sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu vejo assim...

Bom, vou relatar o que aconteceu quando eu fui para o cursinho um dia desses... Eu ainda fico me perguntando se foi real ou só a minha imaginação, mas vamos lá:

*Quando tocou o final da aula e eu ia saindo pelo portão uma menina que estuda comigo veio correndo doida com um copo de plástico na boca. Ela gritava desesperada por não sei o quê. Ela se chocou contra a parede e quase engoliu o copo todo.
*Outro que estuda comigo estava conversando com um homem, que estava dentro do carro, como se fosse uma garota de programa.
*Lá fora tinha mais gente. Um menino passou, subiu na moto, olhou para nós e gritou alto e forte: TCHAU, AMIGUINHOS DO BEM!
*Havia um carro balançando em frente ao portão, havia pessoas dentro... (...)
*Depois começou um tiroteio e todo mundo saiu correndo.

E foi isso...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Gzuiz

Gente?
A notícia é bombástica... Mas é verdade... Estou a sentir falta de algo maior e mais poderoso que eu, estou a sentir necessidade de saber que existe algo maior nesse mundo, não consigo lutar com minhas próprias forças... Acho que estou precisando de Deus (mesmo sabendo que nunca deixei de acreditar nele), mas não sei como explicar, eu me senti sozinho demais, fraco demais, preciso me apegar a algo.


Na minha vida já passei por muitas religiões diferentes, já frequêntei ou estudei várias delas: católica, evangélica (Maná e Universal), Umbanda, Espiritismo, Bruxaria...

Bruxaria não é religião, mas foi uma forma que encontrei de me aproximar com o divino, o inexplicável. Nada como a velha e boa magia branca... hehehe. O contato com a natureza me ajudava. O contato com Deus ajuda a todos, não é isso? Sem importar a forma que você faz para encontrá-lo.

Deus é meu amigo. Eu encaro assim. É a melhor "pessoa" em quem confiar. Os melhores conselhos, mesmo que você não queira segui-los. Não é preciso ter medo dele, ele só ajuda. Grande Brother! E agora eu quero dar rumo novo pra minha vida [não vou mudar o jeito que eu sou], só quero ter um chão, ter a certeza de que algo melhor nos espera, saber que toda a dor que a gente passa, todos os problemas terão o fim. Claro que eu ainda quero soltar bolas de fogo e voar, no decorrer do caminho eu tento aprender.

Bom, foi o que passou pela minha cabeça. Quero uma paz de espírito seja em que religião for [ou não religião].

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ficha suja

Eu vivo pensando na morte direto... Quando eu não consigo o que eu quero uma leve foice passa perto do meu pescoço e eu penso em fazer alguma coisa (pular de um prédio, me esfaquear, um tiro na cabeça, auto-imolação...). Pois é, é uma fraqueza pesada que eu tenho na vida.
Em geral tudo é alegria, meu rosto só aparenta o que os outros querem ver. Como se eu fosse um brinquedo...

Não tenho rumo certo. Quando eu acho que estou fazendo uma coisa que dará um futuro bom, logo mudo de ideia e faço outra coisa, começo do zero, acabo com o que eu estava construindo. O fogo caótico me consome e eu tenho vontade de morrer... Ainda não sei o que é Amor e insisto em pensar que ele não existe porque eu não me considero uma pessoa normal. Eu não me considero nada... Não gosto deste mundo, na maioria das horas eu não vivo nele. Na maioria do tempo eu não estou aqui. Na maioria das horas eu penso em voltar de onde vim...

Os remédios me fazem dormir e eu agradeço por isso. É bom saber que vou passar um tempo longe de tudo, até dos sonhos. Às vezes só espero o tempo passar para que tudo acabe logo, às vezes não. Minha cabeça gira e eu não sei mais o que fazer.

O meu rosto mostra apenas o que os outros querem ver...

domingo, 29 de agosto de 2010

Abstrações

Agora que eu vejo o que eu sempre fazia (e continuo fazendo) com o mundo ao meu redor: Eu abstraio. Já vou dizendo que é complicado explicar...
Abstrair é mais ou menos o seguinte: é você enxergar uma situação (ou qualquer outra coisa) de um jeito só seu. Imaginário. Só perceptível para você. O problema é quando você se dá por canto (ou alguém diz pra você) que você está num mundo completamente fora da realidade, como falei certa vez no castelo de ar. E quando chega nesse ponto fica meio complicado voltar para o mundo real (eu ia chamar o mundo real de maldito...). É muito bom abstrair. É muito bom viver num mundo só seu, mas é errado, como todas as coisas boas são erradas (algumas, para não generalizar). E vai muito mais além. Eu escrevi agora porque meus amigos imaginários pediram...

