.
 __ Estou bem. __ Disse meio abobalhado por ver que aquela mulher era real e falava.
 __ Esta é Marjorie, minha ajudante aqui no consultório. __ Ana apontou para o lado de manoel com um aceno de cabeça.
 Com um susto e alguns passos para o lado, Manoel percebeu que uma jovem estava ao seu lado todo o tempo, mas só agora, com o aviso de Ana, ele conseguira ver.
 Marjorie era tão linda quanto Ana e logo o convidou a sentar na cadeira onde seria atendido. Ele sentou e logo estava deitado com a boca aberta enquanto Ana inspecionava seus dentes.
 __ Vou aplicar uma anestesia, certo? __ Falou Ana preparando o material enquanto Marjorie lhe passava algo.
 A injeção penetrou no céu da boa de Manoel. ele fez uma careta e se contorceu um pouco.
 __ Logo vai passar. __ Falou Ana com um sorriso. __ Marjorie, eu vou ficar com este. Mande encerrar meus atendimentos com humanos.
 Manoel pensou ter ouvido, mas já estava com a visão escurecida e o corpo não obedecia a seus comandos. Marjorie saiu.
 __ Manoel, Manoel... __ Começou Ana a falar sorrindo com duas presas salientes. __ Você é um sortudo, sabia. __ Dos dez que atendi hoje só você será escolhido. O resto vai virar alimento.
 Manoel tentou sair da cadeira. Lágrimas desciam de seus olhos.
 Ana segurou em seu pescoço com força enquanto Morjorie voltava com a boca e a roupa branco toda melada de sangue, Manoel tinha certeza de que era sangue. Sangue de outros pacientes que não tiveram a mesma sorte que ele.

 Manoel abriu os olhos. Não sabia quanto tempo havia se passado e não lembra com exatidão do que ocorrera. Lembrava das presas. Estava numa sala totalmente branca. Estava com fome, muita fome. Sentiu cehiro de sangue. Ouviu batimentos cardíacos, mas não os seus. Eram batimentos rápidos. Sentiu cheiro de medo. Quando olhou para trás viu uma porta. Delá vinha todas essas sensações. A fome aumentou quando o cheiro de sangue vibrou em suas narinas. Com uma rapidez incrível chegou até a porta e a derrubou sem pensar, sem saber a força que tinha. Dentro da sala viu três pessoas completamente nuas, duas mulheres e um homem. lembrou de tê-los visto no consultório há um tempo que ele não sabia medir. O cheiro de sangue e o seu barulho correndo nas veias fizeram suas presas saltarem pela primeira vez.
 __ Desculpem. __ Disse Manoel.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sapatos

