domingo, 24 de abril de 2011

O que fazer da vida? Vol. II [4 anos depois]

Tive uma surpresa quando fui ver o post que eu tinha escrito em 2007 sobre o que fazer da vida e vi vários comentários e depoismentos de um monte de gente que tava na mesma situação que eu. Hoje, 4 anos depois eu resolvo colcoar aqui as mudanças que ocorreram...

Na verdade não mudou nada na questão de se saber o que fazer da vida... Eu fiz quatro cursos superiores [Letras, Terapia Ocupacional, Jornalismo e Administração], não terminei nenhum e agora estou cursando Arquitetura e Urbanismo, não sei se é o que eu quero... Estou no 6° período [são 10] e já pensei em desistir várias vezes para fazer outro curso [Educação Física]. Para algumas pessoas isso é algo incrível [¬¬], para mim isso é pancada no meu cérebro, o que me deixa mais alucinado. Não tenho perspectiva do amanhã, se é que vocês me entendem...

Gostaria de dizer que nesse tempo eu consegui focar em algo, mas não. Já tentei aprender a tocar violão, gaita, guitarra, flauta, bateria e agora estou tentando aprender a tocar violino. [Até quando, né?] Minha inconstância acaba comigo de vez em quando. O redemoinho de sentimentos passa pela minha mente e toma forma no meu corpo e nas minhas ações por segundos, às vezes horas e até dias... E eu fico como no meio dessa bagunça na minha cabeça? Fico a mercê de mim mesmo? Loucura... Isso me deprime, mas ninguém sabe, porque ninguém consegue ver dentro da minha cabeça. Acho que se conseguissem, ficariam insanos, like me. Se o meu problema fosse uma perna ou um braço quebrado, seria tão mais simples, porque eu saberia que ia passar...

Eu tinha meus amigos imaginários, mas disseram que eles me faziam mal [e eu achava que não] então eu os matei... Agora estou só.

Estou mais certo de que sou um robô. Não consigo nutrir um sentimento chamado de amor. Acho que já comecei a sentir uma fagulha do que ele poderia ser, mas passou tão rápido quanto apareceu. Bom, sobre isso não tenho muito o que falar já que não sei tanto sobre o assunto. Na verdade eu não sei tanto sobre nada... [tudo bem que isso é uma fase, mas eu já tenho uma certa experiência com ela, porque ela vem e vai com uma certa frequência, já estou me acostumando, ou não...]

Sabe o que eu faço quando não sei o que fazer da vida? Eu escrevo histórias... Acho mais fácil criar personagens que tem um futuro certo [se bem que os meus sempre tem um futuro sombrio pela frente]. Tenho alguns prontos e pronto... Faço planos para o futuro, mas esses planos sempre mudam. Já pensei besteira... = - ( Eu disse, no antigo post, que a loucura vem devagar pra tomar um cafezinho e depois tá morando com você... Ela está morando comigo já.

E depois de tudo isso eu ainda tenho esperança de conseguir fazer alguma coisa que me agreda na vida. De que no futuro eu possa passar um dia inteiro do mesmo jeito, sem oscilar tanto...

Sou um babaca mesmo. Um robô babaca, bipolar e depressivo... Pronto, falei!

@ -> Não venham me culpar se amanhã eu acordar rindo feito um maluco e ignorar tudo que eu escrevi aqui hoje, sou um robô, mas continuo sendo tão falho quanto um humano... desculpem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

I'm alive

Sim. Estou vivo. Mas, ultimamente, tenho me sentido como um robô... Até para escrever tá complicado.
Descobri que meu coração é um chip de celular e meu cérebro um disco rígido... às vezes tenhos umas imagens na minha mente [disco rígido] que me fazem pensar ser outra pessoa, ou outro robô. Acho que peguei um vírus.
Passo o tempo observando seres humanos pela rua e numa dessas observações um deles tentou me roubar. Ele chegou e disse:
__Mano, tu tem um real pra "mim" dá?
__ Tenho não __ Respondi automaticamente.
__ A tua casa é perto daqui pra tu "mim" dá água? __ Ele perguntou já se alterando.
__ Não, é lá em cima. __ Respondi.
__ Óia, bixo, quando chegar ali na esquina tu vai "mim" passar o aparelho celular. E se tu gritar ou entrar em alguma loja eu te encho de bala.
__ E é? __ Perguntei. Não senti nada na hora. Tirei meu celular e comecei a digitar números.
__ Pra quem tu tá ligano, bixo? __ Disse o ser humano já começando a correr.

Eu não estava ligando pra ninguém. Isso aconteceu 11 horas da manhã. O ser humano estava visivelmente dorgado. E depois eu senti vontade de matá-lo.
E eu sei que tem algo realmente muito estranho comigo para que eu esteja pensando que sou um robozinho, mas por enquanto tá tão legal. É como se eu estivesse postando isso da minha mente [disco rígido]...
O problema para um robô, assim como para um zumbi [vejo muitos zumbis], é que nós não sabemos manisfestar nossos sentimentos. Aí vem a pergunta: E desde quando um zumbi ou um robô tem sentimentos? Bom, eu não sei, ora. Tá bom... Tchau...