Falando nisso, vou ter que matá-los. Estou triste quanto a isso, e eles também [rs]. Mas parece ser a coisa que tenho que fazer. Vou escrever um livro em memória deles, enquanto os mato, e eles vão me ajudar, como sempre.


Pronto, falei!

sábado, 14 de agosto de 2010

Conto rápido - A mulher de branco

Márcio estava em frente a porta do banheiro feminino onde tinha a seguinte frase:

"Cuidado! Pergunte antes se a mulher de branco está."

__ Quem tá aí? __ Perguntou Márcio.
__ A mulher de branco. __ Disse uma voz feminina.
Para confirmar, Márcio entrou no banheiro.
Viu um corpo em pé, o corpo de uma mulher loira vestida num vestido branco e totalmente ensanguentada. O rosto era uma mistura de carne, cabelos e dentes. Os pés não tocavam no chão, e sim ficavam levitando a poucos centímetros.
Márcio desmaiava enquanto ela estendia seus braços quebrados para abraçá-lo para sempre.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Jogos Mortais VII 3D Versão Twitter

Minha idéia simples e psicótica, caros amigos, é criar um jogo inteiramente mental. Loucura? SiM! MuaHAUhauhAUhUAhuahuHAuhauhU!!! venham ser loucos comigo!! Vai ser divertidooo!!

Vamos ao jogo!



Quero testar a nossa capacidade criminal & psicótica, claro, assim como nossa criatividade [que bem canalizada pode destruir coisas e pessoas] para criarmos armadilhas "imaginárias" para vítimas "imaginárias". [Gente, é tudo imaginário mesmo, não façam em casa]. Usaremos também, além da página de comentários, o Twitter, a nova mania da garotada que também me pegou de jeito.

Quem não tiver twitter pode mandar as idéias para cá mesmo, nos comentários gritados da galera mais amada do Brasil e do mundo e das Galáxias e de tuuuuuudo mais!

Quem tiver twitter, primeiro me sigam (http://twitter.com/junior_desenho), por favor. Depois manda um recadinho com a tag #JMVII (JogosMortaisVII) com sua idéia e sua vítima. A vítima pode ser um vizinho, um "amigo", um ex-namorado (a), ou quem você quiser ver se divertir numa armadilha bem legal.

Pessoal, as armadilhas tem que dar a chance da pessoa sair com vida. Mutile, decepe, queime, faça o que sua imaginação doentia quiser, mas dê a chance da pessoa aprender algo com sua maldade, ok? [Mas se ela se recusar a fazer o que a armadilha pede em alguns minutos ela morre eletrocutada, que legaaallllll!!!]
Ahh, se vocês não quiserem fazer a armadilha, manda só a vítima pra mim que eu faço uma bem especial, ok criançada bonita? Let's Go To The Party!!

Vamos a um exempl legal?
Vocês gritam : VAMOOOOOOOOSSSS!! \o/
Então vamos! --->

Vou criar uma caneta que gruda na mão e pega fogo, o fogo só pára quando a pessoa escrever e gastar a tinta toda. Se passar 1 minuto e não acabar ela explode.

Vamos gritar um viva bem alto?
Vocês gritam --> VIVAAAAAAAAA!! \o/

Isso vai ser uma delíciaaa!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo

Não é fácil falar sobre amizade, às vezes você passa anos para considerar uma pessoa como "amigo", outras você só precisa de um olhar e já sabe que seu espírito e o da outra pessoa são compatíveis. Por que eu disse que não é fácil falar de amizade? Bom, porque não é fácil falar de espírito. São entimentos que beiram a loucura [porque eu gosto muito de falar em loucura], e beiram a loucura porque Erasmo de Rotterdam no livro "Elogio da Loucura" exemplifica direitinho como uma amizade é "louca" em vários sentidos.

O mundo conspira para que espíritos compatíveis se encontrem, sejam eles na família (irmãos e irmãs) sejam na vida (os amigos). Os espíritos compatíves tem uma sincronia que já pode ser percebida no primeiro encontro ou só com anos depois. Na era da tecnologia, os amigos virtuais são tão importantes como os "reais" [já que os virtuais também existem em algum lugar]. Creio que espíritos não tem essa classificação, eles só são compatíveis ou não, sem importar a distância.


A sensação é inexplicável, o amor compartilhado é como alimento para o corpo e para a alma. É uma amor que apesar das brigas, dos chutes, dos cabelos arrancados, dos murros na cara e do sangue derramado, no final o amor persiste! O amor, às vezes, vem na tapa na cara, na dor cruciante de um chute na virilha ou no puxão de cabelo. Não importa a forma que se é passado, o que importa é que seja amor! [será que peguei pesado?]

