quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ela não leva desaforo pra casa

Amandinha era uma menina destemida e que não levava desaforo pra casa. Na hora do intervalo, na faculdade, conversava com um amigo e falava, indignada, da candidatura de uma colega de curso para o cargo de presidente de formatura:
__ Eu não acredito que a vagabunda da Sibele vai se candidatar! Ela é muito inexperiente. Uma cachorra, baixa e metida.
__ Ela só quer fazer isso por modinha. __ Disse o amigo para incrementar a discussão.
__ Essa vadia vai acabar destruindo a formatura. Desgraçada do caralho!
__ Calma, Amandinha. A Sibele pode ouvir.
__ Eu não tenho medo daquela piranha do rabo amassado. Prostituta sem cabaço e da cabeça de cacete.
__ Ela tá aí atrás de você. __ Disse o amigo se levantando.
Amandinha não teve tempo de se levantar, pois Sibele estava no ar com os dois pés que atingiram Amandinha na face. As cadeiras e mesas foram jogadas para os lados e a galera cercou as duas para que nenhuma fugisse da briga.
__ Cacete é o que você vai levar agora, cachorra! __ Bradou Sibele.
A luta continuou com muito sangue.

...

Ao chegar em casa toda arranhada e sangrando, Amandinha foi recebida pela mãe.
__ O que porra foi isso, hein Amandinha?
__ Eu peguei uma briga. __ Disse Amandinha chorando.
__ Você já sabe o que acontece quando vem "apanhada" pra casa, né?
__ Eu apanhei, mas quem ganhou a briga fui eu. __ Disse Amandinha limpando as lágrimas.
__ PROVE! __ Gritou a mãe dela.
Amandinha rapidamente abre a mochila que trazia nas costas e de dentro tira a cabeça de Sibele. O rosto estava completamente arranhado, as orelhas tinham sido comidas até a metade. Os olhos não existiam mais e em vários pontos de sua cabeça não havia mais cabelo.
__ Tá bom, minha querida. Vá repousar então. __ Disse a mãe de Amandinha e fechou a porta depois que entrou em casa.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Z o M b I e S


Eu não acredito que está acontecendo!!! Eu não consigo acreditar!! Agora mesmo acabou de ter um apagão da boba serena aqui na minha cidade. Eu estava em casa e o silêncio era total. Minha família não estava em casa e o silêncio era absoluto, como a Stephany. Fui para a porta de casa ver se o apagão foi geral ou só na minha rua. É, o apagão tinha sido geral, só a luz da lua iluminava um pouco. Algumas pessoas corriam na avenida, mas estavam cambaleando, achei estranho, mas não dei importância, cada um tem o seu jeito peculiar de correr, não é mesmo? Vi uma pessoa se aproximando de mim na escuridão, parecia ser meu vizinho. Soltava alguns sons estranhos, achei que estava bêbado, mas não! NÃO!!!! ELE NÃO ESTAVA BÊBADOOOOOO!!! OMG!!!
__ Boa noite, vizinho. __ Falei cordialmente.
__ AAArrrrggghhhh. __ Ele respondeu se aproximando de mim cambaleando. __ Cééérebroooo.
__ Tá doido, caceta? __ Falei o empurrando.
Ele caiu no chão e logo começava a se levantar. Eu o ajudei a ficar de pé.
__ O que porra você tem? __ Perguntei.
Novamente ele veio com uns sons estranhos e depois falou Céééérebroooo.
Peguei meu celular lanterninha e "alumiei" a cara dele com a lanterna.
NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!! Foi a coisa mais repugnante que eu vi na minha vida toooooddaaaaaa!!!
O rosto dele estava todo carcomido. Faltava um olho e a boca estava sem os lábios só mostrando os dentes sujos de sangue. E a pele estava cinza. Ele estava MORTOOO!! ELE ERA UM ZOMBIE!!! Parei estarrecido enquanto ele vinha na minha direção tentando comer meu cérebro. O empurrei de novo e corri pra dentro de casa. Vim para o computador. E estou passando a informação do que está acontecendo. A PORRA DA INVASÃO ZOMBIE COMEÇOU!! CORRAM PARA AS COLINAS!


Continua...