sábado, 29 de maio de 2010

Subterfúgio

Fui numa loja de roupa aqui da cidade fazer umas compras com minha irmã. A loja era de um tamanho médio, podíamos circular livremente sem problemas. Havia alguns balcões no meio da loja onde se encontravam carteiras, cintos, relógios, etc. As roupas ficavam nas laterais da loja, femininas do lado esquerdo e masculinas do direito. No fundo havia um balcão de pagamentos onde um senhora permanecia sentada enquanto dois atendentes, Raquel (Loira de cabelos cacheados) e o Paulo (Também loire, magro). Raquel veio nos atender bem sorridente enquanto Paulo ficava no vácuo. Provamos as roupas e nos decidimos, Raquel nos mandou ir para a caixa e pagar. Fomos. Nos sentamos nos bancos e a senhora, também muito sorridente, começou a processar as peças no computador.
Um grupinho de quatro rapazer entrou na loja. Raquel mudou a postura, ficou meio assustada. Talvez pelo fato dos rapazes estarem usando roupas um pouco velhas (algumas rasgadas) e estarem cheirando à álcool.
__ Paulo, auxilie aqueles rapazes, por favor. __ Disse Raquel olhando de soslaio para os rapazes.
__ O que desejam, amigos. __ Perguntou Paulo sorridente aos rapazes.
Enquanto a senhora fazia a conta, olhei para minha irmã e ela olhou pra mim. Tudo aconteceu muito rápido depois disso. O Grito de Paulo sendo alvejado e o som dos tiros ecoaram por toda a loja e fora dela. Raquel vinha correndo desesperada com o horror estampado na cara. O rosto dela estava tão contorcido em desespero que isso me assustou mais do que os tiros. E antes dela morrer ela gritou de uma forma que eu não imaginaria que um ser humano conseguisse gritar.
__ OS PORRA DOS MANO TÃO PIPOCANO AS TRETA TUDO, GORETE! É BALA NOS PEITO E CHUMBO NA TINTELA, CARALHO! __Gritou Raquel e logo em seguida foi alvejada na cabeça.
Quando eu me virei para a Gorete, a senhora que estava no caixa, uma coisa completamente estranha estava acontecendo. Gorete estava sendo envolta por uma armadura mecânica branca. Seu rosto mostrava ansiedade e ela apertava um botão ferozmente. Os tiros se espalhavam pela loja, parecia que um deles estava com uma submetralhadora. Fui atingido na perna e caí no chão. Minha irmã já havia corrido não sei pra onde, talvez estivesse escondida em um provador. Gorete estava completamente envolvida pela armadura futuristica branca, parecia uma astronauta metálica. Logo ela começou a voar, quebrou o teto e foi embora.
Os ladrões correram. Foram atropelados por um caminhão que passava pela rua em alta.
Esperei o socorro chegar. Minha irmã não foi encontrada. Não sei onde ela se meteu... Desconfio de alienígenas.

2 comentários:

Rodolfo op's disse...

Sempre acontece algo inesperado nesses locais, roupa metálica branca?? Queria saber o que mais uma pessoa poderia enventar em tão pouco tempo?rsrsrs.

Rodolfo op's disse...

Corrigindo meus erros a palavra é "inventar" e não "enventar"!