Eu vejo a amizade como um grupo de super-heróis que se unem para combater alguns inimigos, os inimigos são a tristeza, a solidão, etc. Os heróis destroem os inimigos. A alegria vence a tristeza e os espíritos fazem a festa. Não vou falar nos inimigos que se disfarçam de amigos porque estes tem um lugarzinho especial no inferno e para mim, saber disso me alivia. (6)

AAhhh, como é bom ter amigos! Em bons e maus momentos. Tudo é aprendizagem para o espírito. Eu levo meus sentimentos no olhar [a janela da alma] e agradeço a vocês, meus amigos [todos, os amigos do mesmo sangue (irmãs), os amigos de sangues diferentes (mas de espíritos compatíves), os amigos virtuais (de números binários compatíveis) e aos amigos que ainda vou conhecer...], agradeço a todos por poderem ler os sentimentos que passo com meu espírito sem precisar falar uma palavra, só com o olhar.

Precisando de mim, gritem, porque eu já chego na voadora com os dois pés! ;)

Hoje vai ter trio Elétrico -->

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Esfera


Vamos imaginar assim - se é que eu estou só imaginando mesmo: Você está dentro de uma esfera, não o seu corpo físico, mas só a sua mente (o que você é de verdade). E de onde você está dá pra ver o mundo aqui fora de vários aspectos diferentes, como se essa esfera fosse pintada de várias cores e cada cor fosse um aspecto (Ex.: Os aspectos podem ser emoções, alegria, tristeza, ódio, melancolia, etc.). A esfera normalmente tem um ciclo de rotação determinado, para que seu espírito passe por cada aspecto numa hora determinada da vida... O que acontece comigo agora? Acontece que a esfera na qual eu estou está girando descontroladamente e eu estou vendo várias cores passando diante de meus olhos de uma maneira caótica e desumana...

O meu corpo aqui fora parece normal, mas dentro da minha mente as coisas estão girando sem controle. A minha esfera se descontrolou e eu já não sei em que aspecto estou agora e em que aspecto estarei daqui a cinco minutos. Não é esquisito? A esperança e a desilusão passam na minha frente de maneira quase imediata e da mesma maneira dão lugar à alegria e à tristeza. Como eu posso processar na minha mente sentimentos tão distantes uns dos outros no mesmo tempo?

domingo, 4 de julho de 2010

[Re]Contruindo um castelo de Ar na minha mente

As vantagens são muitas, você o constrói da maneira que bem entender, vive nele da maneira que bem quiser e chama pra morar com você quem você gostar.
O meu castelo já estava pronto, já bem moldado, faltavam alguns detalhes, mas que eu sabia que logo deixaria do jeito certo pra mim. Ele era imenso, não que isso importasse, mas era onde eu me refugiava sempre que algo saía dos eixos. Era onde eu buscava forças pra continuar no mundo material e de onde eu puxava energia pra sempre continuar sorrindo. No meu castelo eu fazia o que eu queria, porque ele era meu. Ele voava alto, alto e mais alto do que qualquer nuvem.


Só que eu passei tanto tempo dentro dele sem me importar com o mundo aqui fora, que quando me dei conta, percebi que meu castelo estava no chão, perto das coisas normais... Tinha perdido toda sua altitude e estava praticamente destruído. Quando percebi isso entrei em desespero e tudo à minha volta não importava mais. Minhas perspectivas haviam sumido sem que eu percebesse, assim como meu castelo tinha se desfeito sem que eu desse conta. O meu baluarte estava desfeito e eu estava vulnerável para a vida. Meus sonhos se esvaíram como se eu tivesse me traído...

Vi coisas que eu não queria ver e escutei vozes (tão parecida com a minha) que eu não queria ouvir me mandando fazer coisas que eu não gostaria de fazer. A vontade de viver ficou submissa à alguma coisa que não sei explicar. Caí dentro de um buraco negro, meu castelo já destruído e eu sem conseguir enxergar um palmo a minha frente. O medo ficou do meu lado me impedindo de fazer qualquer coisa... Algumas criaturas tentam me ajudar e eu aceito a ajuda, não é momento de ser orgulhoso. Nunca fiquei tão próximo da realidade, a visão apocalíptica do que é ser normal me aflinge como nunca.

As minhas forças estão, aos poucos, retornando. O medo de não voltar a ter meu castelo está me fazendo reagir. Pensar que eu não tenho mais nada a perder já não faz sentido. Eu quero ter meu castelo de volta e tudo o que tinha dentro dele.

Eu estou o reconstruindo, lentamente, mas estou. E vou fazê-lo melhor que o outro, com algumas modificações que este período de normalidade está me fazendo aprender à força. Nada vem sem um ensinamento, por mais doloroso que seja e por mais que pareça que não vai passar... (foi o que me disseram)

sábado, 26 de junho de 2010

Depressão é tão triste...