 Alda Lúcia foi à loja de sapatos femininos mais requisitada da cidade. Ela foi com o objetivo de apenas dar uma olhada, pois estava com muitas contas para pagar. Ao entrar, viu que havia um número alto de mulheres. "Como eu só vou dar uma boa olhadinha não va ter problemas", pensou Alda.
 Sapatos, tamancos, sandálias... Tinha de tudo. O melhor era que toda a loja estava com 50% de desconto. Alda viu um tamanco amarelo e ficou deslumbrada. "Não, com esse precinho eu não poderia deixar de levar", pensou Alda Lúcia animada. Do outro lado da loja um grito ecoou assustando vendedoras e clientes. " ESTE É MEU!", gritava uma mulher alucinada brandindo um salto alto nas mãos. "EU PEGUEI PRIMEIRO, MISERÁVEL!", gritou outra mulher tão alucinada quanto a primeira com o salto alto que completava o par.
 "Nossa, que povo sem classe. Fazer baixaria por causa de um mísero salto alto? Ainda bem que não dou tanto valor a essas coisas materiais.", pensou Alda, e pegou o seu tamanco amarelo. Percebeu, assustada, que só havia um dos calçados.
 __Moça, eu já vou levar este. Você poderia devolvê-lo pra mim? __ Disse uma senhora com o outro calçado reluzindo em amarelo em sua mão.
 __ Devolva o meu calçado agora! __ Disse Alda Lúcia com sangue nos olhos e já sem pensar direito.
 O que aconteceu a seguir não levou mais de alguns minutos, mas foi como uma eternidade de sangue e terror. As mulheres começaram a ver que várias delas estavam apenas com um calçado nas mãos, ou seja, duas ou mais queriam o mesmo par. O primeiro esguicho de sangue brotou da cabeça de uma mulher quando uma jovem enfiou um salto agulha na parte de trás da sua cabeça. Como um zumbi, esta caiu com os olhos abertos e uma poça de sangue logo surgiu no chão. Isso foi como um vírus que se espalhou rapidamente. As mulheres começaram a lutar entre si. As armas? Tamancos, saltos agulha, chineladas na cara e as unhas. Algumas usavam cintos que estavam em promoção para enforcar as outras. A gritaria atraiu pessoas da rua, que ficaram olhando da vitrine para a atrocidade que acontecia dentro da loja.
 As vendedoras tentavam bloquear a única saída da loja, uma porta automática de vidro. Algumas delas foram mortas enquanto outras pegavam pistolas e escopetas no balcão do caixa. Os tiros ecoaram, mas os gritos eram mais fortes e estridentes.
 Alda Lúcia se mostrou uma boa lutadora e assassina quando, com um tamanco amarelo, perfurou o olho da senhora que estava com o outro. Antes que a velha caísse no chão, Alda pegara o outro que completava seu par. Com as duas armas em mãos, rasgou brutalmente as barrigas de duas mulheres que vinham tentar pegar seus tesouros. As víceram e o sangue jorraram por cima dela e das pessoas que estavam próximas, mas ninguém se importou. O que importava ali eram os sapatos e nada mais. A vida não importava...
 Na entrada da loja, já com as portas quebradas, Alda teve outro desafio: passar pela gerente com uma escopeta na mão.
 __ Devolva os tamancos, sua desgraçada infernal. __ Disse a gerente ensanguentada.
 __ Venha pegar. __ Disse Alda toda ensanguentada.
 A gerente atirou quando Alda, com uma velocidade incrível atirou o tamanco amarelo, o qual acertou, com a parte do salto fino, mas não como um agulha, na testa da gerente. O tiro arrancou parte do ombro esquerdo de Alda, mas mesmo assim, esta correu, pegou o tamanco cravado na testa da miserável e saiu da loja. A vitrine já não existia mais pois várias mulheres pularam quaebrando o vidro. Várias jaziam mortos no chão e dezenas dentro da loja, onde ainda havia vestígios de lutas e tiros. Aldo se afastou da loja, calçou seus tamancos vermelhos, sim, os bonitos tamancos amarelos agora estavam banhcados com sangue e Alda Lúcia achou que o vermelho combinava mais com ela.

