sábado, 8 de setembro de 2007

Como uma mulher reagiria ao flagrar seu marido com outra.

Como uma mulher reagiria ao flagrar seu marido com outra. (Para desmascarar as novelas)

PoR JúNiOr




20:00 horas, Roberta estava voltando do trabalho cansada louca para encontrar o marido. Ela e Davi tinham se casado há pouco tempo, ainda estavam naquela emoção de recém-casados, pelo menos Roberta ainda estava. Depois de 5 anos de namoro eles se casaram no religioso e no civil, como mandava a tradição. Ao chegar em casa, ansiosa para encontrar o marido, percebeu algo estranho, havia outro carro na garagem. Mas o Davi não disse que estava esperando ninguém, pensou.

Entrou em casa, procurou Davi por todo lugar antes de ir para o quarto. Tomou uma xícara de café e colocou na geladeira a garrafa de vinho tinto que comprou no mercado, queria que esta noite fosse tão especial quanto as outras desde a lua-de-mel. Também locou uns filmes românticos para assistir com seu amor. O jantar ficou por conta da empregada, Solange, que já tinha ido embora. Era uma boa empregada, desde que se mudaram para esta casa que ela cuida dos serviços domésticos com perfeição. Olhou no forno e percebeu que alguém já tinha comido. Danado! Nem esperou por mim para o jantar. Pensou Roberta desapontada, mas ainda louca para encontrá-lo, o jantar mal importava, seu amor era maior, muito maior do que isso.

Não queria mais esperar, com certeza Davi estava cochilando no quarto, esperando por sua amada. Roberta tinha combinado com sua amiga Silvia que se encontrariam às 22:00 no cinema. Seria um encontro a quatro, Roberta e Davi e Eliane e um novo namorado. Mas ainda estava cedo, e Roberta só queria saber de encontrar logo seu amor. Subiu a escada cansada, queria logo tirar aquela roupa e tomar um banho acompanhada do marido. Queria carinho.

A porta do quarto estava entreaberta. Roberta entrou sem fazer barulho para não acordar seu amado.

__ Meu amor... __ Disse Roberta acendendo a luz.

Davi estava deitado por cima de alguém, ainda beijava outra pessoa, segundos depois percebeu que a luz foi acesa. Olhou rápido para porta e viu Roberta, parada, sem ação, perplexa como o que estava vendo. Ele também estava calado, sem saber o que falar.

__ Vamos logo, quero dar mais uma enquanto a vadia da Rober... __ Disse Silvia se levantando e descobrindo o rosto, mas foi interrompida e não terminou o que ia falar quando viu Roberta na porta.

__ Roberta! Não é o que você está pensando. Eu posso explicar. __ Falava Davi gagueijando.

Uma lágrima desceu do rosto de Roberta, uma única lágrima, uma lágrima, literalmente falando, de sangue. Seu amor estava naquela lágrima. E ela saiu do quarto olhando para o chão.

__ Eu disse pra você não vir hoje. __ Disse Davi vestindo a roupa.

__ Mas você disse que ela só chegava mais tarde... __ Disse Silvia sentada na cama. Tranqüila. Davi foi atrás de Roberta, para conversar e esclarecer tudo, claro que era um mal entendido. Ao colocar o primeiro pé fora do quarto, foi atingido por alguma coisa no rosto. Houve um estalo. Roberta largou a mão no rosto de Davi e de brinde um arranhão, sua mão direita estava ensangüentada com o sangue dele agora, enquanto na mão esquerda ela segurava uma 12, que Davi tinha guardado.

__ Seu filho da puta!! Você vai me trair agora no inferno junto com essa rapariga do caralho! __ Falou Roberta, com uma raiva infernal nos olhos.

__ Não faça isso meu amor... __ Implorou Davi.

__ Você é louca Roberta. Foi só um mal entendido, não precisa disso. Largue a arma. __ Disse Silvia se levantando.

Roberta disparou no peito do marido, o qual foi arremessado para os braços de Silvia. O rombo estava feito. O sangue se espalhou pelo quarto e por cima de Silvia, que gritava. Davi estava com os olhos abertos. Silvia jogou o corpo do homem de lado e ficou tremendo no canto da parede a gritar e chorar. Roberta deu mais dois tiros no que restava de Davi, agora não sobrava quase nada além de bagaço espalhado pelo quarto onde sempre houve o amor dos dois pombinhos, e também do pombo com a sirigaita.

__ VOCÊ ENLOUQUECEU!!! __ Gritou Silvia.

Roberta olhou para a mulher ao chão, seus olhos estavam vazios, e lá no fundo cheio de raiva e de vingança. Silvia estremeceu ao ver aquele olhar. __ Rapariga, filha da puta! Você vai dar o rabo agora é pro tridente do demônio!! Puara sem-vergonha!! __ Disse Roberta segurando nos cabelos da "moça" e a puxando.

__ Me larga sua fia da puta. __ Gritou Silvia desesperada.

Roberta jogou a 12 de lado e desceu com a mulher pelas escadas. Segurava seus cabelos como se fossem cabelos de boneca, e na sua infância, Roberta gostava de queimar bonecas...

Descendo as escadas às bofetadas, o rostinho de Silvia já estava vermelhinho e seu coro cabeludo, dolorido.

__ É bom pegar o marido dos outros não é? __ Disse Roberta baixinho.

Chegaram na cozinha e lá começou a luta, ou melhor, o espancamento, pois Silvia não reagia pensando que só ia apanhar e depois ir pra casa. Roberta meteu a cabeça de Silvia três vezes no balcão da cozinha, que era de mármore, o balcão ficou totalmente estrelado. Arranhou bastante o rostinho dela com suas unhas. Roberta estava coberta de sangue, mas não se importava. Durante todo esse processo, ela só lembrava do que queria fazer ao chegar em casa: encontrar seu marido, namorarem como adolescentes, jantar com ele e assistir a filmes que remetessem seu passado romântico com seu amor, que agora estava no inferno. Silvia estava quase ficando inconsciente de tanto apanhar, apanhou de todas amaneiras possíveis. Socos, chutes, cabeçadas, arranhões, puxões severos de cabelo, que, por sinal, Roberta estava cheia de cabelos nas mãos. A carinha da Silvia estava deformada, coitada. Roberta abriu o forno e viu novamente a comida que estava lá.

__ Vocês gostaram da comida! Era pra comemorar nosso amor... Mas acho que você comemorou por mim não foi. __ Disse Roberta colocando a cara de Silvia pra ver bem de perto.

__ Coe Hão... __ Cacarejou Silvia. __ Hoje teremos mais um prato. Galinha assada... Que delícia. Eu mesmo vou comer todinha. __ Disse Roberta.

Roberta empurrou Silvia dentro do forno. Era um forno grande e dando aquele jeitinho ela caberia. Depois trancou a porta do forno e o ligou no máximo. Silvia cacarejava mais, mas não se conseguia entender nada. Tentava bater na portinha, mas não tinha mais força, já estava debatida, pronta para assar. Roberta sentou-se à mesa da cozinha com a alma lavada. Já havia assistido muitas novelas e filmes românticos e sempre disse que se aquilo acontecesse com ela, não seria igual, onde a mulher vê e sai correndo e fica por isso mesmo. Então, foi dito e feito. Roberta ficou lá, ouvindo a carne assando durante toda a noite. Subiu para tomar um banho para depois ir ao cinema.


FiM.