Mas não precisa ser triste pra todo mundo, não é!?




Eu quero voltar ao normal logo... :(

sábado, 29 de maio de 2010

Subterfúgio

Fui numa loja de roupa aqui da cidade fazer umas compras com minha irmã. A loja era de um tamanho médio, podíamos circular livremente sem problemas. Havia alguns balcões no meio da loja onde se encontravam carteiras, cintos, relógios, etc. As roupas ficavam nas laterais da loja, femininas do lado esquerdo e masculinas do direito. No fundo havia um balcão de pagamentos onde um senhora permanecia sentada enquanto dois atendentes, Raquel (Loira de cabelos cacheados) e o Paulo (Também loire, magro). Raquel veio nos atender bem sorridente enquanto Paulo ficava no vácuo. Provamos as roupas e nos decidimos, Raquel nos mandou ir para a caixa e pagar. Fomos. Nos sentamos nos bancos e a senhora, também muito sorridente, começou a processar as peças no computador.
Um grupinho de quatro rapazer entrou na loja. Raquel mudou a postura, ficou meio assustada. Talvez pelo fato dos rapazes estarem usando roupas um pouco velhas (algumas rasgadas) e estarem cheirando à álcool.
__ Paulo, auxilie aqueles rapazes, por favor. __ Disse Raquel olhando de soslaio para os rapazes.
__ O que desejam, amigos. __ Perguntou Paulo sorridente aos rapazes.
Enquanto a senhora fazia a conta, olhei para minha irmã e ela olhou pra mim. Tudo aconteceu muito rápido depois disso. O Grito de Paulo sendo alvejado e o som dos tiros ecoaram por toda a loja e fora dela. Raquel vinha correndo desesperada com o horror estampado na cara. O rosto dela estava tão contorcido em desespero que isso me assustou mais do que os tiros. E antes dela morrer ela gritou de uma forma que eu não imaginaria que um ser humano conseguisse gritar.
__ OS PORRA DOS MANO TÃO PIPOCANO AS TRETA TUDO, GORETE! É BALA NOS PEITO E CHUMBO NA TINTELA, CARALHO! __Gritou Raquel e logo em seguida foi alvejada na cabeça.
Quando eu me virei para a Gorete, a senhora que estava no caixa, uma coisa completamente estranha estava acontecendo. Gorete estava sendo envolta por uma armadura mecânica branca. Seu rosto mostrava ansiedade e ela apertava um botão ferozmente. Os tiros se espalhavam pela loja, parecia que um deles estava com uma submetralhadora. Fui atingido na perna e caí no chão. Minha irmã já havia corrido não sei pra onde, talvez estivesse escondida em um provador. Gorete estava completamente envolvida pela armadura futuristica branca, parecia uma astronauta metálica. Logo ela começou a voar, quebrou o teto e foi embora.
Os ladrões correram. Foram atropelados por um caminhão que passava pela rua em alta.
Esperei o socorro chegar. Minha irmã não foi encontrada. Não sei onde ela se meteu... Desconfio de alienígenas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Falando sozinho...


Hoje eu fui de moto para a faculdade, logo de manhã, e percebi duas senhoras, em locais diferentes, que estavam falando sozinhas, ou melhor, eu não vi ninguém conversando com elas, mas como eu também tenhos duas pessoas com as quais converso e as pessoas não veem, então não posso julgá-las...

O que me emocionou foi a espontâneidade que elas tinham na conversa, gesticulavam, sorriam e caminhavam na brilhantina da vida [não sei porquê escrevi isto...O.o]. Uma estava na rua, numa parte comercial da cidade. Um senhora de vestido rosado e cabelos brancos que esvoaçavam ao vento. A outra estava já numa parte mais rural, na beirada da pista, não era tão senhora. Tinha os cabelos crespos e esta, quando passei na minha moto [O nome da minha moto é o de um pokémon e eu esqueci agora...] na maior velocidade, sorriu para mim. Bom, meus amigos, que vinham voando do meu lado, disseram que ela e apessoa com a qual conversava sorriram para eles dois e não para mim...