domingo, 12 de agosto de 2012

Um lindo passeio com os amigos

 Eu e meus amigos fomos para a lanchonete à noite fazer um lanche. Éramos Márcia, João e eu. A noite estava na mais perfeita calmaria. O dono da lanchonete nos atendeu com um sorrisão no rosto porque sabia que sempre que íamos lá gastávamos todo o nosso dinheiro.
 __ AAAAAAAAAAAAIIIII!!!! __ Gritou o dono da lanchonete. __ Mil e uma borboletas desataram a voar dentro da minha barriga quando avistei vocês, meus amores.
 O dinheiro faz isso com a gente. o ser humano é fraco e se deixa levar pelas emoções e o nome da emoção que ele estava sentindo era dinheiro.
 __ Traga logo a nossa torta e deixe de conversa. __ Eu falei.
 __ Vai ser o maior prazer da minha vida miserável servir vocês mais uma vez e sempre.
 Enquanto esperávamos, começamos a falar das pessoas. O ser humano também é assim. Precisa desabafar com os amigos falando dos outros. Tirando os defeitos de nós mesmos e os colocando em nossos inimigos. Enquanto a gente descia a madeira no povo, percebi que dentro do refrigerador as garrafas tremiam. Eu guardava um segredinho e não queria causar danos nem aos meus amigos nem à lanchonete. A verdade é que eu sou um meio demônio e havia uma besta fera dentro do refrigerador, vinda não sei de que círculo do inferno, que iria tentar me matar e a todos ao meu redor se eu não tomasse cuidado. Decidi tomar uma providência para saber se realmente era aquilo no refrigerador.
 __João, pega um refrigerante ali no refrigerador pra mim, por favor. __ Pedi.
 __ Claro, amigo. __ Respondeu João engolindo o resto do veneno que ele estava soltando ao falar do povo.
 João foi ao refrigerador e antes de abrí-lo, um machado gigante arrancou seu braço direito. Ele, pasmo, foi jogado fora da lanchonete. márcia me empurrou e começou a correr para fora do estabelecimento enquanto eu caía da cadeira. O dono da lanchonete vinha da cozinha correndo e gritando:
__ SEUS MARGINAIS! QUEREM ROUBAR MINHA LANCHONETE! MALDIT... __ Antes que terminasse as acusações, viu uma criatura metade humano metade porco saindo de dentro do refrigerador e desmaiou com um gritinho.
 Eu não queria prejudicar mais ninguém e rapidamente evoquei minha espada, que fora confeccionada com meu próprio osso. Ela saiu da minha mão e eu já senti o gosto de carnificina na boca. Meus olhos ficaram completamente negros e parti para rua.
 Vi pelo canto do olho quando Márcia passou por cima do corpo de João e correu para longe.
 O monstro de mais ou menos três metros de altura derrubou a entrada da lanchonete e veio atrás de mim. Lutamos mortalmente e matamos vários transeuntes que paravam para ver a briga. Os curiosos chegavam e filmavam algo que nunca mais teriam a oportunidade de colocar no youtube.
 Eu estava prestes a receber o golpe de misericórdia quando o mosntro ficou atordoado com um grito estridente que dizia: __ QUEM FOI O MARGINAL QUE DESTRUIU MINHA LINDA LANCHONETE?
 Neste momento aproveitei e girei minha espada com todas as minhas forças, partindo a besta caneca ao meio. O sangue me lavou por completo. Senti aquele líguido negro sendo absorvido pela minha pele. Minha espada também se alimentava do sangue. Ningue´m que viu aquilo pode permanecer vivo, logo, fui caminhando até o dono da lanchonete que pareceu perceber minhas intenções.
 __ Oi, bonitinho! Você me salvou. É meu herói. Agora eu vou fazer qualquer coisa que você me pedir. Qualquer coisa. __ Disse o ser humano que era dono da lanchonete.
 __ Que bom. __ Falei. __ Quero que você fique de joelhos aqui na minha frente.
 __ AAAAAIIIIII DELÍCIAAAA!!! __ Gritou o mundano pensando besteira.
 Quando ele se ajoelhou eu fiz um bruxaria e um buraco se abriu sob o humano o levando diretamente para o inferno. Depois dei uma passadinha na casa de mionha amigo Márcia para acertar umas contas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Dia do julgamento