Então me perguntei o que leva a uma pessoa começar a conversar com seres imaginários... Eu ainda não sei o que me levou a fazer isso. Talvez a terapia ajude a descobrir... Mas e quem não pode fazer terapia? Será que meus amigos imaginários ficaram para sempre comigo? São tantas perguntas que rondam minha mente confusa... :s

terça-feira, 18 de maio de 2010

Além do Arco-Íris

O ônibus da passou pela universidade e vários alunos subiram para voltar para a cidade e, em seguida, para suas casas. Havia chovido pouco tempo antes, mas agora o sol já brilhava um pouco. Como sempre os universitários vinham conversando alegremente uns com os outros. No ônibus, uma alegre música tocava dando um fundo musical desinibido.
Um estudante que estava no lado da janela viu um grande e bonito arco-íris que se formara de um lado ao outro da pista em que o ônibus passava.
__ Que lindo arco-íris. __ Disse o rapaz
O ônibus se aproximava cada vez mais do arco-íris e logo passaria por baixo do mesmo. Ninguém imaginava que um ato que parecia tão comum pudesse causar algo tão imprevisível.
O ônibus passou por baixo do arco-íris e a vida de todos no ônibus mudou. Parecia que o tempo havia parado, mas o que se passou em um único segundo pareceu durar uma hora. Os homens cruzaram as pernas e viraram a mão direita num gesto feminino, as mulheres levantaram e coçaram algo entre as pernas num gesto masculino. A música que começava a tocar era Bad Romance da Lady Gaga. Duas mulheres começavam a brigar porque uma empurrou a outra. TrÊs homens discutiam a cor da roupa do cobrador. O motorista largava o volante e gritava por não ter passado gel no cabelo.
O ônibus perdeu o controle e pendeu para um lado. A gritaria foi geral.
__ TÁ LÔKA??? __ Gritou o (a) cobrador (a).
__ Segure a porra do volante! __ Mandou uma (um) Garota (o) que estava próxima (o).

Antes que o ônibus virasse, ele saiu debaixo do arco-íris e, como se nada tivesse acontecido, o motorista tomou o controle do veículo e voltou a dirigir normalmente.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Humor Negro

Tenho um grande apreço pelo Humor Negro. Filmes de terror com uma dosagem de comédia são muito bons! O que reflete na vida real. Vejo graça e comicidade em quedas de pessoas, vejo humor quando as pessoas me falam de coisas que para elas não tem a menor graça, pelo contrário, coisas sérias. Mas acho graça e comicidade quando eu próprio caio na rua...
A imaginação ajuda bastante ao recriar acidentes ou tiroteios em locais que estou cercado por pessoas. Aí o riso vem sem esforço maior.
Vemos tanto sangue e tripas em filmes na televisão que ao voltar para a realidade isso se torna bem aceitável. E, no meu pontinho de vista, isso é bom!!
Não só questões físicas, como quedas e batidas, mas também questões ideológicas, como com a religião, com a política, com modos de vida diferentes, etc.

Alguns exemplos:





domingo, 9 de maio de 2010

Vai pra Tarja Preta


Não sei o que mais chama a atenção das pessoas [já que eu não tenho esta intenção], se quando digo que tenho amigos imaginários [qual o problema??] ou quando estou numa fase de euforia cortante e ácida [também não vejo motivos para espanto...].

Eu não sei o que passa na sua cabeça, mas na minha eu vejo tantas coisas surreais... Os pensamentos vem e vão numa rapidez suicida e isso talvez se reflita no mundo real, se é que existe um. Alguns acham que meus amigos imaginários são almas demoníacas, ou fantasmas, ou um monte de outras coisas, mas insisto em dizer que são apenas fagulhas da minha imaginação que aos poucos ganham um espaço fora da minha cabeça.

Sem contar que eu vi uma nave espacial no céu noturno. Conversei sobre isso com meu cachorro e o amigo imaginário dele, o Mailow, conversamos um tempão e não chegamos à conclusão nenhuma, ou melhor, chegamos: Ou o mundo tá virando de cabeça para baixo ou nós estamos com algum problema e foi nessa parte que o Harry Potter (o meu cachorro, labrador, preto) disse que se eu continuasse assim eu ia pra tarje preta.

Gosto tanto do Harry, às vezes dou abraços tão apertados nele, que eu aperto, aperto e aperto que ele perde a respiração por alguns momentos, mas logo em seguida ele vem lamber meu rosto. E eu converso, converso e conveeeeeeerso com ele.

É como se eu fosse o carro e minha mente me dirigisse pra algum lugar... Se lá eu tiver poderes eu não me importo de ir! ^^

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Jardim das Delícias - Hieronymus Bosch

Ai Delícia, Ai, Ai, delícia...
Assim começamos nossa primeira viagem ao mundo das obras de arte!! Este será um novo marcador para o blog, pois percebi que as pinturas passam tantas informações (e diversões) sobre as coisas que resolvi comentar alguns aqui no meu singelo meio de comunicação que funciona como uma terapia virtual para mim, o meu blog!!!!

Começo com uma ointura de Hieronymus Bosch:
Bosch (1450–1516) chamava-se Hieronymus Van Aken, sendo apelidado Bosch (pela sua povoação Den Bosch ou 's-Hertogenbosch, em Holanda); teve uma vida acomodada, já que se casou com uma mulher endinheirada (Aleyt van Mervende). Apesar de viver como um opulento burguês, estava obsedado com a religião, o pecado e o sexo. Especulou-se muito com respeito das ideias que o pudessem ter inspirado: talvez fosse um visionário, um herege, um obsesso sexual, ou confrade de alguma seita herética; embora tudo pareça indicar que não foi nada disso, senão simplesmente um moralista culto e comprometido eticamente com uma causa, coisa que dificilmente apreciamos em Jan van Eyck, por exemplo.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A pintura ->

Ela é um tríptico, ou seja, está dividida em três partes que remetem ao "movimento do mundo", do início ao fim, pois na asa lateral esquerda mostra o paraíso terreno, no centro o jardim das delícias terrenas (a melhor parte, na minha opinião) e na asa lateral direita, o inferno. O tríptico fechado também tem o seu significado: A terra envolta por um globo de vidro.
Há tantas minúncias que podem ser vistas ao observarmos esta pintura que fica difícil falar de todas elas em um só post. Por hoje deixo aqui a imagem, nos próximos comentarei O tríptico aberto e fechado. É muuuuuito interessante! hehehe. Até lááá!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pode se acostumar...


Eu sempre digo para mim mesmo que não vou suportar ver um desastre pior alguma outra vez, mas sempre consigo... A gente se acostuma. Com tudo. Basta ser colocado num situação em que seja necessário ter o sangue frio, ou em uma na qual você precise manter os olhos abertos e ver para acreditar e não pensar que é uma fantaisa.
Quanto mais tento ver que sou diferente, mais vejo que sou normal. Ver uma pessoa morta faz você perceber o que futuro guarda para cada um de nós. Do que adianta os preconceitos, as brigas políticas, os roubos se no final todo mundo vai morrer? Por que não aproveitar enquanto se está vivo para fazer coisas que não venham a ferir outras pessoas? Mas mesmo assim a gente se acostuma com os preconceitos, com as brigas políticas e com os roubos... Da mesma forma que a gente se acostuma em ver a morte assim tão perto. A gente se acostuma a ver a morte levar qualquer pessoa, só nos espanta mais quando é alguém conhecido...
Eu não vou suportar ver mais uma catástrofe na qual morrem milhares de pessoas... Mas eu tenho quase certeza de que vou. E ainda não sei se este condicionamento de sempre estar se adequando a essas situações é bom ou ruim...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pancadaria


Fui para o show do chiclete com banana [não entrarei em detalhes o porquê de ter ido para o show de chiclete com banana se não tenho muita afinidade com o estilo musical... sou eclético, oras] e, como em todo show de Axé, teve a boa e velha pancadaria! \o/
São tão engraçados esses momentos de pancadão [exceto se eu estiver envolvido na pancadaria] que hoje eu presenciei um bem de perto [um dos vários, frizo] e fiquei rindo até quase o fim do show. Vamos ao relato:

Estava eu lá, queto no meu canto curtindo alguma música que já não lembro qual era quando percebi a movimentação brusca ao meu lado [direito]. Já sabia que era briga e, como uma serpente, me esquivei para um lado. Nesta fração de segundo vi o rosto de uma menina indefesa que parecia o gatinho do Shrek se fazendo de indefeso [foi o que mais me fez rir]. Então decidi ajudá-la e, instintivamente, gritei a plenos pulmões: __ É BRIGA, PORRA! CORRE! Depois disso eu corri pela minha vida e não sei o que houve com ela.

Mais brigas antecederam e procederam a esta. Nem sei o que aconteceu com os lutadores, que, por sinal, nessas horas juntam várias pessoas para participar da briga. Pessoas inocentes [e desavisadas ou lentas de mais] apanham também. Bom... É um fato corriqueiro em diversos shows.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pastel de Pizza


Eu estava olhando os pedidos que eus amigos fizeram. Eles tinham saído e fiquei de olhar a comida até que chegassem. Trabalho fácil de fazer. Deixei os lanches no banco e saí para fumar um cigarro. Quando terminei e voltei, Daniel Diego, um garotinho que morava nas redondezas, estava comendo um pastel.
__ Daniel! __ Chamei. __ Você deveria esperar os garotos chegarem para pedir um pedaço de pastel.
__ Mas eles disseram iam comprar um pastel de quijo pra mim. __ Disse Daniel. __ E tem um "Q" aqui neste pacote. __ Falou dando uma mordida no pastel crocante.
Algumas mordidas depois Daniel choramingou: __ Acho que peguei o pastel errado.
__ Por que acha isso? __ Perguntei.
__ Tem um tomate aqui. __ Disse ele enojado. __ E presunto e outras coisas...
Era um pastel de Pizza. O único pastel de Piza que foi pedido pelo garoto mais carrancudo de todos, ele não gostaria de saber disso quando chegasse...
__ Eu falei pra você esperar eles chegarem, não foi? __ Falei em tom acusador, mas eu naõ sabia que isso acarretaria uma coisa tão terrível depois...
Ele me pareceu muito preocupado depois que jogou o pastel de pizza pela metade na lata de lixo. Nunca vi, no rosto de um menino de 8 anos, tanta angustia. Se não me engano também vi seus olhos transbordando e um pouco avermelhados. Claro que ninguém ia massacrá-lo por comer um pastel. O cara ficaria chateado sim, mas não o mataria... Apenas gritaria com ela, na pior das hipóteses.