Nós sabemos como é difícil. Aqui, nesta fila num salão trancado esperando o grande portão abrir, pessoas chorando e arrependidas do que tiveram que deixar para estar aqui. Não adianta mais correr, o que tinha que ser feito já foi feito, ou não. As criaturas estão lá fora, famintas por carne, insandecidas para entrar aqui. Alguns amigos ficaram para trás. Não tiveram a mesma sorte que eu ou não foram tão competentes? Guardo meu arrependimentos como guardo velhos amigos, será que foi o certo a fazer para poder entrar aqui na fila e não ser deixado para trás num mundo onde parece que os mortos resolveram sair para brincar? Acho que hoje vou enterrar meus problemas, todos eles e talvez olhar em para o passado, que eu não consigo deixar para trás e, mais uma vez, uma última vez, pontuar os meus erros e infelizmente não saber observar também os acertos que eu acho que foram tão poucos. A fila é imensa, mas não tão imensa quanto o número de criaturas que estão do lado de fora. Sorte ou Competência? Dizem que é sempre mais escuro antes do amanhecer, cansei de ser tão pessimista e passei, antes de entrar na fila, a acreditar nisso. Primeiro me forçando a acreditar, depois fui me acostumando com a ideia e logo percebi coisas na minha vida que pensei não ter solução e, como num passe de mágica, se resolveram. Esperar resolver era uma martírio diário, quando passou, pareceu uma lembrança de outra vida. Quando o portão finalmente se abre, a fila começa a andar devagar e fico pensando se é uma segunda chance que estou recebendo e se vou agarrá-la ou deixá-la passar, estou pronto para sofre de novo e também estou pronto para ter mais esperança do que dor. Estou pronto, mesmo sem querer, para estar certo de encontrar o céu em mim e depois perceber que isso só me fez encontrar o inferno. Será que era por isso que eu sempre me machucava pelas coisas que eu fazia e também me machucava pelas que eu não fazia? Tenho a mania de carregar esse fardo comigo... meu coração deve ter sido um fardo também porque sempre preferi manter meus problemas por perto mais do que um amor, mas, certo tempo o amor me fez ver as coisas diferente para depois me deixar devastado. Por que inferno eu deixo isso acontecer comigo? O mundo acabou. Nós acabamos com o mundo. Fico com medo de ter outra chance, de viver tudo de novo e ver que não vai ser diferente, mas vou entrar naquele portão com o pensamento que me fez superar várias desilusões: é sempre mais escuro antes do amanhecer, e hoje está uma noite muito, muito escura...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Noção

uns tem e outros não.

 Tem um tempo que não apareço por aqui e agora tudo mudou. Que mundo brincalhão, não é? Voltei aqui porque passei um tempo observando seres que me chamaram a atenção: os sem-noção. Percebi que estamos cercados por seres que não sabem se comportar de maneira humana entre as outras pessoas, que não percebem que cabe mais gente aqui neste mundão [cabe?] e que acham que tem uma porra maluca de um rei na barriga. Um sentimento permeia a minha mente mas eu não sei explicar qual é, pode ser até um novo.

 Pois bem, vamos aos fatos: Essas criaturas não sabem o significado de discrição, chegam gritando o que não se deve na hora e no local menos propício. Mas como um ser não sabe discernir um momento de contar um segredo, por exemplo, com um momento de falar a merda de sempre? COMO?? POR FAVOR!!
 Eu vejo os raios verdes da inveja nos olhares de quem não tem noção das coisas. [sem mais neste ponto]
 São egocêntricos. PUTA MERDA! São os mais inteligentes [¬], os mais belos(as) [¬¬], os que tem as melhores ideias e todos tem que ouví-las [¬¬¬], os mais fantásticos!! [¬¬¬¬]. E todos tem que ouvir suas conversar interessantíssimas pra cacete.

 Eu gostaria de saber o que passa na cabeça de seres assim. Que falam merda de mais. Quando eu digo isso não é que sejam piadinhas sem graça, não, piadinhas sem graça eu vejo no facebook e dou risada, muita risada. A merda que eu falo é coisa que não tem função nenhuma, nem de fazer graça nem de fazer nada. É como se falassem por falar. Falta o bom senso. É isso que falta. Quando fizeram as fichas dessas criaturas esqueceram de colocar bom senso.

 Falar quando não deve, o que não deve, onde não deve e para quem não deve. Perguntar coisas inúteis ou muito indiscretas para pessoas estranhas. Fingir ser o que não é pode ser um traço. Gastar o que não pode para fingir ser rico é coisa que se faça. Eu acho que não. Isso é não ter noção do que é o mundo, do que são feitas as pessoas [de açucar?] e do que espera o futuro.

 Conheço muita gente sem-noção e fico esperando que elas aprendam com seus erros, mas parece que não está surtindo efeito. E assim, o que esperar dessa nova geração? Será que a criança vai crescer para ser uma porta?

Bom, espero não ter sido careta de mais... Estou ficando velho e vejo que perdi um bom tempo com pessoas que não me completam em nada [isso foi super romântico] e só falam merda, porra!
Será que isso tudo teve noção? Eu não sei...