Daniel ficava andando de um lado para o outro. E depois começou a caminhar para perto da pista. Era noite e nesta rodovia costumava passar muitos caminhões carregando mercadorias para outras cidades. Caminhões grandes.
Não olhei muito para o que Daniel estava fazendo. Ele na certa iria olhar se os garotos estavam voltando. Mas ouvi um barulho ensurdecedor e depois o maior estouro que já ouvira na vida. Olhei para a pista e vi a cena que só esperaria ver no inferno: Um grande caminhão de dois vãos estava ainda capotando por cima de uma coisa que, daquela distância, era minúscula, mas que movia os braços com desespero, o desespero de um garoto pequeno que se atirara na frente de um grande caminhão.
Minha visão captou a coisa toda com uma capacidade que eu não gostaria de ter. A parte superior do corpo de Daniel pareceu explodir em sangue, sua cabeça parecia não mais existir enquanto as pernas chacoalhavam penosamente. O calor que me jogou no chão, depois da explosão do caminhão, me fez acordar para o que acabara de acontecer...

Dias depois, ao conferir a lista de pedidos, havia um engano, que se visto anteriormente nada daquilo teria acontecido: Havia dois pastéis de pizza e um deles realmente era para Daniel Diego.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Selva da Sedução Nº 2


Desta vez aconteceu numa lanchonete!
Sim. Em uma lanchonete. Um local pacato e tranquilo onde as pessoas vão se alimentar, pois não tem tempo de ir para casa devido a correria do dia-a-dia. Era noite [aconteceu agorinha, pra falar a verdade] e fui comprar um singelo suco para viagem. Enquanto fiz meu pedido e esperei, eis que surge aquela felina sede de observação. Alguma coisa estava acontecendo naquela lanchonete onde o balcão quandrangular servia de "balcão" para os famintos e no centro do quadrado havia a pequena cozinha improvisada onde alguns homens preparavam os lanches.

Um homem do meu lado esquerdo olhava para alguma pessoa do lado direito de uma forma tão focada que não havia forma de tirar sua concentração. Uma barata voadora [ou algo do tipo] começou a voar pelo teto da lanchonete e se debatia freneticamente tentando encontrar a saída. Depois duas mulheres chegaram e se entaram do meu lado, começaram a conversar [eu nem ouvi direito sobre o que era, não sou tão curioso]. Outro cara que estava do lado direito do balcão olhava para as garotas de forma disinibida e aí percebi que o homem do meu lado esquerdo olhava para este cara desde o início...

Na verdade eu queria que a barata voadora voltasse e pairasse sobre a cabeça de uma dessas mulheres... Eu queria ver a confusão, eu queria ver o caos...

Peguei meu suco e fui embora deixando para trás aquele local que eu sempre pensei que só servisse para servir lanche, mas o sexo, como sempre e como em todos os locais, estava à espreita...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"E de tantos outros caminhos...

...Eu fui escolher logo o do mal."



E a culpa, se alguém tiver alguma culpa nisso tudo, é minha!
Você não escolhe o caminho do mal por que quer, escolhe? Acho que sim, mas algo diz que não [alguns de meus amigos imaginários, talvez]. Será que foi o determinismo que me fez e está fazendo com que eu siga este caminho? Talvez todo mundo, em algum momento da vida, tem que decidir se vai ser bom ou mau pelo resto dos dias; talvez o mundo precise mesmo de pessoas boas e de pessoas ruins para que haja o pleno equilíbrio... E eu escolhi [eu escolhi] o lado do mal.
Mas vejam que eu não o estou trilhando sozinho. Talvez nem seja tão ruim assim, já que foi uma escolha minha. Talvez eu não tenha a salvação [se bam que essa parte é mais complexa para se falar, acho que todos merecem a salvação... não falo isso para me defender não...]

O que seria o caminho do mal?
Isso deve ser diferente para cada pessoa [eu acho]... Eu mesmo decidi trilhar este caminho, mas ainda nem me adaptei direito: sinto remorso, arrependimento, culpa... Tudo isso por coisa pouca. Ainda não tenho capacidade de falar nas coisas perversas e mudanas que venho fazendo desde quando decidi caminhar no fogo [como disse, ainda tenho alguns sentimentos "humanos" de mais para dizer de peito aberto que sou uma pessoa do mal...].

Não quero machucar pessoas - emocionalmente - e talvez eu acabe machucando [outra coisa que vou ter que aprender a não sentir remorso]. Não quero que a vida acabe rápido - às vezes - mas de vez em quando me mato um pouco quando fumo um cigarro. Não quero fazer transparecer demônios que vivem em mim para assustar as pessoas, mas quando bebo eles aproveitam para sair e acabar com a minha raça [¬¬, pesado]... E as pessoas se assustam, pessoas que eu gosto [se eu quiser ser do mal mesmo eu não poderia ter dito isto, para ser do mal de verdade não se pode gostar de ninguém...].

É... E a vida vai seguindo... Por enquanto eu estou vendo dois caminhos na minha frente numa bifurcada língua de cobra: Um que é cheio de fogo, perigos e diversões insanas e outro que é azul e branco com uma brisa suave e calma. Já tenho um pé no fogo...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Era um lindo periquito


Daniel Diego era o nome dele. Era um lindo periquito azul que ficava dentro de uma bela gaiola branca. Seu dono, o pequeno Guga, o chamava de "piriquito Daniel Diego". Ele o amava e por isso pediu para que o profissional da veterinária responsável pelo pássaro cortasse suas asas para que ele não voasse.
__ Ele não é lindo? __ Perguntava Guga para todos que viam o periquito.
Tudo era alegria. Tudo era felicidade. Guga colocou a gaiola no chão próxima a uma escada. A gaiola estava com a portinha quebrada e para evitar que Daniel Diego fugisse, ele fez uma pequena barreira com garrafas de refrigerante na frente.
Mas os momentos de brincadeiras com o "piriquito" foram efêmeros. Um maldito gato espreitava o pobre pássaro. Um gato branco, cuja dona era malvada e perversa.
Ninguém sabe o que aconteceu com o pobre periquito, o que sabem é que ele desapareceu misteriosamente da gaiola.
__ Meu "piriquito" fugiu... __ Dizia Guga choroso.
__ Quem sabe não foi o gato que o comeu? __ Diziam algumas pessoas.
__ Ele deve ter comido o passarinho... Para descobrir é só abrir o gato com uma faca para ter certeza... __ Diziam outros.
Guga passou momentos de horror ao pensar o que teria acontecido com Daniel. Guga vomitava pelos cantos em jorradas quentes e ácidas. Chorava pelos cantos deseserado com o destino do pobre periquito azul.
Ele era tão lindo. Era tão charmoso e carinhoso. Sabia fazer tantos truques. Só não podia voar... Agora tudo tinha que ser dito no passado porque, provavelmente, um gato maldito tinha o comido. Agora o gato poderia estar andando com as penas do rabo do periquita na boca...
Guga não aguentava mais. Pegou a faca de serra na cozinha e encontrou o gato repousando no chão do pátio. Abriu-o vivo. Sangue quente jorrando em suas mãos de criança. Os olhos dele mirando os olhos agonizantes do gato. As tripas pulando como molas para cima e nada de passarinho, nada de penas lindas azuis como o mar. Nada.

A vida de Guga mudou naquele dia. Várias pessoas riram dele quando contava que não achava o periquito em lugar nenhum. Muitas cantavam músicas de passarinhos para aumentar a dor de sua perda. Anos depois, a faca que cortava a barriga do gato agora cortava a barriga de gente e sempre com o mesmo objetivo: encontrar onde se escondera Daniel Diego...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Selva da Sedução (...)


Certo... Fui para uma festa que teve na praça de minha cidade. Muitos jovens, mas também muitos adultos. Neste dia me coloquei na posição de observador, vocês entenderão o que quero dizer...

Não estava bebendo para que minha percepção não me enganasse e para que meus sentidos funcionassem bem. ^^.

Depois comecei minhas observações, lá para mais da metade da festa os olhares começaram. Homens olhavam mulheres se requebrando. Mulheres encaravam homens do outro lado da festa e cochichavam com as amigas pra saber se havia reciprocidade da parte do cara. Depois começou o esfrega-esfrega. Realmente uma selva. Presas e caçadores no mesmo espaço competindo para matar a fome do corpo. Os hormônios em ebulição e os ferormônios em alta.

Minha imaginação vagou pelas mais sádicas maneiras de saciar esta fome corpórea...

Bebidas e cigarros - tirando outros tipos de alucinógenos usados no local - forneciam coragem para as pessoas. Olhos ferozes lançavam faíscas em direções diversas à procura de "comida". Foi interessante observar isso e não fazer parte de ser presa ou predador...